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Comissão do Senado discute ascensão da extrema-dir…

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Nicholas Shores

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A Comissão de Defesa da Democracia do Senado vai fazer uma audiência pública nesta quarta-feira para discutir a ascensão da extrema-direita no Brasil, no Chile e na Argentina que terá como pano de fundo o relatório da PF sobre o plano golpista para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder depois das eleições de 2022.

Sob a presidência de Eliziane Gama (PSD-MA), devem participar da reunião os deputados Henrique Vieira (PSOL-RJ), Jandira Feghali (PCdoB-RJ), Rafael Brito (MDB-AL), Rogério Correia (PT-MG) e Rubens Pereira Júnior (PT-MA) e os senadores Humberto Costa (PT-PE), Randolfe Rodrigues (PT-AP) e Soraya Thronicke (Podemos-MS).

Todos integraram a base lulista na CPMI do 8 de Janeiro. Um material usado para divulgar a audiência sobre a extrema-direita traz o lema “sem anistia” para os autores dos ataques às sedes dos Três Poderes e prevê incluir no debate as “recentes denúncias contra Jair Bolsonaro e a trama golpista que envolveu militares após as eleições de 2022”.

Uma das bases para a discussão na Comissão de Defesa da Democracia do Senado será um levantamento da Fundação Friedrich Ebert mostrando que 30% do eleitorado na Argentina, no Brasil e no Chile é favorável à “ultradireita” e 60% é contrário.

Uma das convidadas para a audiência é Talita Tanscheit, coautora do relatório. Também vão participar o diretor executivo do Instituto Vladimir Herzog, Rogério Sottili, o deputado chileno Tomás de Rementería, o senador argentino Eduardo de Pedro e o ex-senador Cristovam Buarque.



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Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Felipe Barbosa

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A articulação para mudar quem define o teto de jur…

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A articulação para mudar quem define o teto de jur...

Nicholas Shores

O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN). 

A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica. 

Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.

A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira. 

Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.

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Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios. 

Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.

A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.

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Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.

Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.

Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.

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Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.

Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.



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