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Como venci a sobrecarga: abandonei as compras de roupas online – e ganhei dinheiro, tempo e energia mental | Moda
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2 anos atrásem
Madeleine Aggeler
Thouve uma época em que, para adquirir uma nova peça de roupa – digamos, um vestido – era preciso herdá-la de um membro da família ou ir até uma loja e ter uma crise de identidade no vestiário. Agora você pode comprar um em menos de dois minutos no seu sofá.
As compras online deveriam ter facilitado minha vida. Poder comprar em casa ou no trajeto deveria ter liberado meu tempo e energia. Também deveria ter me tornado um consumidor mais ético e consciente. Não há necessidade de carregar tops de plástico da Forever 21 – eu poderia usar meu telefone para fazer compras de segunda mão ou de marcas sustentáveis. Em vez disso, o canto da sereia das roupas fofas consumiu meu cérebro e me atraiu para as rochas da rolagem infinita, do consumismo e da dívida de cartão de crédito.
Eu adorava percorrer páginas de modelos que não se pareciam em nada comigo, usando peças que eu nunca poderia comprar ou usar. Essa fantasia de alfaiataria era uma forma de matar o tempo e escapar. Esperando por um amigo em um restaurante? É hora de procurar jeans de perna larga. Dia difícil no trabalho? Abra o RealReal e procure um blazer que me faça parecer competente. Encontro ruim? Compre uma saia por uma boa.
Era um mecanismo de enfrentamento caro e demorado. Gastei dinheiro que não tinha e, embora às vezes as roupas fossem ótimas, muitas vezes não combinavam. Mesmo que não coubessem ou eu os odiasse, nunca os devolvi porque todo o processo parecia muito assustador. Imprimindo uma etiqueta de devolução? Indo até o correio? Só tenho uma vida selvagem e preciosa para viver! E além disso, e se nos próximos anos meu corpo e personalidade mudassem completamente e essas roupas se tornassem perfeitas para mim?
Isso me deu a sensação incômoda de que eu estava a um passo de me tornar a pessoa que deveria ser. Certamente, uma vez que eu encontrasse o vestido de suéter ou o par de botas certo, tudo se encaixaria. A busca por mim mesmo era constante – e exaustiva.
após a promoção do boletim informativo
Então, há alguns anos, por necessidade financeira e depois de uma reviravolta particularmente sombria no meu armário antes de uma mudança para outro país (doando que muitos tops de um ombro só fazem você se confrontar e se confrontar com suas escolhas), resolvi parar. De agora em diante, eu faria compras apenas pessoalmente e só compraria roupas que eu realmente amasse em mim – como elas eram e como eu era.
Quase imediatamente, tive muito mais tempo livre e energia mental. Comprar roupas pessoalmente exigia mais esforço, mas era uma atividade contida. Eu não passava horas tentando imaginar o que vestiria se fosse alguém completamente diferente. Eu não estava constantemente avaliando o que me faltava. Com o tempo, me senti melhor comigo mesmo. Eu também economizei dinheiro.
Não fui perfeito e a minha pegada de carbono ainda é maior do que gostaria de admitir. Outra semana, recebi um e-mail sobre uma venda criminosamente boa de cardigãs, então comprei dois, porque parecia financeiramente irresponsável não fazê-lo. Quando chegaram, serviram de maneira estranha e percebi que deviam estar à venda por algum motivo.
Na maior parte, porém, mantive minha palavra. Quando começo a sentir vontade de passar duas horas comprando saias midi no celular, tento descobrir o que está por trás desse impulso: às vezes fico entediada; às vezes me sinto inseguro. Na maioria das vezes, esse insight é suficiente para acabar com o desejo ardente de rolar.
E se não for, vou até uma loja e tenho uma crise de identidade no vestiário. Como a natureza pretendia.
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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
23 de outubro de 2026O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.
Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.
A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.
As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

Organização
A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
22 de outubro de 2026A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.
Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.
Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.
Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.
Herbário
O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.
Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.
A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.
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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
21 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.
A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.
Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.
Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”
A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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