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Confira tratamentos disponíveis para o câncer de mama – 18/10/2024 – Equilíbrio e Saúde

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Laiz Menezes

O tratamento contra o câncer de mama varia de acordo com o tipo e estágio do tumor. Algumas opções disponíveis são quimioterapia, cirurgia, radioterapia e hormonioterapia.

Uma paciente pode fazer, por exemplo, cirurgia para remoção parcial ou completa da mama, combinado com quimioterapia, para destruir células cancerígenas, e hormonioterapia, para bloquear a produção de hormônios que estimulam o crescimento do tumor.

Ainda há muitas dúvidas em relação aos tratamentos disponíveis, por isso, a Folha procurou especialistas para entender os principais métodos utilizados para enfrentar a doença.

Cirurgia

A cirurgia para o tumor mamário pode ser total (mastectomia) ou parcial (conservadora), ou seja, a paciente pode retirar toda a mama ou somente a parte em que esteja o tumor.

Chefe do serviço de mastologia do Hospital São Vicente de Paulo, no Rio de Janeiro, Juliana Kamache explica que a cirurgia é realizada em todas as pacientes com tumores não metastáticos (quando o câncer ainda não saiu da mama e se espalhou para outras partes do corpo, como pulmões e fígado).

O que vai definir um procedimento total ou parcial é o tamanho do tumor. Se estiver maior e em várias partes da mama e axila, será necessária uma cirurgia mais radical, por exemplo.

Além disso, segundo a médica, quando o câncer é mais agressivo e o tumor está muito grande, a paciente passa por sessões de quimioterapia antes da cirurgia. Caso ela não responda ao tratamento, pode ser indicada radioterapia.

“Nesses casos, o objetivo é diminuir o tumor para que a gente consiga operar. São raros os casos em que o tratamento pré-cirurgia não é eficaz”, diz.

No caso de tumores metastáticos (quando já se espalhou para outros órgãos do corpo), é preciso avaliar o quadro de saúde de forma individual para que seja encontrado o melhor tratamento, que pode incluir cirurgia, em alguns casos, mas geralmente é combatido também de outras formas.

Radioterapia

A radioterapia é um tratamento oncológico que utiliza radiação ionizante para destruir células tumorais. Em geral, são divididas em duas modalidades principais:

  • Radioterapia externa (teleterapia): quando a radiação é direcionada à área afetada —no caso, a mama— por meio de um equipamento que gera um feixe de radiação
  • Braquiterapia: neste método, uma fonte radioativa é colocada em contato ou próxima ao tumor, para irradiar também uma área mais localizada

Segundo o radio-oncologista Gustavo Nader, do Hospital Sírio-Libânes, a radioterapia é indicada principalmente após a cirurgia, de forma complementar ao tratamento. Também pode ajudar no alívio de sintomas em casos de câncer metastático.

“Nos casos metastáticos, a radioterapia faz um papel paliativo para controle dos sintomas, como dor e sangramento, ou para eliminar focos da doença”, afirma.

O médico detalha ainda que os efeitos colaterais da radioterapia podem incluir sensibilidade na área tratada, que pode ficar avermelhada e, em alguns casos, pode ocorrer descamação. Também pode ocorrer coceira na região irradiada e algum grau de desconforto e dor na mama.

De modo geral, os efeitos colaterais da radioterapia são mais leves e localizados em comparação com os da quimioterapia, e a maioria das mulheres não precisa fazer grandes alterações na rotina durante o tratamento.

Quimioterapia

A quimioterapia é um tratamento que utiliza medicamentos para destruir células cancerígenas. Podem ser administrados antes ou após a cirurgia, a depender do caso, de forma oral ou endovenosa (na veia).

“A quimioterapia e a radioterapia são duas formas absolutamente distintas de tratamento”, afirma o oncologista clínico Artur Katz, do Hospital Sírio-Libanês.

Enquanto a radioterapia trata somente a área que é dirigida, sem oferecer uma cobertura global, a quimioterapia procura perseguir e destruir células cancerígenas em todo o corpo.

O tratamento é indicado para cânceres mais agressivos e que têm potencial de se espalharem para outras partes do corpo e da própria mama.

Com relação aos efeitos colaterais, as pacientes podem enfrentar fadiga (grande cansaço, desânimo), queda de cabelo (alopecia), infertilidade, enjoo, vômito, lesões da boca, dores musculares e diarreia.

Hormonioterapia

A hormonioterapia é um tipo de tratamento usado exclusivamente em mulheres com tumores hormonais, ou seja, quando o estrogênio e progesterona estimulam o crescimento do câncer. Assim, os medicamentos bloqueiam a produção desses hormônios.

“Esse tratamento envolve medicamentos orais, injeções intramusculares e, em alguns casos, procedimentos como a ablação ovariana, ou seja, a interrupção temporária ou definitiva do funcionamento dos ovários”, explica Artur Katz.

Os efeitos colaterais da hormonioterapia podem incluir dores nas articulações, ganho ou perda de peso, fadiga, perda de libido e osteoporose (ossos mais finos e porosos, o que pode causar fraturas).

Terapia-alvo e imunoterapia

Existem pacientes diagnosticadas com um tipo de tumor chamado de carcinoma HER2 positivo. No câncer de mama, a terapia-alvo costuma atuar contra esse câncer.

A proteína HER2 promove o crescimento das células mamárias. No câncer, essa proteína é encontrada em excesso em células cancerígenas, o que estimula o crescimento da doença.

Já a imunoterapia trabalha para que o próprio sistema imunológico da paciente ataque o tumor. É utilizado em subtipos específicos de câncer de mama, especialmente em tumores chamados triplo-negativos, que não expressam receptores de estrogênio, progesterona ou da proteína HER2.

O que o SUS oferece?

Segundo o Ministério da Saúde, para o tratamento de câncer de mama, o SUS (Sistema Único de Saúde) oferece todos os tipos de cirurgia, como mastectomias, cirurgias conservadoras e reconstrução mamária, além de radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e tratamento com anticorpos (imunoterapia).

No SUS, a mulher diagnosticada com câncer de mama deve receber o primeiro tratamento no prazo de até 60 dias a partir do dia em que for firmado o diagnóstico.

Esta reportagem faz parte de projeto desenvolvido com apoio do Hospital Sírio-Libanês



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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.

Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.

O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.

O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.” 

Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)



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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

 Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.

Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.

“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.

Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”

Mostra em 4 atos

A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).

O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.

No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.

No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

09 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC

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