NOSSAS REDES

ACRE

Como o MAGA caiu com ‘Indian Tech-Bros’ | Opiniões

PUBLICADO

em

O recente alvoroço nos Estados Unidos sobre os vistos de trabalho altíssimos da H-1B expôs fissuras profundas dentro do movimento “Make America Great Anow”, de Donald Trump, no início de seu segundo mandato como presidente.

Uma vez comemorado como a “minoria modelo”, a figura do “Tech-Bro da Indiana” tornou-se um raio para uma brecha ideológica amarga. De um lado, estão aqueles que se apegam à noção de “bom imigrante”, abraçados seletivamente por sua utilidade na economia tecnológica da América; Por outro lado, são os puristas etnonacionalistas de Maga, para quem toda imigração representa uma ameaça. Esse debate que se desenrola não se trata apenas de política – é um espelho para o desenrolar de um consenso político precário, agora exposto no caldeirão do vitríolo das mídias sociais e do desprezo etnoracial.

A Tech-Bro indiana alavancou a mobilidade econômica ao longo da navegação-se não for totalmente contornadora-as hierarquias raciais incorporadas nas estruturas de um vasto mercado global interconectado, agora mais alfabetizado e próspero do que nunca. No entanto, a ascensão do populismo de direita etnononacionalista-abastecendo e alimentando o descontentamento de maiorias furiosas que se sentem deixadas para trás em meio a um abismo aumentado de raça, classe e educação-colocou essa aliança desconfortável em foco nítido. Mas como chegamos aqui?

A ascensão da diáspora indiana nos Estados Unidos não foi acidente de história. Foi uma convergência deliberada das ambições globais de uma crescente classe de índios educados e experimentos neoliberais da América. Em 1965, a Lei de Imigração e Nacionalidade aboliu cotas de origem nacional de longa data para imigrantes e abriu totalmente os EUA para profissionais qualificados indianos. ” Engenheiros, médicos e cientistas chegaram a ondas, sua ambição esculpida por um “ethos meritocrático” enraizado no sistema de castas da Índia, onde a educação e o trabalho duro eram valorizados como marcadores de respeitabilidade. Esses imigrantes não apenas assimilarem; Eles prosperaram, incorporando-se na economia do conhecimento da América pós-industrial e se tornando a face de uma meritocracia globalizada e orientada pelo mercado.

Mas essa “meritocracia” sempre escondeu algumas verdades mais sombrias.

A Tech-Bro indiana, anunciada como a “minoria modelo”, tornou-se um símbolo do sonho neoliberal-um ajuste perfeito para uma América remodelada pelo neoliberalismo de Reagan e pela globalização de Clinton. Aqui estava uma diáspora que se alinhou ao sistema, evitando o conservadorismo cultural da América branca enquanto abraçava suas aspirações econômicas.

A liberalização da economia da Índia nos anos 90 e a ascensão da era das pontocomos coincidiram para criar um momento extraordinário de oportunidade. Instituições como os Institutos Indianos de Tecnologias – e mais tarde faculdades de engenharia privada – produziram um fluxo constante de trabalhadores qualificados, cativados pelos mitos de magnatas da tecnologia como Bill Gates. Esses indivíduos estão de olho no Vale do Silício, seduzidos pela promessa de uma “corrida do ouro” moderna e pelo potencial ilimitado da indústria de tecnologia nos EUA.

Essa promessa, no entanto, se desenrolou com a crise financeira de 2008. À medida que as economias da Euro-America pós-industrial se contraíram e os empregos em tecnologia e finanças desapareceram, o descontentamento começou a coalescer na crescente extensão das mídias sociais. Plataformas como Reddit e 4chan tornaram -se incubadoras para queixas, onde nacionalistas brancos, membros desiludidos da diáspora indiana e aspirantes na Índia encontraram terreno comum. Suas frustrações variaram desde a estagnação econômica e a alienação cultural até a hostilidade aberta a mulheres e minorias. Juntos, eles forjaram uma comunidade transnacional vinculada por um senso coletivo de exclusão, criticando uma ordem mundial que já havia prometido progresso desimpedido, mas agora parecia oferecer apenas deslocamento e desilusão.

O programa de visto H-1B tornou-se um portão crucial para os índios aspiracionais que buscam o sonho americano. Embora elevasse os profissionais indianos como símbolos de talento global, muitas vezes os amarravam ao emprego precário, explorando seu trabalho sob o pretexto de oportunidade. O mito da “minoria modelo” – construído com altos rendimentos e realizações acadêmicas – concedeu à visibilidade e privilégio dos migrantes indianos. No entanto, figuras como Sundar Pichai e Satya Nadella, aclamadas como ícones de sucesso corporativo, mascaram as desigualdades sistêmicas do sistema H-1B, onde muitos trabalhadores indianos enfrentam insegurança no trabalho, alienação cultural e às vezes perpetuam a discriminação de castas flagrante no vale do Silício.

Para os profissionais indianos, o sucesso nos EUA também veio com um custo oculto. Sua ascensão na economia tecnológica exigia cumplicidade nas desigualdades raciais do país. Ao evitar o engajamento com essas estruturas, eles reforçaram um sistema que elevou uma minoria racial enquanto marginalizava os outros.

De volta para casa na Índia, as castas superiores buscaram uma consolidação paralela de capital e poder. A liberalização econômica nos anos 90 desmantelou o foco nehruviano em camponeses e trabalhadores, substituindo -o pelo domínio do mercado e acumulação de riqueza privada. A elite da casta superior alinhou essas reformas à política de Hindutva, misturando a ambição econômica com o nacionalismo hindu. Essa coalizão defendeu o capital doméstico enquanto resistia à competição global, reformulando a liberalização econômica como um projeto nacionalista.

Essa dualidade – a cumplicidade da diáspora no exterior e a recalibração do poder da elite em casa – revela a adaptabilidade duradoura do privilégio. Ambos os projetos exploraram as desigualdades estruturais em seu benefício, evitando a responsabilidade. Juntos, eles oferecem um lembrete gritante de como o poder se consolida através de fronteiras e ideologias.

A eleição de Donald Trump em 2016 cristalizou essas dinâmicas, expondo as alianças emaranhadas que sustentam os populismos modernos. O Trumpismo fundiu as queixas de nacionalistas brancos com uma coalizão mais ampla de homens descontentes, incluindo índios de casta alta cujas frustrações com mudanças globais de poder ressoaram profundamente com sua retórica. Figuras como Vivek Ramaswamy e Kash Patel tornaram -se símbolos do emaranhado da diáspora indiana no movimento do Maga, ampliando entusiasticamente o ethos “America First” de Trump. Ao mesmo tempo, a admiração de Trump por líderes como Narendra Modi destacou a crescente sinergia entre figuras de direita em todo o mundo, tecendo o nacionalismo branco no tecido da política diásporica indiana.

Os limites desta coalizão sempre foram aparentes. E o alinhamento tênue entre profissionais indianos e “America First” está agora se desenrolando. O Programa de Visa H-1B, que já foi um símbolo de mobilidade para os Tech-Bros indianos e um impulsionador de crescimento para empresas americanas, tornou-se um campo de batalha. Por um lado, a elite tecnocrática – representada pelos “csars de eficiência do governo de Trump” Elon Musk e Vivek Ramaswamy – a defende como essencial para a competitividade global; Por outro lado, as forças nativistas o veem como uma ameaça a uma ordem branca e cristã. Agora, as contradições dentro dessa aliança inquieta estão se tornando impossíveis de ignorar. Nada exemplifica isso mais do que a partida abrupta e sem cerimônia de Vivek Ramaswamy do recém-cunhado “Departamento de Eficiência do Governo”, apenas algumas semanas após sua nomeação de Trump-uma medida que foi celebrada pela coalizão maga-indiana. Sua derrubada mostra a incompatibilidade fundamental entre o imperativo corporativo para mão -de -obra barata e qualificada e a indignação do comentário nacionalista branco sobre as observações de Ramaswamy. Se houvesse uma ilusão de que essas facções pudessem coar em torno de uma visão econômica compartilhada, ela agora quebrou sob o peso de seus interesses concorrentes.

Essa fissura reflete tensões mais profundas. Enquanto o nacionalismo branco depende de restringir a imigração para preservar um etno-estado, os profissionais indianos protegem seus futuros em programas como H-1B, atraídos pela promessa do sonho americano. Para aspirantes a técnicos indianos, esse sonho geralmente vem com um panteão de deuses: Steve Jobs, The Visionário, e Elon Musk, The Maverick, figuras reverenciavam tanto por seu mito quanto por suas realizações. Muitos assumem dívidas maciças para estudar nas universidades dos EUA, na esperança de converter vistos de F1 em H-1Bs e, eventualmente, cartões verdes. No entanto, esse mesmo sonho é inacessível a grande parte da base eleitoral de Trump – os americanos brancos descontentes que se vêem como vítimas das desventuras da América liberal.

As raízes dessa tensão se estendem além do cálculo frio do lucro. Por um tempo, queixas compartilhadas – descontentamento com globalização, alienação cultural e islamofobia – uniram esses grupos em uma aliança frágil. Mas esses pontos em comum fraturaram sob o peso dos interesses concorrentes. O resultado é uma coalizão desconfortável que rachou sob o peso de exclusão e ressentimento racial. O racismo on -line direcionado aos índios destaca bem essa brecha crescente, à medida que as prioridades nacionalistas brancas se chocam cada vez mais com as ambições globais dos migrantes indianos. O que antes era uma aliança pragmática agora se revela como uma contradição irreconciliável.

A resistência da diáspora indiana à supremacia branca há muito tempo hollow, impulsionada mais pela autopreservação do que um compromisso genuíno de desmontar o racismo sistêmico. Grande parte dessa oposição tem sido performativa, confinada a espaços on -line e centrada na defesa de privilégios econômicos, em vez de promover os direitos e a justiça universais. Sob essa fachada havia uma cumplicidade mais profunda: os profissionais indianos prosperaram em sistemas que perpetuavam ideologias nacionalistas brancas, colhendo os benefícios das estruturas que marginalizaram outros grupos de imigrantes. Os trabalhadores da tecnologia indiana, muitos se prepararam como a elite gerencial através das universidades dos EUA, alavancou suas posições para acumular riqueza e influência. No entanto, à medida que essas contradições se afastam, esse alinhamento de privilégio e silêncio pode não se manter mais.

As opiniões expressas neste artigo são do autor e não refletem necessariamente a postura editorial da Al Jazeera.



Leia Mais: Aljazeera

Advertisement
Comentários

Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48

You must be logged in to post a comment Login

Comente aqui

ACRE

Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).

Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.

A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.

Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.

As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.

Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.

Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.

Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.

O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.

A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.

O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.

O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.

A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.

A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre

A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.

A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.

A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.

Conscientização e prevenção

Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.

A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.

A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.

A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

MAIS LIDAS