ACRE
Compra menor da China e do consumidor interno faz carne recuar – 11/12/2024 – Vaivém
PUBLICADO
2 anos atrásem
Embora ainda elevados, os preços da carne bovina poderão ficar um pouco mais favoráveis para o bolso do consumidor neste final de ano.
Após seguidas altas nos meses recentes, a arroba de gado pronto para abate recuou para R$ 316 no mercado paulista nesta semana, 10% a menos do que no final de novembro. Os dados são do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). Na última semana de novembro, havia chegado a R$ 353.
A queda ocorre por um conjunto de fatores, segundo Thiago Bernardino de Carvalho, pesquisador do Cepea. Vai desde o mercado financeiro, que está se adequando à nova realidade de preços, aos frigoríficos, que perderam margem e estão refazendo contratos de compra.
O comportamento dos preços depende também da China e do consumidor interno, que pisaram no freio nas compras, favorecendo essa queda. É o que mostram os números, aponta o pesquisador.
Na média de setembro a novembro, o Brasil exportou 12 mil toneladas de carne bovina por dia útil, volume não atingido anteriormente. Na primeira semana deste mês, houve um recuo para 8.606 toneladas. A queda neste início de mês não é apenas em relação aos três meses anteriores, mas também sobre dezembro do ano passado, quando as exportações eram de 10,4 mil toneladas diárias.
Além de reduzir as compras, os chineses também pagam menos. Quando precisaram formar estoques, subiram o preço da tonelada de US$ 4.600 para até US$ 5.200. Agora, pagam US$ 4.800.
“O apetite chinês diminui tanto em volume como em pagamento, e isso gera um freio na indústria. Daí vem esse efeito cascata”, diz o pesquisador. Ele acrescenta entre os fatores de queda o montante de vendas dentro da porteira, feitas pelos pecuaristas que aproveitam os preços atuais.
Além disso, as indústrias começam a programar as férias coletivas, e já complementaram a escala de abates, afirma Carvalho.
A queda de preços já chega ao atacado. O quilo da carcaça casada, um indicador para mostrar o valor médio do quilo das peças de traseiro, dianteiro e ponta de agulha, grande parte do que o animal tem de carne, chegou a R$ 24,15 na última semana de novembro, o maior valor da série nominal do Cepea. Nesta semana, está em 23,86, uma queda de 3% no período.
Esse alívio ainda não chegou ao consumidor, mas a boa notícia é que os preços pararam de subir, segundo a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).O valor médio da carne bovina, que vinha com altas semanais sucessivas, subiu 9,6% no acumulado dos últimos 30 dias até a primeira semana de dezembro. Em novembro, o aumento havia sido de 10,5%, conforme dados divulgados nesta terça-feira (10) pela entidade.
A Fipe sempre faz a comparação de preços médios de quatro semanas com as quatro imediatamente anteriores. Ao ser acrescentada uma nova semana, é desprezada a última da lista. Com isso, o índice mostra tendência, mas o comportamento real dos preços vai sendo incorporado semana por semana.
A carne suína e o frango também tiveram reajustes menores neste início de mês. No acumulado do ano, no entanto, os preços continuam salgados para o consumidor. A inflação geral acumula 4,33% até o final de novembro, bem abaixo dos 21% da carne bovina. A carne suína subiu 9%, e a de frango, 4,6% no acumulado do ano, aponta a Fipe.
Confinamento O censo de confinamento de 2024 da dsm-firmenich indicou a retenção de 8 milhões de gado neste ano. Esse número aponta uma aceleração de 113%, quando comparado com 2016.
Confinamento 2 O total de gado confinado neste ano supera em 11% o de 2023. Nos últimos oito anos, conforme dados da empresa, a evolução média anual de crescimento é de 9,9%. Mato Grosso, São Paulo e Goiás lideram, com mais de 1 milhão de cabeças cada.
Cítricos A safra 2024/25 deverá ser de 223,1 milhões de caixas nos pomares de São Paulo e de Minas Gerais, segundo estimativa do Fundecitrus.
Cítricos 2 A estimativa atual indica uma produção 3,4% superior à de setembro. A melhora da quarta florada e as chuvas de outubro e de novembro contribuíram para o crescimento dos frutos de todas as variedades, segundo o Fundecitrus.
LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.
Relacionado
VOCÊ PODE GOSTAR
ACRE
Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
7 horas atrásem
26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
Relacionado
ACRE
Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
3 dias atrásem
23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
Relacionado
ACRE
Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
1 semana atrásem
17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48
You must be logged in to post a comment Login