POLÍTICA
Contradições de Collor fazem Alexandre de Moraes a…
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10 meses atrásem
Matheus Leitão
As contradições de Fernando Collor sobre problemas de saúde que o impediriam de cumprir a pena de mais de 8 anos, imposta pelo Supremo Tribunal Federal em regime fechado, fizeram o ministro Alexandre de Moraes fechar o cerco em torno do ex-presidente.
O magistrado determinou que o político alagoano apresente em até 48 horas “a íntegra dos exames realizados, inclusive os exames de imagens, bem como esclareça a inexistência de procedimentos realizados no período de 2019 a 2022, indicativos e relacionados à doença de Parkinson“.
Enquanto a defesa de Collor alega que, aos 75 anos, ele enfrenta graves problemas de saúde, incluindo doença de Parkinson, apneia do sono grave e transtorno afetivo bipolar, o que tornaria sua presença em um presídio perigosa, o próprio ex-presidente disse que não tem doenças e não faz uso de medicamentos de uso contínuo.
Condenado pelo STF por corrupção na BR Distribuidora (entenda as acusações contra ele aqui), Collor foi ouvido na audiência de custódia e aparentemente esqueceu de todas as doenças graves que sofre, algo lembrado somente por seus defensores.
Alexandre de Moraes, então, solicitou todo tipo de documento comprobatório, “inclusive prontuário e histórico médico, bem como os exames anteriormente realizados”, e depois decretou sigilo nesses documentos para não constranger o ex-presidente.
O ministro resolveu ir ao fundo do poço sobre o estado de saúde de Collor antes de decidir se o político deve ou não cumprir a pena em prisão domiciliar, como pedem seus advogados.
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A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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10 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.
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