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Conheça a trajetória, amizades e intimidade do ‘homem bomba’ que pediu o impeachment da Prefeita de Tarauacá

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Rodinei fala de sua trajetória: de ex-vendedor de picolé à ‘amigo do Poder’, articulou dentro da Câmara um pedido de impeachment com ajuda de advogados. Para a defesa, ele é suspeito, e a denúncia não tem fundamento. 

O pedido de Sombra, que atua como ‘homem bomba’, poderá implodir o mandato, se acolhido pela Câmara. “Eu precisei da ajuda de advogados”, afirma.

Foto de capa [reprodução Facebook]

Nascido no Rio Gregório, Seringal Kaxinawá, foi para Tarauacá aos 18 anos de idade, em 1999. Rodinei fala que trabalhou na roça e cortou seringa desde os 13 até os 18 anos. “Quando vim para a cidade não tinha estudo não, comecei estudar em 1999”, relembra.

José Rodinei Lima Sombra mora hoje na região mais vulnerável do lugar, que é o chamado ‘Bairro da Praia’, com maior concentração de pessoas, problemas e criminalidade.

Atualmente, com 37 anos, estuda o 4º período de ciências contábeis, na UNOPAR. Tem ensino médio completo.

Bem disposto, mas discreto, de poucas palavras, Sombra concedeu entrevista à Redação do Acre.com.br. Disse que “as polêmicas fazem parte, mas está tudo sob controle”. “Não fui ameaçado por ninguém não (…), tá tudo sob controle”, afirmou.

Após sair da zona rural, Sombra foi diarista, vendedor ambulante, padeiro, e até vendedor de picolé.

 

Indagado pela Reportagem se pretendia ser candidato a vereador em 2020, afirmou que “não tem pretensão política para concorrer a nenhum cargo eletivo”.

Em 2016, Sombra foi o responsável pelo registro de candidaturas da coligação do então prefeito que disputou a reeleição. Foi um dos interlocutores do PT, junto ao TRE, no período pré-campanha. Seu candidato majoritário foi derrotado.

Fotos públicas [reprodução Facebook]

Sombra disse que já foi filiado ao PSDB e militante do PMDB quando mais jovem, depois se filiou ao PSB. Hoje é militante do PT.

O tarauacaense leva uma vida aparentemente simples. É pai e casado desde 2007. Possui uma motocicleta modelo popular.  

De origem humilde, casou-se cedo, em 2007. A esposa também oriunda da zona rural, trabalhava na agricultura familiar, plantando banana, mandioca, milho, que eram usados no sustento da família; atualmente ela luta na Justiça, por um benefício previdenciário.

Em 1999, Sombra foi embora para Tarauacá, onde trabalhou e construiu família, abandonando a atividade agrícola. Na cidade, desempregado, viveu de aluguel durante alguns anos. Ele disse que “houve momentos que não tinha onde dormir”.

Sombra não tem pendências na Justiça. Nossa Reportagem apurou que em seu nome não constam ações judiciais, como réu ou autor. Em julho deste ano, ganhou na Justiça um processo contra a Eletroacre, nos autos nº. 0700468-81.2017.8.01.0014.

De ex-vendedor de picolé à ‘amigo do Poder’

Hoje, Sombra trabalha como assessor de comunicação da Câmara de Vereadores do município, e diariamente estreita afinidades com os parlamentares. Entretanto, as matérias são assinadas pela servidora Thamires Soares. Nossa Reportagem não conseguiu localizar matérias assinadas por ele, no portal da Câmara.

Quanto ao seu salário mensal, à Reportagem ele disse que recebe o valor bruto de R$ 4.500,00 (quatro mil e quinhentos reais) por mês. A Câmara de Vereadores do município, porém, não dispõe de Portal da Transparência, e não publica na internet seu gasto com folha de pessoal. O que, em tese, configura ato de improbidade administrativa, segundo a Lei da Transparência e Lei da Improbidade.

Com sua nomeação (17/07/2017), para exercer o cargo comissionado de Assessor de Comunicação da Câmara (veja), seu salário de Secretário Administrativo ficou igual ao salário dos secretários municipais do Executivo. O que supõe afirmar que Sombra tem responsabilidades semelhantes àquelas dos secretários do município.

Na prática, Sombra tem trânsito livre no Parlamento do município, tendo relação de afinidade política na Casa, sendo subordinado apenas ao Presidente da Câmara.

Hoje, o trabalho de Sombra é atividade política. Formalmente exerce o cargo de Assessor de Comunicação, mas “faz todos os serviços que é preciso”, afirma ele. 

Em razão da proximidade e afinidade entre Sombra e a Casa, há rumores (fato não confirmado) que cinco vereadores já saberiam antecipadamente do conteúdo da denúncia. Pesam também rumores de que alguns vereadores teriam, previamente, colaborado com o texto da denúncia, sugestionando conteúdo e fatos. Situação que põe em dúvidas a lisura e a imparcialidade do procedimento.

Trabalhos anteriores

Em fevereiro de 2012, foi nomeado Agente Voluntário de Proteção, no Juizado da Infância e Juventude, pela juíza Joelma Ribeiro. 

Em maio de 2013, foi nomeado para exercer o cargo em comissão de Coordenador de Projetos, da Secretaria Municipal de Planejamento, referência CC-3, do Quadro de Pessoal da Prefeitura Municipal de Tarauacá. Nomeado pelo então prefeito, Sr. Rodrigo Damasceno Catão.

Em 2014, exerceu o cargo de Coordenador Municipal, quando o prefeito em exercício, Sr. Francisco das Chagas Batista Lopes, efetivou sua exoneração e de outros cargos em comissão, do Quadro de Pessoal da Prefeitura Municipal de Tarauacá.

Em agosto de 2015, o então prefeito Sr. Rodrigo Damasceno Catão, o nomeou para o Comitê de Coordenação para Elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico, vinculado à Secretaria Municipal de Meio Ambiente, como membro integrante da Secretaria Municipal de Planejamento, enquanto Gestor de Projetos da Secretaria Municipal de Planejamento.    

A imagem pode conter: 5 pessoas, pessoas sentadas e noite

Foto: Sombra, acompanhado do então Prefeito e Vice-Prefeito de Tarauacá, no Rio Gregório. 06/08/2012 [reprodução Facebook]

Foto: Sombra no arraial de São Francisco, acompanhado do então prefeito Sr. Rodrigo Damasceno. 28/09/2013 [fotos públicas – reprodução Facebook]

Sua proximidade com o poder trouxe amizades e inserção no funcionalismo público. Nas redes sociais, Sombra é elogiado como bom funcionário e trabalhador assíduo.

No Diário Oficial do Estado do Acre (DOE), constam deslocamentos e pagamentos de diárias (1, 2, 3, 4,) para participação em  reuniões, workshops e seminários, nas cidades de Cruzeiro do Sul e Rio Branco. Autorizadas pelo prefeito da época.

Em janeiro de 2015, foi nomeado, pelo então prefeito, para exercer novamente o cargo em comissão de Gerente de Projetos, da Secretaria Municipal de Planejamento, referência CEC-3, do Quadro de Pessoal da Prefeitura Municipal de Tarauacá.

Em julho de 2015, foi nomeado como membro do Comitê Coordenador do Plano Municipal de Saneamento Básico de Tarauacá.

Perguntado sobre sua atual função dentro da Câmara de Vereadores, disse que é “Assessor de comunicação, mais faço todos os serviços que é preciso“.

Em 2017, Sombra viajou para Cruzeiro do Sul, com diárias pagas pela Câmara de Vereadores, onde participou de seminário realizado pelo TCE, sobre o início da legislatura das câmaras municipais. No mesmo ano, participou em Rio Branco, de uma capacitação sobre os sistemas financeiros e de pessoal, com diárias pagas também pela Câmara Municipal.

A motivação da Denúncia

Sobre os motivos da denúncia, Sombra afirmou à Reportagem do Acre.com.br que “o povo de Tarauacá não aguenta mais, alguém tem que ter coragem para denunciar as atrocidades cometidas por essa administração“.

Sobre o texto da denúncia, Sombra asseverou que “já trabalhou muito com redação de texto quando foi gerente de convênios na prefeitura, não tenho problemas para redigir textos, mais é claro que precisei de ajuda de advogados para fazer a denúncia tendo em vista que é preciso ter conhecimento de leis“.

Questionado sobre o texto, Sombra disse que “precisou da ajuda de advogados”. “Quanto à escrita, eu trabalho há muito tempo com computador, inclusive tenho curso de técnico em informática (…), mas precisei da ajuda de advogados” para redigir a denúncia, afirmou.

“Quero deixar claro que não recebi dinheiro para fazer a denúncia e que tenho opiniões próprias; Sempre vivi do meu trabalho, trabalhando com honestidade”, asseverou Sombra.

A Denúncia com Pedido de Cassação do Mandato é constituída de 14 páginas (leia aqui).

O texto aparentemente bem redigido, com citações de leis e palavras em latim, tem linguagem jurídica rebuscada, e parece destoar da figura simples e pacata daquele que a assina, Rodinei.

Lendo o texto da denúncia, tem-se a impressão que não foi Sombra quem redigiu a denúncia.

Sombra possui ensino médio completo, cursos de qualificação profissional, como informática e outros, tendo, porém, alcançado função importante no setor de Convênios da Prefeitura de Tarauacá, na gestão do ex-prefeito (PT).

No documento de 14 páginas, o servidor acusa a gestora de crime de responsabilidade e infração político-administrativa. Ele pede o afastamento da prefeita do PSD com base, entre outras acusações, na declaração “Se morrer não faz falta”, que Marilete Vitorino teria proferido por ocasião do protesto contra o corte de salários de funcionários do quadro efetivo da prefeitura.

Outra acusação de Sombra diz respeito à suposta ilegalidade cometida pela gestora por ocasião da nomeação do procurador geral adjunto do município como prefeito em exercício durante a ausência de Marilete da cidade. Por lei, as regras mandam observar a linha sucessória, que precisa ser respeita em casos como esse. Isso significa que o cargo deveria ter sido transferido ao vice-prefeito e – na ausência também deste – ao presidente da Câmara de Vereadores.

A denúncia de Sombra vai além, afirmando que as farmácias não possuem medicamentos básicos, cuja aquisição se arrastaria em um demorado processo de licitação.

Segundo o documento protocolado na Câmara e acatado pela maioria dos vereadores, outra ilegalidade supostamente cometida por Marilete é o atraso de repasse obrigatório de recursos por parte do Executivo ao legislativo municipal. Segundo o documento que embasa a denúncia acatada pelos vereadores, a prefeita de Tarauacá teria deixado de pagar R$ 150 mil ao legislativo municipal.

A favor da admissibilidade do pedido de investigação contra a prefeita de Tarauacá votaram os vereadores Lauro Benigno, Janaina Furtado, Radamés Leite, Antônio Araújo, Ezi Aragão, Raquel Souza, Neirimar Lima e o presidente da Câmara, Carlos Tadeu. Já os vereadores Valdor do Ó, Nasso Kaxinawá e Diógenes Fernandes não participaram da sessão.

Uma comissão parlamentar será criada para investigar se Marilete praticou ou não as ilegalidades que lhes são atribuídas. A prefeita terá prazo de dez dias para se defender das acusações. Depois disso, a comissão deverá emitir parecer favorável ou contrário ao prosseguimento da denúncia.

Caso o pedido de impeachment da prefeita do PSD não seja arquivado, a comissão processante deverá determinar o início da instrução, com o pedido de diligências e audiências. O próximo passo é submeter o relatório final à votação em plenário.

Possibilidade de reviravolta

A prefeita terá o prazo de 10 dias para se manifestar oficialmente sobre a denúncia, após sua intimação. Informalmente, porém, já afirmou que a denúncia não tem fundamento.

Logo depois, a comissão dará um parecer a respeito. Esse parecer será votado em sessão ordinária, e todos os vereadores votarão se a denúncia será arquivada ou se prossegue para julgamento. Caso seja dado sequência, a Câmara terá prazo de mais alguns dias para agendar a sessão de votação e julgamento.

Naturalmente que a defesa da Prefeita irá manejar recursos e ações judiciais, para impedir o prosseguimento da CPI. O que é natural. Por isso, qualquer euforia ou animosidade são momentâneas. Na política e na Justiça, tudo é dinâmico. Tudo muda.

Aliás, o Art. 339, do Código Penal, dispõe que é crime, com pena de reclusão, de dois a oito anos, e multa Dar causa à instauração de investigação policial, de processo judicial, instauração de investigação administrativa, inquérito civil ou ação de improbidade administrativa contra alguém, imputando-lhe crime de que o sabe inocente“.

Assim, é crime de denunciação caluniosa, o ato de denunciar para fins de satisfação política ou sabendo que o ato imputado não constitui crime ou infração.

Caso a situação dê uma reviravolta, Sombra poderá responder pela prática do crime de denunciação caluniosa, que tem pena de prisão de 2 a 8 anos.

CPI

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que irá analisar a denúncia e pedido de cassação da Prefeita, apresentada por Sombra, está composta pelo presidente Lauro Benigno (PC do B), o relator será José Gomes “Raquel” (PT) e o membro Diógenes Fernandes “Dólar” (PSD). Compõem ainda a Comissão a vereadora Neirimar Lima “Veinha” (PDT). 

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Foto [reprodução tarauacanews]

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Exame Nacional de Acesso ENA/Profmat em 2026 — Universidade Federal do Acre

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A Coordenação Institucional do Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional (PROFMAT/UFAC) divulga a lista de pedidos de matrícula deferidos pela Coordenação, no âmbito do Exame Nacional de Acesso 2026.

LISTA DE PEDIDO DE MATRÍCULA DEFERIDOS

1 ALEXANDRE SANTA CATARINA
2 CARLOS KEVEN DE MORAIS MAIA
3 FELIPE VALENTIM DA SILVA
4 LUCAS NASCIMENTO DA SILVA
5 CARLOS FERREIRA DE ALMEIDA
6 ISRAEL FARAZ DE SOUZA
7 MARCUS WILLIAM MACIEL OLIVEIRA
8 WESLEY BEZERRA
9 SÉRGIO MELO DE SOUZA BATALHA SALES
10 NARCIZO CORREIA DE AMORIM JÚNIOR

Informamos aos candidatos que as aulas terão início a partir do dia 6 de março de 2026, no Bloco dos Mestrados da Universidade Federal do Acre. O horário das aulas será informado oportunamente.

Esclarecemos, ainda, que os pedidos de matrícula serão encaminhados ao Núcleo de Registro e Controle Acadêmico da UFAC, que poderá solicitar documentação complementar.



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Linguagem e Identidade — Universidade Federal do Acre

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Linguagem e Identidade — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Letras: Linguagem e Identidade (PPGLI) da Ufac chega aos 20 anos com um legado consolidado na formação de profissionais da educação na Amazônia. Criado em 2005 e com sua primeira turma de mestrado iniciada em 2006, o PPGLI passou a ofertar curso de doutorado a partir de 2019. Em 2026, o programa contabiliza 330 mestres e doutores titulados, muitos deles com inserção em instituições de ensino e pesquisa na região.

Os dados mais recentes apontam que 41% dos egressos do PPGLI atuam como docentes na própria Ufac e no Instituto Federal do Acre (Ifac), enquanto 39,4% contribuem com a educação básica. Com conceito 5 na avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) no quadriênio 2017-2020, o PPGLI figura entre os melhores da região Norte.

“Ao longo dessas duas décadas, o programa de pós-graduação em Linguagem e Identidade destaca-se pela excelência acadêmica e pela forte relevância social”, disse a reitora Guida Aquino. “Sua trajetória tem contribuído de forma decisiva para a produção científica e cultural, especialmente no campo dos estudos sobre linguagens e identidades, fortalecendo o compromisso da Ufac com formação qualificada, pesquisa e transformação social.”

O coordenador do programa, Gerson Albuquerque, destacou que, apesar de recente no contexto da pós-graduação brasileira, o PPGLI promove uma transformação na educação superior da Amazônia acreana. “Nesses 20 anos, o PPGLI foi responsável não apenas pela formação de centenas de profissionais altamente qualificados, mas por inúmeras outras iniciativas e realizações que impactam diretamente a sociedade.”

Entre essas ações, Gerson citou a implementação de uma política linguística pioneira que possibilitou o ingresso e permanência de estudantes indígenas e de outras minorias linguísticas, além do protagonismo de pesquisadores indígenas em projetos voltados ao fortalecimento de suas culturas e línguas. “As ações do PPGLI transcenderam os limites acadêmicos, gerando impactos sociais, culturais e econômicos significativos”, opinou. “O programa contribui para a construção de uma sociedade mais inclusiva e consciente de sua riqueza linguística e cultural.”

Educação básica, pesquisa e projetos

Sobre a inserção dos egressos na educação básica, Gerson considerou que, embora a formação stricto sensu seja voltada prioritariamente ao ensino superior e à pesquisa, o alcance do PPGLI vai além. “Se analisarmos o perfil de nossos mestres e doutores, 72% atuam em instituições de ensino superior, técnico, tecnológico ou na educação básica. Isso atesta a importância do programa para a Amazônia e para a área de linguística e literatura, uma das que mais forma mestres e doutores no país.”

O professor também destacou a trajetória de 15 egressos que hoje se destacam em instituições de ensino, projetos de extensão e pesquisa, tanto no Brasil quanto no exterior. Para ele, esses exemplos ilustram a diversidade de atuações do corpo formado pelo programa, que inclui professores indígenas, pesquisadores em literatura comparada, especialistas em língua brasileira de sinais (Libras), artistas da palavra, autores de livros, lideranças educacionais e docentes em universidades peruanas.

A produção científica do PPGLI também foi ressaltada pelo coordenador, que apontou os avanços no quadriênio 2021-2024 como reflexo de um projeto acadêmico articulado com os desafios amazônicos. “Promovemos ações de ensino, pesquisa e extensão com foco na diversidade étnica, linguística e cultural. Nossas parcerias internacionais ampliam o alcance do programa sem perder o vínculo com as realidades locais, especialmente as regiões de fronteira com Peru e Bolívia.”

Entre os destaques estão as políticas afirmativas, a produção de material didático bilíngue para escolas indígenas, a inserção em redes de pesquisa e eventos científicos, a publicação de livros e dossiês temáticos e a atuação dos docentes e discentes em comunidades ribeirinhas e florestais.

Para os próximos anos, o desafio, segundo Gerson, é manter e ampliar essas ações. “Nosso foco está no aprimoramento das estratégias de educação inclusiva e no fortalecimento do impacto social do Programa”, afirmou. Para marcar a data, o PPGLI irá realizar um seminário comemorativo no início de fevereiro de 2026, além de uma série de homenagens e atividades acadêmico-culturais ao longo do ano.

 



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Ufac lança nova versão do SEI com melhorias e interface moderna — Universidade Federal do Acre

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Ufac lança nova versão do SEI com melhorias e interface moderna — Universidade Federal do Acre

A Ufac realizou a solenidade de lançamento da nova versão do Sistema Eletrônico de Informações (SEI), que passa a operar na versão 5.0.3. A atualização oferece interface mais moderna, melhorias de desempenho, maior segurança e avanços significativos na gestão de documentos eletrônicos. O evento ocorreu nesta segunda-feira, 12, no auditório da Pró-Reitoria de Graduação.

A reitora Guida Aquino destacou a importância da modernização para a eficiência institucional. Ela lembrou que a primeira implantação do SEI ocorreu em 2020, antes mesmo do início da pandemia, permitindo à universidade manter suas atividades administrativas durante o período de restrições sanitárias. “Esse sistema coroou um momento importante da nossa história. Agora, com a versão 5.0, damos mais um passo na economia de papel, na praticidade e na sustentabilidade. Não tenho dúvida de que teremos mais celeridade e eficiência no nosso dia a dia.” 

Ela também pontuou que a universidade está entre as primeiras do país a operar com a versão mais atual do sistema e reforçou o compromisso da gestão em concluir o mandato com entregas concretas. “Trabalharei até o último dia para garantir que a Ufac continue avançando. Não fiz da Reitoria trampolim político. Fizemos obras, sim, mas também implementamos políticas. Digitalizamos assentamentos, reorganizamos processos, criamos oportunidades para estudantes e servidores. E tudo isso se comunica diretamente com o que estamos lançando hoje.” 

Guida reforçou que a credibilidade institucional conquistada ao longo dos anos é resultado de um esforço coletivo. “Tudo o que fiz na Reitoria foi com compromisso com esta universidade. E farei até o último dia. Continuamos avançando porque a Ufac merece.”

Mudanças e gestão documental

Responsável técnico pela atualização, o diretor do Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI), Jerbisclei de Souza Silva, explicou que a nova versão exigiu mudanças profundas na infraestrutura de servidores e bancos de dados, devido ao crescimento exponencial de documentos armazenados.

“São milhões de arquivos em PDF e externos que exigem processamento, armazenamento e desempenho. A atualização envolveu um trabalho complexo e minucioso da nossa equipe, que fez tudo com o máximo cuidado para garantir segurança e estabilidade”, explicou. Ele ressaltou ainda que o novo SEI já conta com recursos de inteligência artificial e apresentou melhora perceptível na velocidade de navegação.

O coordenador de Documentos Eletrônicos e gestor do SEI, Márcio Pontes, reforçou que a nova versão transforma o sistema em uma ferramenta de gestão documental mais ampla, com funcionalidades como classificação, eliminação e descrição de documentos conforme tabela de temporalidade. “Passamos a ter um controle mais efetivo sobre o ciclo de vida dos documentos. Isso representa um avanço muito importante para a universidade.” Ele informou ainda que nesta quinta-feira, 15, será realizada uma live, às 10h, no canal UfacTV no YouTube, para apresentar todas as novidades do sistema e tirar dúvidas dos usuários.

A coordenação do SEI passou a funcionar em novo endereço: saiu do pavimento superior e agora está localizada no térreo do prédio do Nurca/Arquivo Central, com acesso facilitado ao público. Os canais de atendimento seguem ativos pelo WhatsApp (68) 99257-9587 e e-mail sei@ufac.br.

Também participaram da solenidade o pró-reitor de Planejamento, Alexandre Hid; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; e a pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino.

 



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