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Como a Coreia do Norte respondeu à turbulência política do Sul – DW – 11/12/2024

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Na semana seguinte ao presidente sul-coreano, Yoon Suk Yeol declaração abortada da lei marcialPyongyang permaneceu estranhamente silencioso.

Normalmente, quaisquer indícios de dissidência pública dirigidos ao governo do Sul são rapidamente aproveitados pelos meios de comunicação estatais norte-coreanos como prova da corrupção e da incompetência que assolam o país. O sistema democrático do Sul e seus líderes.

Entre Declaração de lei marcial de Yoon na noite de 3 de Dezembro e na terça-feira, porém, o Norte ignorou a oportunidade de zombar do seu vizinho e rival ideológico e de enfatizar a superioridade do socialismo de estilo norte-coreano.

Em vez disso, a cobertura da Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA), estatal, centrou-se em questões internas mais mundanas, como a abertura de uma fábrica de condimentos e a participação de um grupo de jovens numa “reunião de juramento”.

Os analistas admitem que ficaram intrigados com o fracasso imediato do Norte em aplicar alguns golpes de propaganda, particularmente a oportunidade de atingir Yoon, que tomou uma decisão linha muito mais firme contra o Norte do que seu antecessor mais liberal.

A declaração da lei marcial de Yoon afirmava que ele estava sendo forçado a agir devido às “forças anti-estado” e “comunistas norte-coreanas” dentro das fileiras de sua oposição política interna.

Por que o Norte ficou quieto?

Alguns sugeriram que o regime de Pyongyang optou por não mostrar imagens do público sul-coreano a protestar em massa contra o governo, por medo de que isso pudesse encorajar os infelizes cidadãos da Coreia do Norte a tentar algo semelhante.

Outros acreditam que o Norte temia que a agitação no Sul pudesse resultar na tentativa do governo sul-coreano, sob pressão, de concentrar a atenção do público noutro local e provocar um incidente de segurança envolvendo o Norte. Na preparação, Pyongyang concentrou todas as suas energias na preparação para algum tipo de confronto.

Liderança sul-coreana no limbo após fiasco da lei marcial

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Outra teoria para o silêncio da Coreia do Norte está enraizada no anúncio de Pyongyang, no final de 2023, de que estava alterando sua constituição para reflectir a sua posição de que o Sul era agora visto como um “Estado beligerante” e que as relações seriam doravante entre “dois Estados hostis”. Esta foi uma mudança radical em relação à visão das duas Coreias como um único povo homogêneo que um dia seria reunificado.

Enquadrado desta forma, Pyongyang aparentemente sentiu que não precisava de comentar a crise política do Sul, disse Andrei Lankov, professor de história e relações internacionais nascido na Rússia na Universidade Kookmin de Seul.

“Quase todos os fins de semana desde que Yoon assumiu o poder, houve grandes manifestações em Seul contra o seu governo”, disse ele à DW.

“E cada vez que havia uma manifestação, a mídia norte-coreana informava sobre isso. Isso não aconteceu depois dos protestos depois que ele declarou a lei marcial e acho que foi em parte porque o Norte queria ver o que iria acontecer.”

Coreia do Sul ‘apenas mais um país’

“Mas também tem havido uma redução gradual na quantidade de cobertura que o Norte proporciona ao seu povo nos meios de comunicação estatais porque eles não querem concentrar a sua atenção no Sul, querem posicionar o Sul como ‘apenas mais um’ país”, afirmou. Lankov disse.

Tropas em uniformes de combate tentam entrar na Assembleia Nacional da Coreia do Sul em 4 de dezembro
Imagens de soldados armados tentando entrar no prédio do parlamento chocaram a Coreia do Sul na semana passadaImagem: JUNG YEON-JE/AFP/Getty Images

Goo Gap-woo, professor de diplomacia na Universidade de Estudos Norte-Coreanos em Seul, concorda que Pyongyang está a prosseguir activamente uma política de distanciamento de qualquer forma de contacto com o seu vizinho.

“O Norte costuma mencionar muito rapidamente o ‘regime sul-coreano fantoche’ e assim por diante sempre que há agitação social e fiquei surpreso que desta vez eles não disseram nada sobre as manifestações”, disse ele à DW.

“Só posso pensar que isto é mais uma prova de que eles não querem ter nada a ver com o Sul depois da declaração de Kim Jong Un sobre as ‘duas Coreias’ no ano passado.

“Em particular, eles não querem se envolver em nenhum conflito na Península Coreana”, acrescentou, o que pode ser um teste militar, dada a quantidade de munições e tropas que o Norte contribuiu para as forças russas atualmente lutando na Ucrânia.

Goo também minimizou as sugestões de que o Norte atrasou a divulgação de notícias sobre a turbulência no Sul por preocupação de que isso pudesse convencer alguns dos cidadãos de Kim Jong Un a resistirem de forma semelhante aos seus líderes.

“Não creio que o governo local considere o impacto dos relatórios sobre os acontecimentos no Sul no Norte”, disse ele. “Penso que é mais provável que Pyongyang esteja mais focada em tentar separar-se e distanciar-se do Sul.”

Relações Coreia do Norte-Coreia do Sul atingem novo mínimo

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Coreia do Norte quebra silêncio

No final das contas, porém, o Norte aparentemente percebeu que não poderia permanecer em silêncio. Na quarta-feira, a KCNA relatou os acontecimentos na Coreia do Sul, com o seu habitual tom invectivo.

“O incidente chocante do regime fantoche de Yoon Suk-yeol… declarando repentinamente a lei marcial e empunhando sem hesitação as armas e facas de sua ditadura fascista causou estragos em toda a Coreia do Sul.”

O relatório descreveu os militares sul-coreanos como uma “organização gangster” e afirmou que as ações de Yoon foram “um desastre” e que o público sul-coreano estava pedindo a sua imediata impeachment e punição.

A reportagem foi acompanhada por cerca de 20 fotos, embora as imagens não mostrassem civis sul-coreanos resistindo aos militares fora do parlamento.

Editado por: Wesley Rahn



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Ufac realiza formatura de alunos do CAp pela 1ª vez no campus-sede — Universidade Federal do Acre

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Ufac realiza formatura de alunos do CAp pela 1ª vez no campus-sede — Universidade Federal do Acre

A Ufac realizou a cerimônia de certificação dos estudantes concluintes do ensino médio do Colégio de Aplicação (CAp), referente ao ano letivo de 2025. Pela primeira vez, a solenidade ocorreu no campus-sede, na noite dessa quinta-feira, 29, no Teatro Universitário, e marcou o encerramento de uma etapa da formação educacional de jovens que agora seguem rumo a novos desafios acadêmicos e profissionais.

A entrada da turma Nexus, formada pelos concluintes do 3º ano, foi acompanhada pela reitora Guida Aquino; pelo diretor do CAp, Cleilton França dos Santos; pela vice-diretora e patronesse da turma, Alessandra Lima Peres de Oliveira; pelo paraninfo, Gilberto Francisco Alves de Melo; pelos homenageados: professores Floripes Silva Rebouças e Dionatas Ulises de Oliveira Meneguetti; além da inspetora homenageada Suzana dos Santos Cabral.

Guida destacou a importância do momento para os estudantes, suas famílias e toda a comunidade escolar. Ela parabenizou os formandos pela conquista e reconheceu o papel essencial dos professores, da equipe pedagógica e dos familiares ao longo da caminhada. “Tenho certeza de que esses jovens seguem preparados para os próximos desafios, levando consigo os valores da educação pública, do conhecimento e da cidadania. Que este seja apenas o início de uma trajetória repleta de conquistas. A Ufac continua de portas abertas e aguarda vocês.”

Durante o ato simbólico da colocação do capelo, os concluintes reafirmaram os valores que orientaram sua trajetória escolar. Em nome da turma, a estudante Isabelly Bevilaqua Rodrigues fez o discurso de oradora.

A cerimônia seguiu com a entrega dos diplomas e as homenagens aos professores e profissionais da escola indicados pelos concluintes, encerrando a noite com o registro da foto oficial da turma.

 



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Especialização em Enfermagem Obstétrica tem aula inaugural — Universidade Federal do Acre

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Especialização em Enfermagem Obstétrica tem aula inaugural — Universidade Federal do Acre

O curso de especialização em Enfermagem Obstétrica teve sua aula inaugural nesta terça-feira, 27, na sala Pedro Martinello do Centro de Convenções, campus-sede da Ufac. O curso é promovido pela Universidade Federal de Minas Gerais, com financiamento do Ministério da Saúde, no âmbito da Rede Alyne; a Ufac é um dos 39 polos que sedia essa formação em nível nacional.

A especialização é presencial, com duração de 16 meses e carga horária de 720 horas; tem como objetivo a formação e qualificação de 21 enfermeiros que já atuam no cuidado à saúde da mulher, preparando-os para a atuação como enfermeiros obstetras. A maior parte dos profissionais participantes é oriunda do interior do Estado do Acre, com predominância da regional do Juruá.

“Isso representa um avanço estratégico para o fortalecimento da atenção obstétrica qualificada nas regiões mais afastadas da capital”, disse a coordenadora local do curso, professora Sheley Lima, que também ressaltou a relevância institucional e social da ação, que está alinhada às políticas nacionais de fortalecimento da atenção à saúde da mulher e de redução da morbimortalidade materna.

A aula inaugural foi ministrada pela professora Ruth Silva Lima da Costa, com o tema “Gravidez na Adolescência e Near Miss Neonatal na Região Norte: Dados da Pesquisa Nascer no Brasil 2”. Ela é doutora em Ciências da Saúde pela Fiocruz, enfermeira da Ufac e docente da Uninorte.

 



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Calendário 2026 do Acre: Veja o calendário do Governo e Judiciário que vai ditar o ritmo do ano

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Foto de capa [internet]

Clique aqui para baixar o calendário estadual completo: Decreto 11.809, Calendário 2026 Acre, ed. 14.173-B, de 22.12.2025

Há quem organize a vida por metas, há quem organize por boletos… e existe um grupo que planeja o ano inteiro por uma régua silenciosa, porém poderosa: o calendário oficial. Desde início de janeiro, essa régua ganhou forma no Acre com dois instrumentos que, na prática, definem como o Estado vai pulsar em 2026 — entre atendimentos, plantões, prazos, audiências e aquele respiro estratégico entre uma data e outra.

De um lado, o Governo do Estado publicou o Decreto nº 11.809, de 22 de dezembro de 2025, fixando feriados e pontos facultativos de 2026 para os órgãos do Poder Executivo, do dia 1º de janeiro ao último dia do ano, com a ressalva de que serviços essenciais não podem parar.

Do outro, o Tribunal de Justiça do Acre respondeu com a sua própria cartografia do tempo: a Portaria nº 6569/2025, que institui o calendário do Poder Judiciário acreano para 2026, preservando o funcionamento em regime de plantão sempre que não houver expediente. O texto aparece no DJe (edição nº 7.925) e também em versão integral, como documento administrativo autônomo.

Clique aqui para baixar o calendário forense completo: DJE – Portaria 6.5692025, edição 7.925, 22.12.2025

O “mapa do descanso” tem regras — e tem exceções

No calendário do Executivo, as datas nacionais aparecem como pilares já conhecidos (como Confraternização Universal, Tiradentes, Dia do Trabalho, Independência, Natal), mas o decreto também reforça a identidade local com feriados estaduais e pontos facultativos típicos do Acre.

Chamam atenção duas engrenagens que costumam passar despercebidas fora da rotina pública:

  1. ponto facultativo não é sinônimo de folga garantida — a chefia pode convocar para expediente normal por necessidade do serviço;
  2. quando o servidor é convocado nesses dias, o decreto prevê dispensa de compensação para quem cumprir horário no ponto facultativo.

No Judiciário, a lógica é parecida no objetivo (manter o Estado funcionando), mas diferente na mecânica. A Portaria do TJAC prevê expressamente que, havendo necessidade, pode haver convocação em regime de plantão, respeitando-se o direito à compensação de horas, conforme regramento administrativo interno.

Quando o município faz aniversário, a Justiça muda o passo

O “calendário do fórum” também conversa com o mapa das cidades. A Portaria prevê que, em feriado municipal por aniversário do município, não haverá expediente normal nas comarcas correspondentes — apenas plantão. E, quando o município declara ponto facultativo local, a regra traz até prazo de comunicação no interior: pelo menos 72 horas de antecedência para informar se haverá adesão.

É o tipo de detalhe que não vira manchete — mas vira realidade para quem depende de balcão, distribuição, atendimento e rotina de cartório.

Um ano que já começa “com cara de planejamento”

Logo na largada, o Executivo lista 1º de janeiro como feriado nacional e já prevê, para 2 de janeiro, ponto facultativo (por decreto específico citado no anexo). Também aparecem o Carnaval e a Quarta-feira de Cinzas como pontos facultativos, desenhando, desde cedo, o recorte de semanas que tendem a ser mais curtas e mais estratégicas.

No Judiciário, a Portaria organiza o mesmo período com olhar forense — e, além de datas comuns ao calendário civil, agrega as rotinas próprias do Poder Judiciário, preservando a prestação jurisdicional via plantões e regras de compensação.

Rio Branco também entra no compasso de 2026

Para além do calendário estadual e do Judiciário, a capital também oficializou seu próprio “mapa do tempo”: o Prefeito de Rio Branco editou o Decreto Municipal nº 3.452, de 30/12/2025, estabelecendo os feriados e pontos facultativos de 2026 para os órgãos e entidades do Poder Executivo Municipal, com referência expressa ao calendário do Estado.

Na prática, a cidade reforça o mesmo recado institucional: serviços essenciais não param, funcionando por escala ou plantão, e os gestores ficam autorizados a convocar servidores em dias de ponto facultativo, sem exigência de compensação para quem cumprir expediente. No anexo, aparecem datas que impactam diretamente a rotina da população, como o Carnaval (16 a 18/02, ponto facultativo), o Dia do Servidor Público (28/10, ponto facultativo) e o Aniversário de Rio Branco (28/12, feriado municipal) — fechando o ano com a véspera de Ano Novo (31/12, ponto facultativo).

Clique aqui para baixar o calendário municipal completo: DOE, edição 3.452, de 30.12.2025 – Calendário Prefeitura de Rio Branco-AC

Por que isso importa 

O calendário oficial é mais do que uma lista de “dias marcados”: ele é o roteiro do funcionamento do Estado. Para o cidadão, significa previsibilidade; para advogados e jurisdicionados, significa atenção ao modo como cada órgão funcionará em datas críticas; para gestores, significa logística e escala; e para o próprio Acre, significa um desenho institucional que equilibra tradição, trabalho e continuidade.

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