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Com ruas cobertas de ‘santinhos’ após votação, Rio Branco reforça equipes de limpeza

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Cerca de 200 trabalhadores da Secretaria de Cuidados com a Cidade estão nas ruas de Rio Branco, desde o início da manhã desta segunda-feira (3), para recolher o lixo eleitoral espalhado pelos bairros e Centro da capital acreana.

O lixo acumulado é resultado do derrame de santinhos de campanha eleitoral durante o primeiro turno que ocorreu nesse domingo (2), principalmente em locais próximos às seções eleitorais.

A legislação eleitoral permite que até a véspera da eleição os candidatos distribuam material de campanha. Contudo, a distribuição de qualquer tipo de propagando eleitoral, no dia da eleição, é ilegal.

Santinhos nas ruas de Rio Branco, no Acre, no domingo de votação — Foto: Iryá Rodrigues/g1

Santinhos nas ruas de Rio Branco, no Acre, no domingo de votação — Foto: Iryá Rodrigues/g1

O secretário Joabe Lira disse que ainda não é possível fazer um balanço, já que a limpeza só deve terminar nesta terça-feira (4). Mas, estima que devem ser coletadas cerca de 7,5 toneladas de lixo.

“Nós colocamos uma equipe em cada regional para que a gente possa fazer essa limpeza, principalmente, nos locais com seção eleitoral que é onde tem maior sujeira. Eles começaram cedo, por volta das 6h, e a previsão é que termine só na terça [4], porque a cidade está muito suja”, disse o secretário.

Balanço das eleições

A Polícia Federal, junto com o Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC), fez um balanço deste domingo de votação do 1º turno. Segundo os dados, 28 pessoas foram conduzidas à PF para esclarecer sobre crimes eleitorais. Deste total, quatro foram de candidatos a deputado estadual e um candidato a deputado federal.

Érico Barboza Alves, superintende da PF, avaliou a votação como “sob controle” e disse que não houve ocorrências graves.

“Havia um candidato na PF por compra de votos, preso em flagrante, mas o delegado deliberou pela não prisão, então ele vai responder em liberdade, mas vai responder inquérito policial. Deve ser proposto a transação penal. De modo geral, a eleição foi sob controle, tivemos pequenas ocorrências policiais, como embriaguez, boca de urna, espalhar santinhos, propaganda eleitoral. Duas pessoas permaneceram presas e 16 assinaram TCO [termo circunstanciado de ocorrência], que a pessoa assina e se compromete. 28 conduzidos, 4 são candidatos a deputados estaduais. Começou um pouco tumultuado com o derramamento de santinhos, mas foi acalmando”, disse.

Durante a operação “Voo da Madrugada”, deflagrada pela Polícia Federal na madrugada deste domingo, a Polícia Federal conduziu 13 pessoas à sede pelo derramamento de “santinhos”. Em Cruzeiro do Sul, como resultado das operações, três pessoas foram presas praticando condutas tipificadas como crimes eleitorais, tais como: “boca de urna”, transporte irregular de eleitores e corrupção eleitoral.

Lixo eleitoral em escola de Rio Branco — Foto: Iryá Rodrigues/g1

Lixo eleitoral em escola de Rio Branco — Foto: Iryá Rodrigues/g1

Outras ocorrências

O deputado estadual do PP, José Bestene, candidato à reeleição, foi conduzido à Polícia Federal para prestar esclarecimentos. Segundo a advogada de defesa, Ângela Ferreira, um assessor dele postou na rede social do candidato e foi considerada boca de urna digital.

“O assessor do Bestene postou um stories na rede social dele. O que acontece, eles consideram como boca de urna digital. O Bestene tem 72 anos, ele não mexe com rede social, ele nem sabia. Ele nem tava no comitê, a polícia chamou, ele veio, fez todo o procedimento. Ele nunca foi preso, porque é deputado. Já fomos liberados e vamos sair e até já tiramos a publicação das redes sociais”, disse.

O candidato a deputado estadual no Acre Francineudo Costa (União Brasil) foi preso suspeito de cometer crime de compra de votos neste domingo (2). O candidato foi flagrado com cerca de R$ 2,3 mil que, possivelmente, seriam usados para compra de voto. Ele foi liberado após assinar um TCO e vai responder em liberdade.

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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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Mirian Soares de Amorim.jpeg

A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre

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Seminário enfermagem obstétrica (2).jpg

A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.

O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.

“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”

A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”

A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”

Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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