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como a guerra na Ucrânia acelera o uso internacional do yuan

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A invasão russa na Ucrânia acelera a utilização do yuan, a moeda da China, no seu comércio com o mundo exterior, mesmo que permaneça muito longe do papel principal do dólar e de outras grandes moedas ocidentais, cujo domínio Pequim critica. Como a Rússia está sob sanções americanas e europeias, obtém os seus produtos, desde smartphones a automóveis, principalmente da China, que, por sua vez, continua a comprar massivamente hidrocarbonetos russos. Metade das exportações de petróleo russas vão para a República Popular. Segundo a alfândega chinesa, o comércio entre os dois vizinhos atingiu cerca de 240 mil milhões de dólares (221 mil milhões de euros) em 2023, um aumento de mais de 26% em termos homólogos.

Como resultado da proibição ocidental, a Rússia utiliza agora quase apenas o yuan no seu comércio com a China. Resultado: em julho, 53% das transações do país com o mundo exterior foram denominadas em yuan, em comparação com 40% no mesmo período de 2021, anunciou a Administração Cambial da China no final do verão. Esta clara progressão deve, no entanto, ser perspectivada, uma vez que parte destas trocas ocorre com Hong Kong, que tem uma moeda distinta, mas é um território sob soberania chinesa.

O tema das moedas e do domínio do dólar deverá ser levantado na cimeira dos BRICS, que se realiza de terça-feira, 22 de outubro, a quinta-feira, 24 de outubro, em Kazan, na Rússia, onde se espera que as diplomacias russa e chinesa promovam a utilização de moedas nacionais. políticas e uma revisão do sistema financeiro internacional. Se a economia chinesa é a segunda do planeta, e o país é o primeiro exportador, a sua moeda é apenas a quarta em pagamentos internacionais (4,74%), segundo o sistema interbancário Swift, muito atrás do dólar (47,8%) , o euro (22,5%) e a libra esterlina.

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As sanções americanas contra a Rússia, depois das que estão em vigor contra o Irão, cuja maior parte das exportações de petróleo também se destinam à China, lembram a Pequim o poder monetário americano. E o leva a procurar maneiras de contornar isso. Especialmente porque o Presidente Xi Jinping procura tornar o seu país mais “resiliente” às alavancas de pressão ocidentais, por exemplo na hipótese de ser escolhida a opção militar para tentar tomar o controlo de Taiwan.

“Um dilema”

Encontrar formas de contornar o domínio do dólar tornou-se um tema central nas reuniões sino-russas e entre potências não aliadas em Washington. “O RMB (o renminbi, outro nome para o yuan) ganhou quota de mercado desde o segundo semestre de 2022 e particularmente em 2023 porque provou ser a melhor forma de escapar às sanções dos países do G7 após a invasão russa da Ucrânia. A China empurrará ainda mais o RMB para a cimeira do BRICS »observa Alicia Garcia-Herrero, economista-chefe do banco Natixis para a região Ásia-Pacífico.

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NAI da Ufac realiza evento cultural sobre arte, corpo e inclusão — Universidade Federal do Acre

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1º Evento Cultural Entresentidos-2026 (2).jpg

O Núcleo de Apoio à Inclusão (NAI), da Ufac, realizou a abertura do 1º Evento Cultural Entresentidos: Arte, Corpo e Inclusão, nessa quinta-feira, 24, na modalidade online. Nesta sexta-feira, 25, o evento teve sua etapa presencial no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede. A iniciativa faz alusão ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado em 21 de setembro.

A Ufac conta com mais de 700 estudantes com deficiência matriculados nos campi sede e Floresta, em Cruzeiro do Sul. O evento marca a transição institucional do NAI, que, a partir da recente reestruturação administrativa da universidade, passou a integrar a Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), criada há pouco mais de um mês, tendo como pró-reitora a professora Letícia Mamed.

“A intenção da Proafe é justamente considerar esse público como o centro da nossa política institucional, que estamos organizando, consolidando e ampliando na Ufac”, disse Letícia. “Queremos garantir que esses estudantes não apenas ingressem na universidade, mas tenham uma trajetória de qualidade no ensino, na pesquisa e na extensão até a sua diplomação.”

Professora da rede estadual e mestranda de Matemática da Ufac, Sthefhanie Vidal tem deficiência visual. “Quando você vai a um show sem acessibilidade, você só ouve a multidão e o cantor. Mas quando há audiodescrição e você compreende as expressões faciais, o figurino e a movimentação no palco, você se sente parte real do evento”, pontuou. “Ver o NAI e a Proafe incentivando a cultura acessível é extremamente satisfatório e nos motiva a colaborar para que essa inclusão seja efetiva.”

Assistente social da Ufac, Carla Peres enfatizou o caráter reflexivo da programação. “Este é um momento único e significativo para compreendermos a diversidade que atravessa a nossa universidade. O espaço acadêmico é um aprendizado diário entre diferentes sujeitos e culturas.” Ela agradeceu o trabalho dos intérpretes de língua brasileira de sinais e a parceria com o projeto “Mão em Cenas”, que contribuiu com exposições e apresentações teatrais sobre a expressividade e a identidade dos corpos.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

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Curso de Música divulga chamada para Jornada Acadêmica — Universidade Federal do Acre

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X JORNADA ACADÊMICA DE MÚSICA DA UFAC

A Música como Realidade no Currículo Escolar: Mudanças de Paradigma e Práticas Integrativas no Desenvolvimento Humano

Período do evento: 09 a 15 de outubro de 2026

Período para submissão: 01 a 30 de setembro de 2026

Chamada de trabalhos



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PPG em Letras promove seminário para discutir internacionalização — Universidade Federal do Acre

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2026.09.18 Seminário PPGLI (2).jpg

O programa de pós-graduação em Letras: Linguagem e Identidade (PPGLI), da Ufac, realizou seminário para compartilhamento de experiências de internacionalização de seu curso de doutorado e apresentação dos relatórios de estágio e relatos de vivência de cinco doutorandas que retornaram de universidades no exterior. O evento ocorreu na sexta-feira, 18, no auditório do Bloco dos Mestrados, campus-sede.

Professores e estudantes discutiram a consolidação da política de internacionalização do PPGLI, visando à busca pela nota de excelência acadêmica junto à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A avaliação da pós-graduação no país varia em uma escala de 1 a 7, na qual os extratos 6 e 7 representam programas de nível internacional.

As cinco doutorandas realizaram intercâmbios de pesquisa em instituições de referência na Europa e na América Latina, abrangendo universidades de Portugal, da França, do México e do Chile. O coordenador do PPGLI, Gerson Albuquerque, disse que isso consolida a produção bibliográfica e técnica em esfera global, incentivando outros alunos a perseguirem o estágio no exterior.

“Para alcançar a excelência, exige-se maturidade temporal, que completaremos em 2027 com oito anos de formação de doutores e uma inserção internacional consolidada”, acrescentou. “O doutorado sanduíche é fundamental para o amadurecimento intelectual dos pesquisadores e para a celebração de convênios que promovam a mobilidade docente e discente.”

A professora e pesquisadora Raquel Ishii ressaltou que a internacionalização do PPGLI dialoga diretamente com as características territoriais e culturais da Amazônia Sul-Ocidental. “Nosso programa atua fortemente com literatura, oralidade e a pluralidade linguística da região, que abriga 16 povos indígenas. Internacionalizar e nacionalizar a produção acadêmica feita no Acre fortalece a agenda científica nacional sobre a diversidade cultural e linguística amazônica.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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