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continuação da violência apesar do toque de recolher

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A situação permaneceu tensa na sexta-feira, 11 de outubro, na Martinica, apesar do estabelecimento de um toque de recolher noturno, num contexto de protestos contra o elevado custo de vida. Durante toda a noite, de quinta para sexta-feira, a polícia tentou conter os manifestantes que ergueram dezenas de bloqueios de estradas em toda a ilha francesa das Antilhas.

De acordo com uma fonte da província da Agence France-Presse (AFP), trinta e duas prisões foram feitas e doze ferimentos leves foram relatados entre os policiais. Cerca de 150 veículos foram queimados, incluindo os de uma locadora, e quatorze estabelecimentos comerciais foram incendiados. Os poucos quilómetros de estrada que separam Le Lamentin de Fort-de-France parecem constituir o centro dos confrontos. Foi nesta estrada que morreram instantaneamente na noite de quinta-feira duas pessoas que viajavam na direção errada sem capacete e que colidiram com um carro.

Desde Setembro, a Martinica tem sido tomada por uma mobilização contra o elevado custo de vida lançada por um movimento denominado Rally para a Protecção dos Povos e Recursos Afro-Caribenhos (RPPRAC), que degenerou em violência urbana. Estes parecem ter ultrapassado um marco desde a noite de quarta para quinta-feira, com numerosos episódios de saques e atos de vandalismo que continuaram durante a noite de quinta para sexta-feira, apesar do toque de recolher às 21h00.

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Reabertura do aeroporto

Em Carbet, a única farmácia da aldeia pegou fogo. Na nacional 2, que liga as cidades da costa norte do Caribe a Fort-de-France, muitos cruzamentos ainda estavam cheios de escombros carbonizados, cicatrizes das barragens instaladas durante a noite. A meio do dia, um correspondente da AFP contou cerca de dez pilhas de fumo que obstruíam parcialmente a estrada entre o centro da cidade de Fort-de-France e o campus universitário, localizado na cidade vizinha de Schoelcher.

Por outro lado, o aeroporto de Fort-de-France reabriu na manhã de sexta-feira com a aterragem de um primeiro voo proveniente da República Dominicana pouco depois das 10h00 (16h00 em Paris), depois de ter tido de encerrar na véspera, devido à intrusão. nas pistas de uma centena de manifestantes. Oito pessoas foram presas na sequência desta invasão, apurou a AFP junto de uma fonte policial. A intrusão, num contexto de rumores de reforços policiais negados pela prefeitura, provocou o desvio para Guadalupe de três aviões e mais de 1.000 passageiros. Esses passageiros deveriam partir para a Martinica à tarde, informou a prefeitura de Guadalupe em comunicado à imprensa. Alguns deles passaram a noite em camas de campanha num ginásio de Pointe-à-Pitre transformado em centro de alojamento, notou um jornalista da AFP.

Escolas fechadas e plano em branco no CHU

A prefeitura da Martinica anunciou a proibição de manifestações e reuniões até segunda-feira. Já fechadas na quinta-feira, escolas permaneceram fechadas na sexta-feira “dada a incerteza do contexto social atual”segundo a reitoria. O Hospital Universitário da Martinica anunciou quinta-feira o acionamento de um plano branco e as farmácias da ilha declararam “não é mais capaz de fornecer serviços de emergência”.

Sem que fosse possível estabelecer uma ligação com os tumultos, o corpo sem vida de um homem crivado de balas foi encontrado na tarde de sexta-feira em Four-à-Chaux, um bairro operário de Lamentin, informou a prefeitura num comunicado de imprensa. Durante a noite de quarta para quinta-feira, um homem de 20 anos morreu durante um saque a um centro comercial, segundo a mesma fonte, e outro, de 30 anos, foi “gravemente ferido por tiro”segundo fonte policial.

O movimento contra o alto custo de vida, tema recorrente nos territórios ultramarinos, foi lançado no início de setembro pelo RPPRAC, que exige um alinhamento dos preços dos produtos alimentares em França, apresentados 40% mais caros na Martinica. Foram organizadas várias mesas redondas que reuniram serviços do Estado, autoridades locais, agentes económicos e o RPPRAC, sem resultados positivos até ao momento.

O mundo com AFP

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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre

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1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (2).png

O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.

Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.

A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.

As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

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Organização

A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (4).png



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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre

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Ufac no 76º Congresso Nacional de Botânica-2026 (2)x.png

A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.

Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.

Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.

Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.

Herbário

O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.

Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.

A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.



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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.

A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.

Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.

Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”

A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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