NOSSAS REDES

ACRE

Comecei a cantar em uma banda de rock aos 50 anos – e aprendi que isso poderia melhorar minha saúde cerebral | Virgínia Muzik

PUBLICADO

em

Virginia Muzik

Cuando vi o e-mail do meu vizinho perguntando se eu gostaria de fazer um teste para cantar na banda de rock em que ele tocava, meu corpo congelou com a ideia. Meu cérebro começou a elaborar uma resposta reflexa “Obrigado, mas não, obrigado”. Eu pensei: Você não canta há anos. Você está muito velho.

Como uma mulher pequena, com cerca de 50 anos, eu estava me resignando àquela invisibilidade que dizem que vem para nós. Eu ainda escondia meus cabelos grisalhos sob vários tons de vermelho, mas troquei minha moda vintage por moletons, camisetas e jeans. Fiquei mais em casa e geralmente ocupei menos espaço.

Mas enquanto ponderava sobre esse convite, lembrei-me de oito meses antes, quando meu crânio encontrou a trilha depois que caí enquanto passeava com nosso ansioso cão de resgate. Que sorte tive em sofrer apenas uma leve concussão. Uma parte mais corajosa de mim se mexeu. Você pode ser mais velhoEu pensei. Mas você não está ficando mais jovem. Eu disse “Sim” e cliquei em enviar.

Eu queria cantar em uma banda de rock desde que vi Suzi Quatro no Countdown, quando tinha oito anos. Na idade adulta, meus sonhos de performance pareciam menos realistas. Em vez disso, tornei-me jornalista musical durante alguns anos.

Embora eu tenha me interessado em cantar durante meus 30 e 40 anos, em karaokê e shows amadores, não tinha cantado com uma banda ao vivo. Quando entrei no The LangLangs, ainda estava fazendo fisioterapia para vertigens pós-concussão e problemas de equilíbrio, mas estava determinado, então voltei às aulas de canto e karaokê para aprimorar minhas habilidades de voz e performance. Eu me atrapalhei, ensaiando a mistura de garage rock da banda, músicas originais e covers new wave, enquanto compartilhava os vocais com o guitarrista principal.

Tenho o que meu professor de canto chama de voz leve, o que faz com que ser ouvido com guitarras e bateria ao vivo seja mais desafiador do que com uma faixa de apoio. Trabalhando com ela, aprendi que sua voz é mais do que o som que você faz com as cordas vocais – é um instrumento de corpo inteiro. A técnica vocal adequada me ajuda a projetar mais minha voz, e focar na minha postura e respiração pode aliviar a dor crônica nas costas causada pela minha escoliose.

Depois do ferimento na cabeça, percebi que minha memória estava diminuindo ainda mais. Mais palavras perdidas; mais “por que entrei nesta sala?” Meu neurologista não estava preocupado. Ela ficou emocionada quando eu disse que tinha entrado para uma banda, dizendo: “Seu cérebro é como o de um adolescente – ele precisa de excitação”. Sua analogia me levou a pesquisar estudos sobre o efeito da música e do canto na recuperação de concussões e na saúde do cérebro no envelhecimento. Eu encontrei bastante.

Há evidências de que continuando a tocar música ou cantar mais tarde na vida melhora a função executiva do cérebro, incluindo habilidades como planejamento e memória. Os benefícios sociais de cantar em grupos ou corais podem melhorar a saúde do cérebro e diminuir o hormônio do estresse cortisol. Foi demonstrado que a musicoterapia também ajuda na reabilitação de lesões cerebrais. Isto aumenta a neuroplasticidade e protege contra atrofia cerebral e comprometimento cognitivo. A ciência comprova o ditado: “A música mantém você jovem”, e com demência é a principal causa de morte entre mulheres australianascontinuarei cantando enquanto puder.

Após sete meses de ensaios quinzenais, fiz meu primeiro show com a banda no Moshpit de Sydney. Subindo para o palco baixo, agarrei o pedestal do microfone e me agarrei para me equilibrar do nervosismo. Meu outro braço pendia, mole, ao meu lado. Olhando para a multidão na escuridão, sorri e esperei a deixa para começar a cantar nosso cover da balada do The Motels, Total Control. Atingi bem as notas altas e vacilei nas notas sustentadas. Para Rip Her to Shreds do Blondie, deixei passar mais personalidade, revirando os olhos, carrancas e gestos com as mãos para combinar com a letra contundente. A certa altura, virei-me para olhar para os meus colegas de banda e, ao olhar para eles, também percebi a energia vibrando entre nós. Por mais clichê que pareça, foi elétrico.

Sendo socialmente ansiosa e cutucando 151cm, dificilmente grito “vocalista”. Eu uso sapatos confortáveis ​​no palco e meus movimentos de dança podem me deixar de fora. Mas quando vejo outras mulheres mais velhas liderando bandas na cena musical de Sydney, sinto-me parte de uma comunidade e inspirada a permanecer vibrante. Eu olho para ídolos musicais femininos da minha juventude que ainda arrasam ao vivo: Quatro e Debbie Harry na casa dos 70 anos, Shirley Manson do Garbage na casa dos 50. Nunca serei tão legal quanto eles, mas com sete shows em meu currículo, estou animado para continuar – tanto pelas conexões criativas quanto pela saúde do meu cérebro.

Às vezes fico com medo do palco, esqueço as letras e bato notas ruins. Às vezes eu acerto. Mas não se trata de perfeição. É sobre o incentivo e a camaradagem dos meus colegas de banda e a alegria de fazer música que faz as pessoas dançarem.



Leia Mais: The Guardian

Advertisement
Comentários

Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48

You must be logged in to post a comment Login

Comente aqui

ACRE

Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre

A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, na Reitoria, campus-sede, a visita do ministro da Educação, Camilo Santana, no âmbito da caravana Aqui Tem MEC, iniciativa do Ministério da Educação voltada ao acompanhamento de ações e investimentos nas instituições federais de ensino.

Durante a agenda, o ministro destacou que a caravana tem percorrido instituições federais em diferentes Estados para conhecer a realidade de cada campus, dialogar com gestores e a comunidade acadêmica, além de acompanhar as demandas da educação pública federal.

Ao tratar dos investimentos relacionados à Ufac, a reitora Guida Aquino destacou a obra do campus Fronteira, em Brasileia, que conta com R$ 40 milhões em recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A estrutura terá seis cursos, com salas de aula, laboratórios, restaurante universitário e biblioteca.

Abordando a visita, Guida ressaltou a importância da universidade para o Estado e a missão da educação pública. “A Ufac é a única universidade pública federal de ensino superior do Acre e, por isso, tem papel estratégico na formação e no desenvolvimento regional. A educação é que transforma vidas, transforma o país.”

Outro tema tratado durante a agenda foi a implantação do Hospital Universitário no Acre. Camilo Santana afirmou que o Estado é o único que ainda não conta com essa estrutura e informou que o governo federal dispõe de R$ 50 milhões, por meio do Novo PAC, para viabilizar adequações e a implantação da unidade.

Ele explicou que a prioridade continua sendo a concretização de uma parceria para doação de um hospital, mas afirmou que, se isso não ocorrer, o MEC buscará outra alternativa para garantir a instalação do serviço no Estado. “O importante é que nenhum Estado desse país deixe de ter um hospital universitário”, enfatizou.

Guida reforçou a importância do projeto e disse que o Hospital Universitário já poderia ser celebrado no Acre. Ao defender a iniciativa, contou que a unidade contribuiria para qualificar o atendimento, reduzir filas de tratamento fora de domicílio e atender melhor pacientes do interior, inclusive em casos ligados às doenças tropicais da Amazônia. Em tom crítico, declarou: “O cavalo selado, ele só passa uma vez”, ao se referir à oportunidade de implantação do hospital.

Após coletiva de imprensa, o ministro participou de reunião fechada com pró-reitores, gestores, políticos e parlamentares da bancada federal acreana, entre eles o senador Sérgio Petecão (PSD) e as deputadas Meire Serafim (União) e Socorro Neri (PP).

A comitiva do MEC foi formada pela secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt; pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli; pelo secretário de Educação Superior, Marcus Vinicius David; e pelo presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Arthur Chioro.

Laboratório de Paleontologia

Depois de participar de reunião, Camilo Santana visitou o Laboratório de Paleontologia da Ufac. O professor Edson Guilherme, coordenador do espaço, apresentou o acervo científico ao ministro e destacou a importância da estrutura para o avanço das pesquisas no Acre. O laboratório foi reformulado, ampliado e recentemente reinaugurado.

Aberto para visitação de segunda a sexta-feira, em horário de expediente, exceto feriados, o local reúne fósseis originais e réplicas de animais que viveram no período do Mioceno, quando o oeste amazônico era dominado por grandes sistemas de rios e lagos. A entrada é gratuita e a visitação é aberta a estudantes e à comunidade em geral.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

A PROGRAD — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

pro_reitora_graduacao.png

A Pró‑Reitoria de Graduação (Prograd) da Universidade Federal do Acre (Ufac) é o órgão responsável pelo planejamento, coordenação e supervisão das atividades acadêmicas relacionadas ao ensino de graduação. Sua atuação está centrada em fortalecer a formação universitária, promovendo políticas e diretrizes que assegurem a qualidade, a integração pedagógica e o desenvolvimento dos cursos de bacharelado, licenciatura e demais formações presenciais e a distância. A Prograd articula ações com as unidades acadêmicas, órgãos colegiados e a comunidade universitária, garantindo que os currículos e práticas pedagógicas estejam alinhados aos objetivos institucionais.

Entre as principais atribuições da Prograd estão a coordenação da política de ensino, a supervisão de programas de bolsas voltadas à graduação, a análise e encaminhamento de propostas normativas e a participação em iniciativas que promovem a reflexão e o diálogo sobre o ensino superior.

A Prograd é organizada em três diretorias, cada uma com funções específicas e complementares:

Diretoria de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino — responsável por ações estratégicas voltadas ao desenvolvimento de metodologias, à regulação e ao apoio pedagógico dos cursos de graduação.

Diretoria de Apoio à Formação Acadêmica — dedicada a acompanhar e apoiar as atividades acadêmicas dos estudantes, incluindo estágios, mobilidade estudantil e acompanhamento da formação acadêmica.

Diretoria de Apoio à Interiorização e Programas Especiais — voltada à gestão de programas especiais, políticas de interiorização e ações que ampliam o acesso e a permanência dos alunos em diferentes regiões.

A Prograd participa, ainda, de iniciativas que promovem a reflexão e o diálogo sobre o ensino superior, integrando docentes, estudantes e gestores em fóruns, encontros e ações que visam à atualização contínua dos processos formativos e ao atendimento das demandas sociais contemporâneas.

Com compromisso institucional, a Pró‑Reitoria de Graduação contribui para que a UFAC cumpra seu papel educativo, formando profissionais críticos e comprometidos com as realidades local e regional, garantindo um ambiente acadêmico de excelência e responsabilidade social.

Ednacelí Abreu Damasceno
Pró-Reitora de Graduação



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Orientação sobre revalidação e reconhecimento de diplomas — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Orientações para abertura de processo administrativo e procedimentos acerca da revalidação de diploma de graduação e reconhecimento de diplomas de pósgraduação stricto sensu emitidos por instituições estrangeiras, conforme a Resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017.

Abertura do Processo

I – Preenchimento do Formulário Padrão (conforme modelo disponibilizado);

II – Documentos pessoais exigidos:

• Cópia do documento de identidade para brasileiros ou naturalizados, e, se estrangeiro, cópia da identidade e do visto permanente, expedido pela Superintendência da Polícia Federal, ou passaporte com visto permanente, concedido pela autoridade competente;

• Comprovante de residência;

• Comprovante de quitação com o serviço militar, para brasileiros do sexo masculino;

• Comprovante de quitação com o serviço eleitoral, para brasileiros e naturalizados;

III – Documentos acadêmicos exigidos:

• Para revalidação, conforme Art. 10, da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017.

• Para reconhecimento, conforme Art. 33, da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017.

IV – Preenchimento do Termo de aceitação, exclusividade e autenticidade, conforme modelo disponibilizado pelo NURCA;

V – Solicitação de abertura de processo no Protocolo Geral da UFAC, direcionado ao NURCA, com a apresentação da documentação exigida nos itens de I a IV;

Submissão da documentação na Plataforma Carolina Bori – Link: http://plataformacarolinabori.mec.gov.br

O interessado deve submeter a documentação no formato .pdf, agrupando diferentes documentos em arquivo único conforme indicado abaixo:

Arquivo 1 em .PDF:

1. Formulário Padrão preenchido (conforme modelo disponibilizado);

2. Documentos pessoais exigidos:

a) Cópia do documento de identidade para brasileiros ou naturalizados, e, se estrangeiro, cópia da identidade e do visto permanente, expedido pela Superintendência da Polícia Federal, ou passaporte com visto permanente, concedido pela autoridade competente;

b) Comprovante de residência;

c) Comprovante de quitação com o serviço militar, para brasileiros do sexo masculino;

d) Comprovante de quitação com o serviço eleitoral, para brasileiros e naturalizados;

Arquivo 2 em PDF:

1. Diploma e Histórico (Itens I e II do Artigo 10 ou Itens II e IV do artigo 33 da Resolução nº 003, de 14 de março de 2017);

Arquivo 3 em PDF:

1. Documentos acadêmicos exigidos excetuando-se os do Arquivo 2:

a) Para revalidação, conforme Art. 10, da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017.

b) Para reconhecimento, conforme Art. 33, da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017, excetuando item III (vide Arquivo 5).

Arquivo 4 em PDF:

1.Termo de aceitação, exclusividade e autenticidade, preenchido conforme modelo disponibilizado pelo NURCA; da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017.

Arquivo 5 em PDF:

a) Para os casos de reconhecimento: Exemplar digital da tese ou dissertação com registro de aprovação da banca examinadora e documentações complementares, conforme item III do Art. 33 da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017. 

Fluxo do Processo

VI – Recebimento do processo pelo NURCA e encaminhamento para o Centro pertinente, que constituirá Comissão;

VII – Retorno do processo ao NURCA no prazo de 15 dias;

VIII – Sendo favorável o parecer da Comissão, será autorizada a emissão de GRU, bem como, o seu devido pagamento (R$ 1.200,00 – graduação; mestrado – R$ 1.500,00 e doutorado R$ 2.000,00), devendo ser incluída a via original ou cópia autenticada por servidor da UFAC no processo de revalidação.

a) Em caso de parecer negativo, o processo será disponibilizado para consulta, retirada de documentação e/ou ajuste quando for pertinente.

IX – Retorno do processo ao Centro para a Comissão concluir a revalidação no prazo restante dos seis meses.

Formulário Padrão

Termo de Aceitação, Exclusividade e Autenticidade

_________________________________________________________________________________________________________

Links Úteis



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

MAIS LIDAS