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Como nos conhecemos: ‘Ela me levou para minha primeira boate. Achei que foi a coisa mais legal de todas’ | Vida e estilo

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Lizzie Cernik

UMComo caloura da faculdade no outono de 2015, Kathlina estava entusiasmada com o que estava por vir. “Eu estava estudando ciências políticas e espanhol em Jacksonville, Flórida, e me divertia muito conhecendo pessoas”, diz ela. Ela logo fez amizade com um homem em uma de suas aulas e começou a se juntar a ele e seus amigos em eventos no campus. “Eu estava namorando meu namorado de infância em casa, então definitivamente não estava procurando um relacionamento, mas estava ansiosa para conhecer novas pessoas”, diz ela.

Um dia, ela foi convidada para ir ao apartamento do novo amigo, onde conheceu a namorada dele, Adriana. “Ela estava no terceiro ano estudando psicologia e eu a achei um pouco intimidante porque ela estava no último ano”, diz Kathlina. Adriana admite que no início estava “gelada”. “Kathlina era tão bonita e inteligente; Me senti um pouco ameaçada”, diz ela. “Eu não era uma pessoa muito segura na época.”

Kathlina e Adriana se cruzaram em mais alguns eventos universitários, mas Adriana diz que continuou a tratar Kathlina com frieza. “Por fim, comecei a me sentir culpada, então pedi o número dela ao meu namorado para me desculpar”, diz ela. Eles saíram para tomar um chá de bolhas juntos e “realmente se deram bem”. “Ela era tão legal e percebi que a julguei mal”, diz Adriana. “Com base no meu comportamento, eu teria entendido se ela não quisesse sair, mas eu realmente poderia me ver sendo amigo dela se ela estivesse aberta a isso.”

Kathlina ficou “superanimada” em conhecer melhor Adriana: “Nossa conversa simplesmente fluiu. Conversamos por horas sobre tudo, desde comida até política e Beyoncé.” A partir de então, eles começaram a comparecer juntos aos eventos do campus com mais regularidade e a se encontrar para almoçar sempre que podiam. “Ela me levou à minha primeira boate”, diz Kathlina. “Achei que era a coisa mais legal de todas.”

No final do ano letivo, Adriana rompeu com o namorado e Kathlina a apoiou. “Ela estava lá no meio de tudo. Sempre que eu precisava conversar, ela arranjava tempo para falar comigo e eu sabia que ela sempre me apoiava”, conta Adriana.

Depois de se formar, Adriana ficou em Jacksonville para trabalhar como assistente residente em um abrigo para mulheres por dois anos, antes de se mudar para Gainesville para concluir um mestrado em saúde pública e ambiental. Eles continuaram amigos íntimos e falavam ao telefone o tempo todo.

Em 2020, Kathlina mudou-se para Austin, Texas, para estudar política ambiental global. Um ano depois, Adriana decidiu mudar para lá também: “Eu queria muito mudar e sempre gostei das viagens para Austin. Além disso, meu melhor amigo estava lá.” Kathlina diz que foi “fenomenal” voltar a morar na mesma cidade que a amiga: “Foi como se uma peça que faltava se encaixasse. Adoro morar aqui, mas tem sido muito mais divertido ter ela para fazer coisas.” Além de noites regulares de cozimento, viagens de compras, filmes e restaurantes, eles também exploraram diferentes partes do Texas juntos.

No próximo ano, será o “aniversário de amizade” de 10 anos da dupla. Eles estão planejando uma caminhada até Connecticut e Vermont para comemorar. “Decidimos fazer algo especial”, diz Kathlina. “Nós dois amamos o outono e queremos ver as folhas mudarem de cor, pois não é algo que você realmente vivencie no Texas.”

Ambas as mulheres dizem que têm sido um apoio uma para a outra. “Meu primeiro ano de pós-graduação foi remoto, devido à pandemia, que foi especialmente difícil, mas ela me ajudou”, diz Kathlina. Adriana também a ajudou a planejar o casamento com o namorado de infância, que inicialmente foi cancelado por causa da Covid. “Ela me ajudou a planejar duas vezes. Ela esteve lá durante tudo isso.”

Kathlina tem sido a “confidente” de Adriana nos relacionamentos. “Quando conheci minha parceira, ela foi a primeira pessoa a quem disse que gostava dele”, diz ela. “Eu sei que ela sempre será honesta comigo.” Ela adora a força da amiga e o fato de que ela sempre é ela mesma, assumidamente. “É a amizade mais longa que tive na minha vida e ter uma constante assim é muito especial. Eu penso nela como outra irmã.”

Adriana agradece a resiliência e confiança de Kathlina. “Ela sempre se exporá. Se eu encontrar alguma atividade repentina, como boulder, um concurso de drag ou um protesto, ela é sempre a primeira a bordo”, diz ela. “Adoro saber que ela sempre estará lá para mim.”



Leia Mais: The Guardian

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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