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Como os conservadores pró-Trump construíram um ecossistema de mídia alternativa com podcasts
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As semanas de corrida final antes das eleições presidenciais americanas e da vitória de Donald Trump, quarta-feira, 6 de novembro, foram particularmente intensas. Concluindo os últimos encontros, o republicano e a sua rival democrata, Kamala Harris, intensificaram os esforços de comunicação nas redes sociais. E esta última batalha é com base em podcasts conservadores transmitido na Internet que a equipa de campanha do futuro presidente decidiu parcialmente realizar.
Só em outubro, Donald Trump foi convidado em nove desses programas, quatro deles para seu companheiro de chapa JD Vance. Na maioria das vezes produzidos em áudio e vídeo na forma de longas entrevistas individuais, esses programas apresentados por Jornalista trumpista Tucker Carlsono ator Theo Von ou ainda comentarista esportivo Joe Rogan são cada vez mais seguidas. Na semana seguinte à eleição, dos quinze podcasts mais ouvidos no Spotify, nove eram programas políticos. Todas de tendências conservadoras.
O género podcast está a crescer em todo o Atlântico: 47% dos americanos, incluindo quase 60% dos menores de 35 anos, ouviram pelo menos um em outubro, segundo dados do instituto Edison Research. citado pelo Jornal de Wall Street. Estes programas conservadores poderiam, portanto, ter desempenhado um papel importante no sucesso de Donald Trump. Na noite de sua reeleição, o interessado também deixou seu fiel apoio a Dana White, presidente do Ultimate Fighting Championship (UFC), agradecer em sua plataforma uma lista de podcasters e influenciadores que, nos últimos meses, fizeram em grande parte o promoção de suas ideias.
Anti-mídia tradicional
Autor da obra Ondas de choque. História da mídia e política do rádio conservador nos Estados Unidos (Editions de l’Université de Bruxelles, 2024), Sébastien Mort, professor da Universidade de Lorraine e especialista em mídia e política dos Estados Unidos, traçou a forma como esses formadores de opinião se formaram em um ecossistema de mídia alternativa. Ele observa “uma filiação” entre esta notícia “máquina de guerra mediática de eficiência e robustez inigualáveis” e o apresentador de rádio Rush Limbaugh.
Em 1988, este amigo próximo do Partido Republicano aproveitou a revogação de uma doutrina relativa à imparcialidade das emissoras para lançar o seu programa, o “Rush Limbaugh Show”, no qual comentou durante anos a actualidade de forma encarnada e com uma forte dose de excesso e entretenimento. Seis anos depois, os republicanos conquistaram a Câmara dos Representantes, após décadas de maioria democrata. Um sucesso creditado a Rush Limbaugh, cuja receita continuou a ser imitada: ao mesmo tempo que Donald Trump chegava ao poder em 2016, personalidades como o jornalista Ben Shapiro, o ex-policial Dan Bongino e o activista Charlie Kirk emergiam na rádio com “programas” em seu nome, trazendo consigo um enxame de podcasters online.
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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre
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1 de setembro de 2026A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.
O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.
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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre
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31 de agosto de 2026O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.
A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.
“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.
A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”
Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre
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28 de agosto de 2026A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.
O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.
“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”
A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”
A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”
Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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