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Com presença do governador, Ministério Público do Acre encerra projeto Eu Digo Não à Corrupção

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Andreia Nobre

Estudantes da rede pública estadual de ensino foram premiados nesta quarta-feira, 11, na cerimônia de encerramento do projeto Eu Digo Não à Corrupção, realizado pelo Ministério Público do Acre (MPAC), em parceria com o governo do Estado, por meio da Secretaria de Educação e Cultura (SEE) e Fundação Elias Mansour (FEM), e Assembleia Legislativa (Aleac), no auditório da Escola Armando Nogueira, em Rio Branco.

Com o objetivo de sensibilizar jovens sobre a importância de combater práticas corruptas no dia a dia, o projeto, de autoria da promotora Myrna Mendoza, foi desenvolvido pela 1ª Promotoria de Justiça Especializada na Defesa do Patrimônio Público e Fiscalização das Fundações e Entidades de Interesse Social do MPAC.

Evento contou com presença de diversas autoridades. Foto: Diego Gurgel/Secom

Durante a realização do projeto, centenas de estudantes do 3º ano do Ensino Médio de Rio Branco e Cruzeiro do Sul fizeram uma redação sobre o tema e os três primeiros colocados de cada município receberam a premiação.

Segundo a procuradora-geral de Justiça em exercício do MPAC, Rita de Cássia Nogueira, a ação foi importante para que as pessoas apliquem no cotidiano diário práticas de honestidade e transparência. “Queremos despertar ações concretas de honestidade em nossa vida diária. Sabemos que esse projeto é uma semente que dará muitos frutos e vai estimular a formação de uma sociedade mais justa”, destacou.

Procuradora Rita de Cássia destacou importância do projeto para juventude. Foto: Diego Gurgel/Secom

O governador do Acre, Gladson Cameli, prestigiou o evento e reafirmou o compromisso da gestão com a transparência. “Desde que assumi o governo, tenho pedido que os órgãos de controle nos avisem sobre qualquer conduta errada na administração pública. E sempre estive pronto para ouvir e tomar as medidas necessárias para estancar qualquer indício de corrupção”, ressaltou.

Gladson ressaltou que o governo tem investido em transparência. Foto: Diego Gurgel/Secom

Como premiação, os ganhadores do concurso de redação receberam uma medalha, certificado de reconhecimento e um telefone celular. Os professores-tutores também foram reconhecidos com um certificado.

Estudantes vencedores do concurso de redação. Foto: Diego Gurgel/Secom

Para a primeira colocada de Cruzeiro do Sul, Eglaíny Inácio, da Escola Estadual Craveiro Costa, foi proveitoso participar do projeto. “Eu sou muito grata. Primeiramente a Deus, por ter essa oportunidade, e aos meus pais, que proporcionaram o melhor que puderam para mim.  Eu trabalhei o meu texto em dois argumentos, que foi o cumulativo negativo, que é quando há aquele impacto, em que a sociedade vai dizer ‘não, isso é normal, é o jeitinho brasileiro de se trabalhar’, trabalhei as desonestidades e desigualdades, que existem muito nos nossos dias atuais”, relatou.

Estudante Eglaíny Inácio da Silva obteve 1º lugar no concurso de redação em Cruzeiro do Sul.  Foto: Diego Gurgel/Secom

A cerimônia contou com a presença do prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, e outras autoridades.

Alunos premiados de Cruzeiro do Sul

1º lugar –  Eglaíny Inácio da Silva, estudante da Escola Integral Craveiro Costa

2º lugar – Alisson de Souza Lima, estudante da Escola Integral Dom Henrique Ruth

3º lugar – Beatriz Caetano dos Santos, estudante da Escola Integral Flodoardo Cabral

Alunos premiados de Rio Branco

1º lugar – Sara Kettlen Albuquerque da Silva, estudante da Escola Integral José Ribamar Batista

2º lugar – João Paulo Oliveira Moura, estudante da Escola Integral Jornalista Armando Nogueira

3º lugar – Ana Katriely Albuquerque Rodrigues, estudante da Escola Integral Boa União Ensino Jovem

Professores que foram certificados

– Sirlene Pereira Luz, da Escola Integral José Ribamar Batista

– Cintia Moraes Araújo, da Escola Integral Boa União Ensino Jovem

– Ayrine Cavalcante Silva, do Colégio Integral Jornalista Armando Nogueira

– Elisangela Oliveira Silva, da Escola Integral Craveiro Costa

– Ana Paula Lima da Silva, da Escola Integral Dom Henrique Ruth, neste ato representada pelo coordenador Leomarcos de Souza Alves

– Lucélia Janes Vale da Rocha, da Escola Integral Flodoardo Cabral

O que disseram

“Me alegra imensamente o coração ver tantos jovens. Quando olhamos esse ambiente cheio de jovens, a nossa esperança se renova. Trabalhar com a juventude é trabalhar a raiz do problema da corrupção. Nós ensinamos mais com o exemplo do que com as palavras.”

Minoru Kinpara, presidente da Fundação Elias Mansour (FEM)

“Hoje é um dia de agradecimentos a todos vocês, que participaram desse projeto, que muito vai contribuir para trazer cidadania aos estudantes.”

Reginaldo Prates, secretário de Estado de Educação em exercício

“É na educação que a gente vai preparar o novo homem e a nova mulher que vão gerir o futuro desta nação. Uma sociedade mais justa é aquela que sabe respeitar uma fila e aceita quando está errada.”

Tião Bocalom, prefeito de Rio Branco

“Uma das coisas que eu aprendi foi que desde cedo temos que sonhar, e saber que sonhar pequeno dá o mesmo trabalho de sonhar grande. Tenham um objetivo de vida.”

Deputado Luiz Gonzaga, presidente da Assembleia Legislativa

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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