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Presidente Yoon sob mandado de prisão após tentativa fracassada de impor a lei marcial

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A polícia enfrenta manifestantes que se opõem à aprovação do tribunal de um mandado de prisão para o presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol, em Seul, em 31 de dezembro de 2024.

Trinta e três horas após seu pedido, o mandado de prisão contra o presidente deposto da Coreia do Norte, Yoon Suk Yeol, foi emitido na terça-feira, 31 de dezembro, por um tribunal sul-coreano para forçá-lo a comparecer perante investigadores que querem que ele seja questionado sobre sua tentativa fracassada de impor medidas marciais. lei.

“O mandado de prisão e o mandado de busca contra o presidente Yoon Suk Yeol (…) foram emitidos esta manhã”declarou, em comunicado de imprensa, a entidade que lidera a investigação conjunta sobre ele. “Não foi estabelecido nenhum calendário para a continuação dos procedimentos”ela acrescentou.

“O mandado de prisão e o mandado de busca e apreensão expedidos a pedido de órgão que não possui autoridade investigativa são ilegais e inválidos”denunciou rapidamente Yoon Kab-keun, advogado de Yoon, num comunicado de imprensa enviado à Agence France-Presse (AFP).

Esta é a primeira vez na história da Coreia do Sul que um presidente em exercício é objecto de um mandado de detenção, com Yoon Suk Yeol ainda oficialmente no cargo enquanto se aguarda uma decisão do Tribunal Constitucional sobre a sua destituição, adoptada em 14 de Dezembro pela Assembleia Nacional. Ele está atualmente suspenso do cargo, esperando-se que o Tribunal confirme ou anule a sua demissão até meados de junho.

Proibição de sair do território

Yoon surpreendeu o país em 3 de dezembro ao proclamar a lei marcial de surpresa e enviar o exército ao Parlamento para amordaçá-lo. Ele foi forçado a recuar antes do amanhecer do dia seguinte, sob pressão de deputados e milhares de manifestantes. Está sob investigação, nomeadamente por “rebelião”, crime teoricamente punível com a morte, e está proibido de sair do território.

O ex-promotor de 64 anos rejeitou três vezes a intimação para ser interrogado sobre seu golpe, o que levou ao pedido na segunda-feira de um mandado de prisão contra ele. Um funcionário do escritório de investigação de corrupção de alto escalão citou na terça-feira as repetidas recusas do Sr. Yoon em justificar este pedido. “O mandato é válido até 6 de janeiro”disse ele durante uma coletiva de imprensa, especificando que o presidente deposto poderia ser levado a uma delegacia de polícia ou ao centro de detenção em Seul.

Mesmo que tenha sido emitido um mandado de detenção, não é certo que as autoridades consigam de facto deter Yoon Suk Yeol, uma vez que os seus serviços de segurança já obstruíram três buscas, embora com mandado. “Mas eles provavelmente irão coordenar com a equipe de investigação antecipadamente para a aplicação” do mandato, explicou o advogado Yun Bok-nam à AFP, dizendo que esperava um processo ” fluido “.

A guarda presidencial, por sua vez, garantiu que agiria “em conformidade com os procedimentos legais”em comunicado enviado à mídia local. Tecnicamente, qualquer pessoa que se oponha à execução de um mandado de prisão pode ser presa.

Confrontos entre manifestantes a favor e contra o presidente

A polícia está posicionada em frente à residência do Sr. Yoon, no centro de Seul, de acordo com um jornalista da AFP no local. Também estão presentes manifestantes que exigem o seu afastamento definitivo e outros que o apoiam, tendo os meios de comunicação social difundido imagens de confrontos entre os dois campos ocorridos durante a noite.

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Na noite da curta lei marcial, Yoon autorizou o exército a abrir fogo para forçar a entrada no Parlamento e arrastar as autoridades eleitas que ali se reuniram em caso de emergência, de acordo com um relatório de dez páginas da acusação. Yoon Kab-keun, seu advogado, castigou segunda-feira “relatório tendencioso que não está de acordo nem com circunstâncias objetivas nem com o bom senso”.

Na noite do seu golpe, Yoon Suk Yeol justificou a sua decisão chocante com o seu desejo de proteger a Coreia do Sul de “Forças comunistas norte-coreanas” e“eliminar elementos hostis ao Estado”acusando a oposição maioritária no Parlamento de bloquear o país. Um número suficiente de deputados conseguiu votar pelo levantamento da lei marcial e o Sr. Yoon teve que revogá-la, obrigado pela Constituição. De acordo com o relatório do procurador, ele discutiu este plano com altos funcionários militares já em março.

Desde 3 de dezembro, a Coreia do Sul mergulhou no caos político que continuou com a destituição, na sexta-feira, pela Assembleia, do presidente interino, Han Duck-soo, acusado de obstruir as investigações contra Yoon Suk Yeol. Outra novidade na história do país.

O ministro das Finanças, Choi Sang-mok, assumiu como segundo substituto e rapidamente se viu confrontado com o desastre, com a queda do avião no domingo em Muan, matando 179 dos 181 passageiros, o pior acidente aéreo em solo sul-coreano.

O mundo com AFP

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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna.jpg

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais-interna.jpg

O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

Próximos passos

Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

 



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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