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Conor McGregor, estrela do MMA, condenado em tribunal civil por estupro

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Nikita Hand, saindo do tribunal, em Dublin, 22 de novembro de 2024.

O irlandês Conor McGregor, estrela mundial das artes marciais mistas (MMA), foi condenado, sexta-feira, 22 de novembro, pelos tribunais irlandeses a pagar quase 250 mil euros de indemnização a Nikita Hand, mulher que o acusou de a ter violado no dia 9 de dezembro. 2018.

McGregor, 36 anos, foi acusado de “brutalmente estuprada e espancada” o queixoso num quarto de hotel em Dublin. Por sua vez, afirmou que a relação sexual foi consensual. Esta mulher de 35 anos começou a chorar quando o veredicto foi anunciado, enfatizando depois aos meios de comunicação que este julgamento tinha sido para ela “um pesadelo”. “Espero que minha história mostre que você precisa falar abertamente, mesmo que tenha medo. Fale, você tem voz e continue lutando por justiça”.ela insistiu.

Apelidado de “The Notorious”, Conor McGregor é uma das estrelas mundiais do Ultimate Fighting Championship (UFC), a mais famosa e lucrativa liga de MMA. Ele é conhecido por seu temperamento agressivo e provocador, e já foi acusado diversas vezes de agressão sexual e violência em diversos países.

Após este julgamento que durou cerca de dez dias, o Tribunal Superior de Dublin condenou-o a pagar 248.603,60 euros a Nikita Hand, uma quantia que inclui nomeadamente despesas médicas. Mmeu Hand acusou a estrela das artes marciais de prendê-la na cama e estrangulá-la três vezes antes de estuprá-la. No depoimento, ela disse que “congelado” e pensando que nunca mais veria a filha.

A queixosa também acusou um amigo de McGregor, James Lawrence, de a ter agredido sexualmente no mesmo hotel, mas não obteve sucesso nesta questão. Os dois homens, o queixoso, que era cabeleireiro, e um dos seus colegas deram uma festa neste hotel na noite e na manhã do incidente, consumindo álcool e cocaína.

Conor McGregor estava no tribunal com sua família e sua noiva, Dee Devlin. Durante o julgamento, seus advogados acusaram Nikita Hand de tentar “extorquir” dinheiro.

Várias investigações de agressão sexual

Conor McGregor fora do tribunal em Dublin, Irlanda, sexta-feira, 22 de novembro de 2024. Conor McGregor fora do tribunal em Dublin, Irlanda, sexta-feira, 22 de novembro de 2024.

O ex-campeão peso pena e peso leve não luta no octógono desde julho de 2021 devido a uma lesão na perna. Sua retomada, prevista para junho, foi adiada. Em 2020, o irlandês foi o atleta mais bem pago do mundo segundo a revista Forbescom 170 milhões de euros em ganhos.

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Ele foi investigado por agressão sexual durante um jogo das finais da NBA de 2023 em Miami, que não resultou em acusações. Conor McGregor também foi alvo de reclamação na Córsega em 2020 por tentativa de agressão sexual e exibição sexual, demitido “por crime insuficientemente caracterizado”. Ele também já havia sido implicado em dois ataques nos Estados Unidos.

No caso de Nikita Hand, a promotoria decidiu abandonar o processo criminal contra Conor McGregor, segundo ele, por falta de provas suficientes para obter a condenação. A queixosa indicou que se sentia “absolutamente devastado” por esta decisão e “abandonado”de acordo com a mídia pública RTE. No dia seguinte aos acontecimentos, ela teve de ser levada de ambulância para uma unidade especializada em violência sexual num hospital de Dublin.

Traumas físicos e psicológicos foram observados durante seu exame, incluindo hematomas graves nos pulsos e dores no pescoço. Desde então, Nikita Hand largou o emprego e não conseguiu voltar a trabalhar, relatou ela. Ela diz que não tinha condições de pagar consultas com psicólogo.

O mundo com AFP

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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose-interna.jpg

A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



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Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.

A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.

Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.

A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.

O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”

O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”

A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.

 



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