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Conexão do Acre com o Peru via Cruzeiro do Sul é principal proposta defendida pelo governo do Estado em reunião com Geraldo Alckmin
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Dilma Tavares
A nova conexão do Acre com o Peru, para acesso aos portos do Oceano Pacífico via Cruzeiro do Sul e o estado peruano de Ucayali, como fator essencial para ampliar a capacidade de atração de investimentos no estado e no país. Essa foi a principal proposta apresentada pelo secretário de Estado Assurbanípal Mesquita, da pasta de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), para o presidente em exercício e titular do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin.
O encontro foi realizado nesta quinta-feira, 27, na sede do ministério, em Brasília (DF), onde Alckmim ouviu secretários estaduais do setor de desenvolvimento sobre o assunto. A previsão é de que as informações embasem um programa nacional na área.
A nova rota acreana, explicou Assurbanípal, permitirá o transporte das chamadas commodities – mercadorias não industrializadas, como soja e carne – para alcançar os portos do Pacífico e chegar aos mercados asiáticos.
“Essa proposta vai tornar o Acre esse elo, podendo atrair as cargas de commodities que hoje fluem pelo Rio Madeira e passam pelo Canal do Panamá, para que cheguem diretamente ao Porto de Chancay, no Peru, rumo à Ásia”, explicou, lembrando vantagens como a redução de tempo pela rota acreana.

Os investimentos
O secretário elencou iniciativas realizadas pelo governo acreano para viabilizar o desenvolvimento do estado que, afirmou, “está em fase de aceleração da sua economia” e registra crescimento do setor empresarial nos setores agrícola e especialmente das exportações. Um dos principais focos, disse, é transformar o estado em elemento de conexão do Brasil com o Oceano Pacífico, por meio das rotas interoceânicas, mas lembrou ser necessário apoio nesse sentido.
“O Acre tem esse grande potencial, por estar numa posição geográfica estratégica, num contexto geoeconômico muito interessante, mas para isso alguns investimentos são necessários”, disse, apresentando as propostas e investimentos em que o governo tem trabalhado, algumas inclusive em parceria com o governo federal, para potencializar a atração de investimentos com foco na conexão interoceânica.
Entre os exemplos citou o Anel Viário de Brasileia, a melhoria das alfândegas e ações abrangendo as BRs 364 e 317 e a Infovia. Também destacou “o esforço que o Acre está fazendo para revitalizar a Zona de Processamento de Exportação [ZPE] e colocá-la em operação ainda este ano, pois será um ativo importante dessa conexão com o Pacífico”.

Novos projetos
Na relação de novos projetos apresentados com vistas ao crescimento econômico e à rota interoceânica, Mesquita relacionou o novo parque industrial na região do Alto Acre, um novo polo logístico e um porto seco, além do projeto considerado mais relevante, “que é a nova conexão do Acre com o Peru pela BR-364, chegando a Cruzeiro do Sul até Ucayali, rumo ao Porto de Chancay”.
Ficou definido que cada estado apresentará um documento com suas propostas para o MDIC, estabelecendo-se que até o meio do ano haverá novo encontro para apresentação e avaliação das ações que o ministério irá apoiar.

No encontro, Geraldo Alckmin assinou parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no Brasil para disponibilizar uma linha de crédito condicional para projetos de investimentos, no valor de R$ 11 bilhões. O objetivo, conforme o governo federal, é “aumentar a produtividade nos estados”.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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