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Cop29 ao vivo: negociadores trabalham dia e noite enquanto a cúpula se aproxima do clímax | Cop29
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1 ano atrásem
Matthew Taylor
Enquanto esperamos pelo início do nono dia, vale a pena relembrar o resumo final de ontem, quando o sentimento predominante dos negociadores era de frustração, pois o progresso continuava a revelar-se ilusório. Esperemos por mais notícias positivas hoje.
Resumo de encerramento de ontem:
No início do oitavo dia, as negociações climáticas entraram na fase conhecida como “vale da morte”
Levantar fundos para financiar a luta contra o clima é viável, dizem economistas da minha colega Fiona Harvey
Cop foi impulsionado quando o G20 reafirmou a transição dos combustíveis fósseis, embora alguns achassem que a reunião do Brasil poderia ter ido muito mais longe
A análise mostrou que centenas de lobistas para a agricultura industrial estavam participando do Cop29 Cimeira do Clima em Baku
Reino Unido, Nova Zelândia e Colômbia unem-se à coalizão para eliminar gradualmente os subsídios aos combustíveis fósseis
Longe de Cop29 os meus colegas do Guardian elaboraram um artigo impressionante que descreve as consequências reais da escalada da crise climática no mundo. Delinear a extensão do aumento das temperaturas e das chuvas mais extremas é uma leitura essencial – e um lembrete claro da razão pela qual é necessária uma acção rápida para reduzir rapidamente as emissões.
Patrick Greenfield
Argentina permanecerá no acordo de Paris, diz ministro das Relações Exteriores
É dia nove no Cop29 negociações em Baku e o enxame de delegados começou a diminuir. As filas da manhã não são tão longas. Negociadores cansados têm trabalhado até altas horas da noite, à medida que a cimeira do clima atinge um crescendo.
Uma delegação que não estará presente no final da Cop29 é a Argentina, que retirou os seus representantes após apenas três dias. O país sul-americano, liderado pelo negacionista do clima Javier Milei, disse que estava a considerar abandonar o acordo de Paris depois de tomar a decisão. Houve rumores de que o país deveria anunciar sua saída dentro de alguns dias, especialmente quando Milei se tornou o primeiro líder mundial a se encontrar com Donald Trump desde sua reeleição.
Mas agora, o ministro das Relações Exteriores do país, Gerardo Werthein, disse que eles vão ficar. Falando com O Observadordisse que o país estava simplesmente reavaliando a sua posição, visto que discordava de partes do acordo de Paris. Mas a Argentina não abandonará o acordo, disse ele.
Na semana passada, os observadores questionaram-se, em privado, se o libertário que empunhava a motosserra não se teria simplesmente mostrado para chamar a atenção dos seus fãs no estrangeiro. Milei – um dos líderes mundiais mais prolíficos no X – tem repostado memes insinuando que pretendia bloquear a menção às alterações climáticas nas declarações do G20, mas acabou por não o fazer.
A decisão da semana passada de destituir os seus representantes começou a ter consequências para os delegados da sociedade civil que por vezes obtêm a sua acreditação nos seus países de origem.
Tais Gadea Lara, repórter climática da Argentina, postou fotos no mídia social de representantes da sociedade civil que tiveram seu acesso cancelado devido à saída da Argentina da Cop29. Outras delegações estão a ajudá-los, relata ela, mas é um lembrete da vasta rede de pessoas que comparecem a estas cimeiras, todas trabalhando para a mesma coisa.
Bom dia. Dia nove às Cop29 e estaremos acompanhando todos os desenvolvimentos aqui. Meu nome é Matthew Taylor, envie-me suas idéias e sugestões para matthew.taylor@theguardian.com
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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