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Como criar metas de ano novo de forma eficiente – 26/12/2024 – Equilíbrio

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Bárbara Blum

Ano novo, vida nova. É comum que a virada de um ano para o outro inclua listas de metas. E elas costumam ser variadas: correr uma maratona, perder 10 kg, parar de fumar, aprender um novo idioma. O que elas costumam ter em comum, e que chama a atenção de especialistas, é uma vontade repentina de mudar hábitos e comportamentos.

Isso, segundo Pedro Bacchi, psiquiatra no Hospital das Clínicas de São Paulo e responsável pelo Programa de Mulheres Dependentes de Drogas, é algo que precisa ser repensado. “A mudança é gradual”, ele diz, e “estabelecer esse tipo de meta pode ser uma armadilha para a sua própria capacidade de mudar”.

O que acontece é que, se a meta não é alcançada, vai embora o sentimento que ele chama de autoeficácia, ou seja, a sensação de que uma pessoa é capaz de mudar por vontade própria.

Para Daniela Masson, diretora da Associação Brasileira de Nutrição, metas relativas à perda de peso costumam frustrar aqueles que não fazem planos realistas. “Sabemos que não existe um milagre que acarrete numa perda de peso rápida“, diz.

Segundo a nutricionista, a proposta de mudança de comportamento não pode estar distante da realidade do indivíduo. “Tudo que é muito radical acaba sendo impraticável em um curto período de tempo, levando à desistência.”

Metas vagas, como perder peso ou comer melhor, soam para Masson como resultados e consequências, não como objetivos. “Esse tipo de objetivo, normalmente, não faz com que as pessoas o atinjam.”

O que deve ser feito, ela diz, é compreender que sem mudança dificilmente será possível atingir uma meta. “Agora, se o novo ano significa mudança de comportamento, isso sim pode ter como consequência a redução de gordura, o ganho de massa muscular e a melhora nos exames bioquímicos.”

A ideia de parar de fumar opera numa lógica parecida. Segundo Bacchi, é importante entender que as pessoas têm ambivalências —e mesmo quem diz querer parar de fumar, pode também querer continuar. “É importante se dar conta também de que existem aspectos positivos naquele comportamento, caso contrário, não o faríamos.”

Entender os pontos positivos e negativos de fumar —e os positivos e negativos em parar de fumar— são bons pontos de partida para entender melhor o cenário geral. Outro aspecto crucial no processo de abandonar o cigarro é entender o propósito de vida do fumante —e como parar de fumar pode ajudar.

Bacchi diz que as motivações para parar de fumar podem ser desde ter uma pele mais bonita até poder acompanhar o crescimento de um neto. “O importante é encontrar o propósito e alinhá-lo com a mudança desejada.”

No processo de parar de fumar, o psiquiatra afirma que o planejamento envolve uma estratégia de redução gradual. Depois da redução, estabelece-se uma data para parar de fumar. “Adesivos de nicotina e medicamentos podem ajudar”, diz.

Ele chama a atenção para uma metodologia específica de mudança de hábitos, a Smart (da sigla em inglês para as palavras específico, mensurável, alcançável, relevante e temporizável).

Nesse método, a ideia é que as metas correspondam aos pilares da sigla, ou seja, que sejam específicas, alcançáveis, mensuráveis, relevantes e que caibam num cronograma bem definido.

As metas de ano novo, que costumam ser generalistas, com um cronograma vago e difíceis de alcançar, são quase antíteses do método Smart, considerado uma das formas mais eficazes de fazer mudanças no estilo de vida.

Para quem quer mudar a dieta, Masson recomenda a criação de ambientes mais saudáveis, “que permitam melhores escolhas alimentares”.

“É muito importante conviver com pessoas que também escolham alimentos de verdade como a base da sua alimentação, pois servem de rede de apoio e incentivo constante.”

Ela recomenda ainda a inclusão de outros hábitos saudáveis na rotina, como atividades físicas, redução no consumo de álcool e higiene do sono. A ideia é que, aos poucos, hábitos e comportamentos mais saudáveis ganhem espaço no dia a dia. “Sem sentir culpa quando faz algo esporádico que não esteja nesse contexto”, aconselha a nutricionista.

O processo de autojulgamento, ela diz, pode culminar em recaídas que dificultam o comportamento saudável. “Nunca mais comer um doce ou beber uma taça de vinho não significa ter uma vida saudável.”



Leia Mais: Folha

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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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2026.09.30 Reunião Consu-Ufac (2).JPG

O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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Gestão da Ufac realiza visita ao laboratório Charles Mérieux — Universidade Federal do Acre

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2026.09.24 Visita ao laboratório Charles Mérieux (2).jpg

A Ufac realizou uma visita institucional ao Centro de Infectologia Charles Mérieux (CICM). A agenda reuniu a gestão superior da universidade, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e representantes do centro para alinhar propostas de cooperação que permitam o desenvolvimento de pesquisas avançadas e projetos de inovação em saúde pública nas instalações do laboratório. O encontro ocorreu nessa quinta-feira, 24.

O coordenador de Gestão e Infraestrutura do CICM, George Dobré, apresentou as propostas operacionais para viabilizar o uso da infraestrutura laboratorial por equipes de pesquisadores e estudantes da Ufac. A iniciativa visa unificar o potencial de pesquisa acadêmica da universidade com a capacidade tecnológica e de vigilância do centro.

A reunião contou com a presença do reitor Josimar Ferreira; do pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; do diretor de Pesquisa da Ufac, Thiago Augusto da Cunha; do diretor-geral da Fiocruz-RO, Jansen Medeiros; e dos pesquisadores da Fiocruz, Gabriel Melim e Deusilene Vieira, que também atua como coordenadora de Pesquisa, Vigilância e Educação do CICM.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)



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