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Com os conservadores derrotados, a próxima ameaça trabalhista vem ainda mais à direita | Trabalho

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Peter Walker Senior political correspondent

Duas regras fundamentais da política são sempre olhar para frente e compreender o seu oponente. E é assim que, poucos meses depois de esmagar o Conservadores numa eleição geral, muitos deputados trabalhistas preparam-se para novos desafios e um novo inimigo – a Reform UK.

O partido de Nigel Farage é, em termos parlamentares, um peixinho, os seus cinco deputados dão-lhe pouco mais de 1% da força dos Comuns de que gozam os Keir Starmer. Mas muitos dentro do Partido Trabalhista acreditam que, na altura das próximas eleições, as coisas poderão ser muito diferentes.

Com os conservadores ainda se recuperando após uma derrota catastrófica e batalha de liderança contundentea Reforma poderá estar em melhor posição para aproveitar qualquer onda populista que chegue ao Reino Unido, na sequência dos sucessos da extrema direita na Europa e da reeleição de Donald Trump.

Capturar manchetes é uma coisa, entretanto; ganhando uma massa de assentos outro. Assim, o foco atual dentro da Reforma é a construção de filiais locais repletas de voluntários que batem às portas e distribuem panfletos, um modelo baseado abertamente em a famosa máquina eleitoral liberal-democrata.

Um dos principais testes a esta ideia ocorrerá em maio de 2026, quando se realizarem as eleições para o Senedd no País de Gales, sob um sistema novo e completamente proporcional onde os eleitores escolherão um grupo ampliado de 96 membros por meio de listas partidárias.

A reforma não conquistou nenhum dos 32 assentos de Westminster no País de Gales em julho, mas ficou em segundo lugar em 13, num grupo no sul do País de Gales. O partido previu que poderia conquistar mais de 15 membros do Senedd, com Farage prometendo que eles serão os principais adversários Trabalho.

A sua tarefa é auxiliada pela bem documentada sequência global de oscilações contra titulares – e no País de Gales, todos os primeiros-ministros nos 25 anos de história do cargo foram trabalhistas.

Com figuras em torno de Starmer em Downing Street extremamente conscientes de que a sua melhor hipótese de travar um aumento populista será proporcionar mudanças visíveis aos eleitores, não é coincidência que o primeiro-ministro participe na conferência trabalhista galesa em Llandudno, no sábado, trazendo uma mensagem sobre investimento. e crescimento, promovendo uma zona de investimento de £ 160 milhões em Wrexham e Flintshire.

Num anúncio paralelo, o País de Gales A secretária, Jo Stevens, quer dizer que os metalúrgicos e suas famílias afetados pelo fechamento dos fornos em Port Talbot terão direito a subsídios de até £ 10.000.

Os trabalhistas no País de Gales estão “levando a reforma muito a sério”, disse uma fonte do partido, acrescentando: “Mas enfrentarão desafios. Você poderia argumentar que eles terão dificuldade para mostrar uma identidade galesa. Eles não têm planos de ter um líder galês, então Nigel Farage será a figura de proa e ele é bastante divisivo.

“E com o novo sistema cada partido precisa não apenas de 96 candidatos, mas de três sobressalentes para cada círculo eleitoral. Isso significa muita infraestrutura e devida diligência. É um desafio para todos os partidos, mas particularmente para um partido insurgente. Pode ser difícil para eles. Mas eles não devem ser subestimados.”

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Um teste mais iminente aos esforços da Reforma para construir uma base eleitoral ocorrerá em Maio do próximo ano, com eleições locais em mais de 30 conselhos distritais e de unidade em toda a Inglaterra, incluindo zonas costeiras favoráveis ​​à Reforma no sul e no leste.

“A Reforma ficou em terceiro lugar atrás de nós e dos Conservadores no meu círculo eleitoral nas eleições gerais, mas os Conservadores locais ainda estão numa certa confusão e a Reforma poderá ter um bom desempenho em Maio”, disse um deputado trabalhista com eleições locais marcadas. “Definitivamente estou olhando por cima do ombro para eles. Eles têm muito a fazer, mas se conseguirem resolver a organização, poderão ser uma força.”

Esta ameaça potencial é, em parte, apenas um produto do grande sucesso do Partido Trabalhista nas eleições gerais, conquistando uma massa de assentos anteriormente conservadores, muitos deles nas zonas costeiras e particularmente nas zonas rurais – os Trabalhistas detêm agora mais assentos rurais do que os Conservadores.

“De certa forma, é um bom problema defender tantos círculos eleitorais”, disse outro trabalhista. “E se quisermos mantê-los, o que importa é entregar – nada mais importa.”



Leia Mais: The Guardian

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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.

A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.

Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.

Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”

A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).

Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.

A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.

Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.

As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.

Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.

Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.

Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.

O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.



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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.

A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.

O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.

O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.

A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.

A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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