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COP29: Indígenas firmam aliança para fortalecer cooperação – 13/11/2024 – Ambiente

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Jorge Abreu

Lideranças indígenas do Brasil, da Austrália e das ilhas do Pacífico anunciaram uma aliança inédita por meio de suas organizações, nesta quarta-feira (13), na conferência do clima da ONU (Organização das Nações Unidas), a COP 29, em Baku, Azerbaijão.

Inspirada na estrutura da troica das presidências das COPs, a aliança tem como missão assegurar que as pautas e os interesses das populações originárias sejam priorizados nas negociações climáticas, além de manter uma coordenação contínua para as edições seguintes da conferência.

O novo grupo de articulação internacional é formado pela Coiab (Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira), a Organização dos Povos Indígenas da Austrália e a Rede de Ação Climática das Ilhas do Pacífico.

Em nota divulgada à imprensa, a troica indígena manifestou preocupação com os recentes acordos firmados entre os anfitriões da conferência —os Emirados Árabes Unidos, em 2023, o Azerbaijão neste ano, e o Brasil, em 2025. Para o grupo, esses países não estão comprometidos com o fim do uso dos combustíveis fósseis.

“Isso vai na contramão do objetivo global de limitar o aquecimento a 1,5°C e contradiz diretamente a liderança climática que essas nações deveriam exercer”, diz trecho do comunicado.

O Brasil realizará no ano que vem a COP30 no Pará, um dos nove estados da Amazônia Legal, com a expectativa de reunir a maior participação de indígenas de todas as edições. Para 2026, o país cotado a sediar o evento é a Austrália, que deve contar com amplo apoio das ilhas do Pacífico.

Pela defesa da floresta amazônica e do oceano, considerados os maiores sumidores de gás carbônico do mundo, a troica indígena ressalta a importância dos povos originários na mitigação das mudanças climáticas.

Segundo a Coiab, os indígenas da amazônia brasileira são as pessoas que mais sofrem os efeitos da devastação do bioma provocados pelo garimpo, grilagem de terras, tráfico de drogas e de animais, desmatamento ilegal e queimadas.

Alana Manchineri, porta-voz da Coiab, afirma que a entidade representativa dos povos da amazônia tem uma atuação efetiva nos debates internacionais desde a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92 ou Eco-92), realizada no Rio de Janeiro em 1992.

A Coiab integra também o G9, grupo de coalizão dos nove países da Bacia da Amazônia criado durante a COP16 da Biodiversidade, promovida entre outubro e novembro em Cali, na Colômbia. Entre os pedidos iniciais do G9 estão a co-presidência indígena da COP30, em Belém (PA), e a demarcação de terras como medida de proteção dos biomas brasileiros.

“Sempre precisamos fazer incidência política na agenda internacional porque nossos direitos não estão garantidos e entendemos que os presidentes e chefes de Estado não têm apresentado, de fato, a solução que nós entendemos ser necessária para barrar as mudanças climáticas”, disse Manchineri à Folha.

No passado, 60% dos australianos negaram em referendo o reconhecimento dos aborígenes como primeiros habitantes do território, o que impediu a reformulação da Constituição para a criação de um órgão consultivo para lidar com temas relacionados aos indígenas do país e aos povos do Estreito de Torres no Parlamento.

Ao contrário de outras nações com histórias semelhantes, como o Canadá e a Nova Zelândia, a Austrália não reconheceu formalmente nem chegou a um tratado com os seus povos originários. Eles representam 3,8% da população total de 26 milhões do país, mas não são mencionados na Constituição, de 1901.

Também formam o grupo mais desfavorecido do país, segundo indicadores socioeconômicos, registrando altas e desproporcionais taxas de suicídio, violência doméstica e encarceramento, além da expectativa de vida cerca de oito anos menor do que a dos australianos não aborígenes.

Tuvalu, por sua vez, é um dos países mais afetados pelas mudanças climáticas e lidera o grupo formado pelas ilhas do Pacífico. Especialistas temem que o arquipélago possa ficar completamente submerso em 100 anos por causa do aumento do nível do mar.

Acordo bilateral de novembro de 2023 permitirá aos cidadãos de Tuvalu direito de residência permanente na Austrália, com acesso à educação, à saúde e ao trabalho. Esta foi a primeira vez que um país assumiu compromisso legal de ajuda à população de Tuvalu, em consideração à crise climática que o atinge.

Objetivos da troica indígena:

  • Estabelecer uma aliança global que represente povos indígenas e seus aliados

  • Ampliar a incidência indígena nos níveis internacional, nacional e local, unindo lutas

  • Pressionar as nações ricas para cumprirem suas responsabilidades no financiamento climático e aumentar o financiamento direto para iniciativas lideradas por povos indígenas

  • Encerrar a era dos combustíveis fósseis com uma transição energética justa

  • Atuar para que as metas climáticas dos países estejam alinhadas com o desafio de redução das emissões de gases de efeito estufa e de proteção da vida no planeta



Leia Mais: Folha

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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