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Coreia do Norte e do Sul prometem acordo de paz e fim de armas nucleares
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Na foto, o ditador da Coreia do Norte Kim Jong-un e o Presidente sul-coreano Moon Jae-in se abraçam, fazendo as pazes.
Após reunião, Kim Jong-un e Moon Jae-in dizem que tratado será assinado até fim do ano
O presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, e o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, anunciaram nesta sexta-feira (27) que concordaram em retirar todas as armas nucleares da península coreana. Eles também pretendem assinar um acordo de paz até o fim deste ano.
As Coreias do Sul e do Norte confirmam seu objetivo comum de alcançar através de uma completa desnuclearização, uma península coreana sem armas nucleares”, diz o comunicado assinado pelos dois líderes.
A declaração não especifica como funcionará este processo para a retirada das armas. No passado, os norte-coreanos já disseram que só poderiam abrir mão de suas armas nucleares quando os EUA tirassem seus 28 mil soldados da Coreia do Sul.
Os países afirmaram que pretendem envolver os Estados Unidos e a China para converter o atual armistício em um acordo de paz. Por terem participado da guerra, os EUA precisam participar e concordar com os termos do novo tratado.
Embora o conflito entre os dois lados tenha durado de 1950 a 1953, os dois países nunca assinaram um acordo de paz e estão tecnicamente em guerra. Os países também anunciaram que em agosto irão organizar uma nova reunião entre famílias separadas desde a guerra.
As declarações dos dois líderes foram recebidas com apoio na comunidade internacional. “A guerra da Coreia vai acabar!”, escreveu o presidente americano Donald Trump nas redes sociais.
Donald J. Trump ✔ @realDonaldTrump
KOREAN WAR TO END! The United States, and all of its GREAT people, should be very proud of what is now taking place in Korea!“Depois de um ano furioso de lançamento de mísseis e testes nucleares, um encontro histórico entre o Norte e o Sul está ocorrendo. Coisas boas estão acontecendo, mas só o tempo dirá”, afirmou ele.
O primeiro-ministro japonês Shinzo Abe disse ter conversado com Trump sobre o processo de desnuclearização e disse que seu país também quer ser incluído nas conversas. Ele disse esperar que Pyongyang tome medidas concretas para que retirar as armas da região.
Principais aliados do governo norte-coreano, Pequim e Moscou também elogiaram a medida e se colocaram a disposição para ajudar. “A China está disposta a continuar a ter um papel pró-ativo neste assunto”, disse em nota o Ministério de Relações Exteriores do país.
O líder da ditadura chinesa, Xi Jinping, recebeu até mesmo um elogio de Trump, em um momento no qual os dois países travam uma guerra comercial. “Não se esqueçam da importante ajuda que o meu grande amigo, o presidente Xi da China, deus aos Estados Unidos, principalmente na fronteira com a Coreia do Norte. Sem ele teria sido um processo muito mais logo e doloroso”, disse o americano.
Os russos prometeram ajudar na cooperação entre os dois países, em especial em questões de infraestrutura como energia e transporte ferroviário.
Os quatros países —Japão, EUA, China e Rússia— participaram da última rodada de conversas para por fim ao programa nuclear norte-coreana, que foi interrompida em 2008 sem chegar a um acordo.
ENCONTRO HISTÓRICO
De mãos dadas, Kim e Moon cruzaram nesta sexta-feira (27, noite de quinta no Brasil) a linha demarcatória na zona desmilitarizada na península Coreana para a primeira cúpula entre os países em 11 anos. Foi a primeira vez que o líder da ditadura norte-coreana entrou na Coreia do Sul desde o fim do conflito, em 1953.
Em encontro cheio de símbolos em Panmunjom, a vila de casas azuis que serve de sede às negociações intercoreanas, os dois se cumprimentaram às 9h20 (21h20 de quinta em Brasília), até que Kim puxou Moon de improviso para o lado norte-coreano para cruzar a linha de volta com ele.
“Fico feliz em conhecê-lo”, disse o presidente sul-coreano ao ditador. Ambos sorriram.
O encontro continuou em tom amistoso, com Kim até mesmo reconhecendo a precariedade da infraestrutura de seu país.
Depois que Moon afirmou que gostaria de visitar Pyongyang, o ditador norte-coreano respondeu dizendo que “isso seria bastante vergonhoso”, em uma referência a falta de condição das rodovias norte-coreanas.
Kim também disse que a delegação de seu país que visitou a Coreia do Sul durante a Olimpíada de Inverno voltou impressionada, em especial com o trem-bala do vizinho.
Após o encontro na fronteira, os líderes foram acompanhados por uma banda militar até a Casa de Paz, onde foi assinado o armistício de 1953. No livro de visitas, Kim escreveu: “Uma nova história começa agora, o ponto de partida de uma era de paz.”
“Estamos na linha de largada, onde uma nova história de paz, prosperidade e relações intercoreanas é escrita”, disse Kim, pedindo a Moon que não se repitam os erros de negociações passadas: “Em vez de criar resultados que não seremos capazes de manter, devemos ter resultados vindos de uma conversa franca sobre diferentes temas de interesse”.
“Espero que sejamos capazes de falar francamente e chegar a um acordo que dê um grande presente aos coreanos e às pessoas em todo o mundo que desejam a paz”, respondeu Moon.
Os dois então pousaram para fotografias e entraram em uma sala, onde iniciarem a etapa das negociações de portas fechadas. Imagens mostram que os dois, acompanhados das mulheres, chegaram a brindar com taças de champanhe.
O encontro deste 27 de abril é o ápice da distensão iniciada com um discurso de 1º de janeiro por Kim e continuada com a participação de atletas do Norte e de uma equipe mista na Olimpíada de Inverno no Sul, na qual Kim Yo-yong, irmã do ditador, assistiu à cerimônia de abertura. Ela também esteve presente ao encontro desta sexta.
O movimento segue-se a um 2017 em que o regime fez o mais potente de seus testes nucleares e lançou um míssil de alcance intercontinental, causando temor em Seul e levando os EUA a reforçarem suas tropas na região. Por Panmunjom/ AFP , Associated Press e Reuters
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Proint realiza atividade sobre trabalho com jovens aprendizes — Universidade Federal do Acre
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7 de maio de 2026A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint), da Ufac, promoveu um encontro com jovens aprendizes para formação e troca de experiências sobre carreira, tecnologia e inovação. O evento ocorreu em parceria com o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), em 28 de abril, no espaço de inovação da Ufac, campus-sede.
Os professores Francisco Passos e Marta Adelino conduziram a atividade, compartilhando conhecimentos e experiências com os estudantes, estimulando reflexões sobre o futuro profissional e o papel da inovação na construção de novas oportunidades. A instrutora de aprendizagem do CIEE, Mariza da Silva Santos, também acompanhou os participantes na ação, destacando a relação entre formação acadêmica e experiências no mundo do trabalho.
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Professora da Ufac faz visita técnica e conduz conferência em Paris — Universidade Federal do Acre
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5 de maio de 2026A professora do campus Floresta, Maria Cristina de Souza, que também é curadora do Herbário em Cruzeiro do Sul, esteve, de 9 a 15 de abril, no Museu de História Natural de Paris, representando a Ufac. Ela conduziu, em francês, conferência sobre a diversidade e a riqueza da região do Alto Juruá e realizou visita técnica, atualizando amostras das coleções de palmeiras (Arecaceae) do gênero Geonoma. As atividades tiveram apoio dos pesquisadores Marc Jeanson, Florent Martos e Marc Pignal.
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Artigo aborda previsão de incêndios florestais na Mata Atlântica — Universidade Federal do Acre
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30 de abril de 2026O professor Rafael Coll Delgado, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza, da Ufac, participou como coautor do artigo “Interações Clima-Vegetação-Solo na Predição do Risco de Incêndios Florestais: Evidências de Duas Unidades de Conservação da Mata Atlântica, Brasil”, o qual foi publicado, em inglês, na revista “Forests” (vol. 15, n.º 5), cuja dição temática foi voltada aos desafios contemporâneos dos incêndios florestais no contexto das mudanças climáticas.
O estudo também contou com a parceria das Universidades Federais de Viçosa (UFV) e Rural do Rio de Janeiro e foi desenvolvido no âmbito do Centro Integrado de Meteorologia Agrícola e Florestal, da Ufac, como resultado da dissertação da pesquisadora e geógrafa Ana Luisa Ribeiro de Faria, da UFV.
A pesquisa analisa a interação entre clima, solo e vegetação em unidades de conservação da Mata Atlântica, propondo dois novos modelos de índice de incêndio e avaliando sua capacidade preditiva sob diferentes cenários do fenômeno El Niño-Oscilação do Sul. Para tanto, foram integrados dados climáticos diários (2001-2023), índices de vegetação e seca, registros de focos de incêndio e estimativas de umidade do solo, permitindo uma análise dos fatores que influenciam a ocorrência de incêndios.
“O trabalho é fruto de cooperação entre três universidade públicas brasileiras, reforçando o papel estratégico dessas instituições na produção científica e no desenvolvimento de soluções aplicadas à gestão ambiental”, destacou Rafael Coll Delgado.