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Com subida de tributos sobre a gasolina e o etanol, motoristas do Acre reclamam do preço do combustível
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Aumento é de R$ 0,22 no litro do etanol e R$ 0,34 na gasolina. Medida Provisória que fixava alíquotas menores de tributos federais para gasolina e etanol perdeu validade na última quarta-feira (28).
Com a retomada da cobrança integral de impostos federais, os motoristas do Acre já sentem no bolso o aumento nos tributos na hora de abastecer. É que a Medida Provisória que fixava alíquotas menores de tributos federais para gasolina e etanol perdeu validade na última quarta-feira (28).
Com isso, desde quinta (29), os produtos já sofrem reajustes nas refinarias. O Sindicato de Postos de Combustíveis, Gás Liquefeito de Petróleo e Lubrificantes do Acre (Sindepac) informou que a estimativa é que o tributo do etanol aumente de 12,9% para 18,8%, o que representa um aumento de R$ 0,22 no litro do combustível.
Já a tributação da gasolina deve subir de 29% para 35,3%, ou seja, R$ 0,34 a mais por litro. Veja nota do Sindepac abaixo.
Neste sábado (1°), alguns moradores já sentiram esse aumento. Uma equipe da Rede Amazônica Acre esteve em alguns posto de combustíveis e conversou com consumidores.
O soldador Aluízio de Souza disse que percebeu um aumento de R$ 0,40 centavos no preço. “Hoje só dá para abastecer R$ 21. Não tem jeito, é só esse mesmo, não tem mais dinheiro”, resumiu.
O atleta profissional Icor Deoclécio estava mais revoltado e reclamou do aumento. “Você vai encher o tanque e é muito dinheiro, então, temos que dar uma avaliada porque não sabemos o que fazer para reivindicar isso. O que fazer? Reivindicar, mas o que podemos fazer, cobrar de quem? Acho que temos que avaliar essa situação e se revoltar um pouco”, criticou.
Redução nos combustíveis
Já nesta sexta-feira (30), a Petrobras anunciou mais uma redução do preço da gasolina para as distribuidoras. A medida passa a valer a partir deste sábado (1º).
O litro da gasolina passa de R$ 2,65 para R$ 2,52, uma redução de aproximadamente R$ 0,14 o litro, ou 5,3%.
A última redução da gasolina havia sido anunciada pela Petrobras no dia 15 de junho. O último corte no custo do diesel aconteceu no dia 16 de maio. Nesta sexta, a estatal também anunciou redução dos preços do gás de cozinha.
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Acreanos já sentem o aumento no preço do combustível na hora de abastecer — Foto: Ana Paula Xavier/Rede Amazônica Acre
Nota do Sindepac
O Sindicato de Postos de Combustíveis, Gás Liquefeito de Petróleo e Lubrificantes do Acre (SINDEPAC) informa que, desde a última quarta-feira (28), os impostos federais sobre etanol e gasolina subiram. A Medida Provisória (MP) que fixava um valor menor nos tributos federais (PIS/CONFINS e CIDE) perdeu a validade antes do prazo.
Dessa forma, a partir de quinta-feira (29), os produtos já sofrem reajustes nas refinarias. Conforme divulgado pela Secretaria da Receita Federal, a MP que segurava os preços dos impostos não foi votada a tempo pelo Congresso Nacional. A expectativa era que o imposto subisse somente em 1⁰ de julho.
A estimativa é que o etanol vai sair de um tributo de 12,9% para 18,8%. Isso significa que o litro desse combustível vai aumentar R$ 0,22.
Já a gasolina comum sai de uma tributação de 29% para 35,3%. O aumento deve ser de R$ 0,34 por litro.O Sindepac lamenta essa situação e deixa claro aos consumidores, e sociedade em geral, que as Distribuidoras já começam a repassar os reajustes para os Postos Revendedores. Portanto, ainda não há como mensurar como vai funcionar os preços. Cada estabelecimento leva em consideração os seus custos de operacionalização e os lucros a serem obtidos.
Delano Lima
Presidente do Sindepac
Colaborou a repórter Ana Paula Xavier, da Rede Amazônica Acre.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre
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16 de junho de 2026
A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.
A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.
O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.
O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.
Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.
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Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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16 de junho de 2026A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.
A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.
Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.
A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.
O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”
O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”
A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.
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