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Começa julgamento de acusado de matar ex a facadas no Acre por não aceitar fim de relacionamento

G1AC, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Após mais de um ano do crime, o réu Valquimar Albino Pinho, acusado de matar a ex-mulher Maria Luzemira Amorim de Araújo, de 32 anos, senta no banco dos réus. O julgamento começou às 8h30 desta sexta-feira (6), na 1ª Vara do Tribunal do Júri, em Rio Branco.

O crime aconteceu no dia 18 de julho de 2019 no bairro Plácido de Castro, na capital acreana. Após matar a mulher com duas facadas, Pinho tentou se matar e, por isso, foi levado ao pronto-socorro ao ser preso em flagrante.

Pinho foi denunciado pelo crime de feminicídio. O suspeito e a mulher estavam separados há dois meses e ele não se conformava com o fim do relacionamento.

Conforme o Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC), durante o julgamento devem ser ouvidas duas testemunhas de defesa e cinco de acusação. A defesa de Pinho chegou a pedir que a data do julgamento fosse remarcada, mas a juíza Luana Campos indeferiu o pedido e manteve o júri para esta sexta.

Em reportagem publicada em maio deste ano, o advogado de Pinho, Ribamar Feitoza Júnior informou que Pinho confessou o crime e que se arrependeu de ter matado a ex-mulher.

“O réu será confesso, foi um momento de desatino na vida dele, provocado após ingerir muita bebida alcoólica, onde teve um desentendimento com a esposa e, através disso, cometeu esse delito. Mas, está completamente arrependido e pede perdão à família da vítima”, afirmou o advogado na época.

No dia 15 de maio, Pinho passou pela primeira audiência de instrução por videoconferência, por conta da pandemia do novo coronavírus, onde foram ouvidas testemunhas.

Não aceitou separação

Na época do crime, uma irmã da vítima, que não quis se identificar, contou ao G1 que o casal tinha dois filhos e que Pinho nunca aceitou a separação. Ela disse ainda que o homem era tranquilo, mas tinha momentos violentos.

“Ele falou que ia matar ela e disse que quando falasse ia fazer. Ele era um cara tranquilo sem a bebida, respeitava todo mundo. Nunca acompanhei se ele chegou a agredir minha irmã, mas agora ele agrediu ela e levou a morte”, disse.

A mulher levou duas facadas, segundo o relato da irmã. Os dois filhos do casal estavam na casa de uma vizinha e não presenciaram o fato.

“A vizinha correu aos gritos me chamando e, quando fui ver o que era, ela já estava caída, já sem vida, tentei colocar ela no meu colo e reanimar, mas ela não voltou”, lamentou a irmã.

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