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Com surto de gripe na capital, prefeitura anuncia show ‘piromusical’ com fogos em cascata na virada do ano
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A Prefeitura de Rio Branco decidiu organizar um show piromusicial com queima de fogos na virada do ano, sexta-feira (31), no Centro da capital acreana. O evento será aberto ao público e também transmitido pelas redes sociais da prefeitura. A gestão solicitou o apoio da Polícia Militar para garantir a segurança.
A decisão da gestão contraria o cancelamento da festa e queima de fogos de ano novo promovidos pelo governo do Estado.
A tradicional queima de fogos no bairro Base também foi cancelada devido ao avanço da nova variante ômicron. O evento é realizado há mais de 25 anos.
Em nota, a prefeitura informou a Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer Garibaldi Brasil (FGB) organiza um show piromusical, espetáculo pirotécnico sincronizado no ritmo de uma ou várias músicas. Serão 10 minutos de show sincronizado e temático.
A organização vai colocar caixas de som no Novo Mercado Velho e na Gameleira, próximo ao mastro da bandeira do Acre. Já na passarela Joaquim Macedo, haverá uma cascata de 64 metros de fogos de artíficios.
A prefeitura destacou que todos os cuidados estão sendo tomados pela organização. “Não terá festa, só o show piromusical com duração de 10 minutos. Encerrou o show, acaba tudo”, afirma.
Surto de gripe na capital
A capital Rio Branco vive um surto de casos de síndrome gripal com as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) lotadas de pessoas em busca de atendimento. A UPA da Sobral precisou colocar uma tenda ao lado da entrada principal para conseguir atender os pacientes.
No feriado prolongado, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) teve que abrir algumas uraps para liberar medicação e vacinar a população contra a Covid-19 e Influenza.
Além do surto de gripe, a capital acreana enfrenta outro problema: aumento nos casos de dengue. Até o último dia 18 de dezembro, Rio Branco registrou 5.750 casos prováveis de dengue, que estão entre confirmados e em investigação. Esse número é mais de 500% maior que o número computado no mesmo período de 2020, que foi de 940.
Os dados são do Departamento de Vigilância Epidemiológica e Ambiental de Rio Branco divulgados ao g1.
Dos mais de 11,2 mil casos atendidos pela equipe da vigilância em Rio Branco, 5.442 deram positivos para dengue. Destes, 166 são casos com sinais de alerta, que são de pessoas que apresentam sintomas mais graves, como hemorragia, dores abdominais intensas, entre outros.
Réveillon na Gameleira
Esse é o segundo ano seguido que não haverá comemoração na capital acreana por parte do governo. Em novembro, o secretário de Empreendedorismo e Turismo (Seet) do estado, Jhon Douglas da Costa Silva, disse que a festa seria feita em parceria com a prefeitura, por meio da Fundação Garibaldi Brasil. E, na última semana, anunciou que analisava a possibilidade de cancelar a festa.
A variante ômicron foi originalmente descoberta na África do Sul. Ela é considerada de preocupação, pois tem 50 mutações, sendo mais de 30 na proteína “spike” (a “chave” que o vírus usa para entrar nas células e que é o alvo da maioria das vacinas contra a Covid-19).
Em entrevista à Rede Amazônica, a secretária de Saúde, Paula Mariano, falou da preocupação com a saúde da população.
“A nova variante é uma preocupação do mundo, não só do estado, das outras capitais também. Então, isso levou a equipe técnica e o governador também, preocupado com o que pode vir a acontecer, então, ele achou melhor prezar pelo bem da população e suspender a festa”, disse a secretária.
Com o surgimento da variante, ao menos 21 capitais brasileiras anunciaram que não farão festas de réveillon por conta da Covid: Aracaju, Belém, Brasília, Campo Grande, Cuiabá, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Maceió, Manaus, Natal, Palmas, Porto Alegre, Recife, Rio Branco, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo, São Luís e Vitória. Em Florianópolis e Recife haverá queima de fogos, mas os shows foram cancelados.
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Espera pelo ano de 2020 na Gameleira, em Rio Branco, reuniu centenas de pessoas, já para 2021 os acreanos ficaram em casa — Foto: Alcinete Gadelha e Aline Nascimento/G1
Covid-19 e vacinação no Acre
Os números de Covid-19 seguem baixos no Acre. O boletim da Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre) desta terça-feira (28) não registra novos casos e nem morte pela Covid-19 no estado. Desta forma, o número de infectados continua em 88.379 e o de mortos em 1.850.
A página de monitoramento dos leitos disponíveis na rede SUS em todo o Acre segue fora do ar até a última atualização deste boletim, por isso, não há como atualizar número de internações e ocupação de leitos. São 10 leitos em Rio Branco e 10 em Cruzeiro do Sul.
Dezesseis exames de RT-PCR estão à espera de análise do Laboratório Central de Saúde Pública do Acre (Lacen) ou do Centro de Infectologia Charles Mérieux. Ao todo, 86.228 pessoas já receberam alta médica desde o inicio da pandemia.
O Acre está em contaminação comunitária desde o dia 9 de abril, com uma taxa de incidência de 9.843,8 casos para cada 100 mil habitantes. A taxa de mortalidade em cada 100 mil habitantes é de 206 já a de letalidade – quantidade de mortos dentro dos números confirmados da doença – é de 2%.
De acordo com informações do portal de transparência do governo, o Acre já recebeu 1.015.363 doses de vacinas e foram aplicadas 1.021.379 doses na população até esta quinta (9), data da última atualização. Das doses, 566.240 pessoas tomaram a primeira dose, 420.673 a segunda, 12.193 a dose única e 18.411 a de reforço.
Segundo o governo, o número de doses aplicadas que consta no portal refere-se aos dados já inseridos no sistema do Ministério da Saúde, cujas atualizações são realizadas pelos municípios. Por isso, pode haver atraso nas informações.
com informações de G1Acre
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.