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Com novo equipamento, Lacen reduz o tempo de diagnóstico da tuberculose no Acre

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Cássia Veras

Com a aquisição de um novo equipamento, o governo do Acre, por meio da Secretaria de Saúde (Sesacre), conseguiu reduzir significativamente o tempo necessário para o diagnóstico da tuberculose no estado.

O processo, que antes poderia levar até 60 dias, agora foi reduzido para no máximo 42. O diagnóstico é realizado no Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), em Rio Branco, que é a unidade de referência para todo o estado.

Novo aparelho diminui tempo do diagnóstico de tuberculose de 60 para no máximo 42 dias. Foto: Odair Leal/Sesacre

A tuberculose é uma doença infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis. Afeta principalmente os pulmões, mas pode acometer outras partes do corpo. A transmissão ocorre pelo ar, por meio de partículas expelidas por pessoas infectadas, ao tossir, falar ou espirrar. Embora curável, a doença exige um tratamento longo e contínuo, cuja interrupção pode levar ao aumento da resistência bacteriana e dificultar ainda mais o controle da enfermidade.

O novo equipamento

O avanço no diagnóstico da tuberculose no estado foi possível graças ao sistema automatizado BD Bactec MGIT, utilizado para o isolamento primário de microbactérias a partir de amostras clínicas pulmonares e extrapulmonares (exceto sangue) e para o teste de sensibilidade a antibióticos no caso de Mycobacterium tuberculosis.

De acordo com a farmacêutica bioquímica do Lacen, Janaina Mazaro, o equipamento trouxe benefícios para o diagnóstico: “Nós recebemos os insumos do Ministério da Saúde, pois somos o único laboratório do Estado apto a realizar esse exame, que deve ser ofertado a todo paciente com diagnóstico de tuberculose”.

Farmacêutica bioquímica Janaina Mazaro: “Prazo máximo é de 42 dias, e o tempo mínimo já foi de 5 dias”. Foto: Odair Leal/Sesacre

A farmacêutica destaca a redução significativa do tempo para obtenção do diagnóstico: “Com o novo equipamento, o prazo máximo é de 42 dias, e o tempo mínimo já foi de cinco dias, em alguns casos”.

Dados da tuberculose no Acre

De acordo com o Departamento de Informática do SUS (Datasus), entre 2019 e 2023, foram notificados 3.031 casos de tuberculose no Acre. Rio Branco concentrou 73,2% dessas notificações. Homens jovens, entre 20 e 39 anos, foram os mais afetados, representando 71% dos casos.

Laboratório Central de Saúde Pública do Acre (Lacen) é unidade de referência para diagnóstico laboratorial no Acre. Foto: Odair Leal/Sesacre

No entanto, ressalta Janaina, a doença pode atingir pessoas de qualquer idade. “Vemos casos em crianças de 8, 9 anos, adolescentes de 16, 17 anos, além de adultos jovens. Então, está bem homogêneo”, afirma, salientando que as populações privadas de liberdade e em situação de rua são os grupos prioritários para o diagnóstico e controle da doença no Brasil.

Lacen: referência para saúde pública no Acre

O Lacen é a unidade de referência para o diagnóstico laboratorial de saúde pública no Estado do Acre. Como parte de um sistema nacional, o Lacen dá suporte em emergências de saúde pública, monitoramento de doenças de notificação compulsória e outras questões epidemiológicas e sanitárias.

A gerente administrativa da instituição, Karolina Sabino, explica a relevância da unidade. “O Lacen funciona como os ‘olhos’ da Sesacre. Por meio dele, identificamos o que está circulando no estado, seja tuberculose, covid, dengue, zika, chikungunya,  influenza ou outro agravo importante. É a única unidade do estado com essa capacidade técnica, essencial para nortear as decisões frente às emergências de saúde pública”, detalha.

Karolina Sabino é gerente administrativa do Lacen. Foto: Cássia Veras/Sesacre

Além da sede em Rio Branco, o Estado conta com duas unidades de apoio localizadas em regiões de fronteira: o Lafron Alto Acre, e o Lafron Juruá, com sede própria na região. “Embora sejam unidades de apoio, fazem parte da rede Lacen/AC, que dá suporte a todo o estado, recebendo amostras de unidades municipais e estaduais, realizando diagnósticos precisos e em tempo oportuno”, informa.

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.

O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.

 



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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia

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Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.

A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.

A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.

Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.

O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.

São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”

A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.

A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.

No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.

 



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