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Coreia do Sul evitará memorial da mina Sado no Japão – DW – 23/11/2024

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Coréia do Sul não participará de uma cerimônia memorial em novembro em Japão para homenagear pessoas submetidas a tempos de guerra trabalho forçado nas minas de ouro da Ilha do Sado, disse no sábado o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul, citando diferenças com Tóquio.

O Japão concordou em organizar um evento memorial todos os anos para homenagear as vítimas do trabalho forçado, em troca do consentimento de Seul para que a rede de minas do Sado fosse incluída no registo do Património Mundial da UNESCO.

O que Seul e Tóquio disseram?

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Sul disse que a Coreia do Sul decidiu “não comparecer à cerimónia em memória da mina do Sado, marcada para 24 de Novembro, tendo em conta várias circunstâncias que rodearam o evento”.

“Não houve tempo suficiente para reconciliar as posições divergentes entre as autoridades diplomáticas de ambos os países, tornando improvável que se chegue a um acordo mutuamente aceitável antes da cerimónia”, acrescentou, sem dar mais detalhes.

Masashi Mizobuchi, secretário assistente de imprensa do Ministério das Relações Exteriores do Japão, classificou a decisão sul-coreana de “decepcionante”.

Ele disse que o Japão manteve intensa comunicação com o lado sul-coreano, mas não deu detalhes sobre o que foi discutido.

Possíveis pontos de discórdia

As minas eram famosas pelo uso de trabalho forçado, incluindo o de trabalhadores sul-coreanos, dos quais cerca de 780 mil foram recrutados durante o domínio colonial do Japão em toda a península coreana, de 1910 a 1945, segundo dados de Seul.

Os historiadores sustentam que os trabalhadores coreanos foram submetidos a um tratamento muito mais severo do que os seus colegas japoneses.

No entanto, o Presidente sul-coreano, Yoon Suk-yeol, foi acusado internamente de não ter conseguido obter garantias adequadas do Japão de que iria realçar o sofrimento dos trabalhadores coreanos durante o evento.

Seul retirou as suas objecções à listagem da UNESCO “na condição de que o Japão implemente fielmente a recomendação… para reflectir a ‘história completa’ no local da Mina de Ouro do Sado”.

Também houve críticas na Coreia do Sul depois de Tóquio ter dito no início desta semana que Akiko Ikuina, vice-ministra parlamentar do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão, seria a representante do governo na cerimónia, segundo a agência de notícias Yonhap de Seul.

Ikuina é inaceitável para alguns sul-coreanos, pois visitou o Santuário Yasukuni – um local controverso na Coreia do Sul porque homenageia cerca de 1.000 criminosos de guerra japoneses, entre outros que morreram servindo o Japão.

  Minecarts em exposição
As minas são agora Patrimônio Mundial da UNESCOImagem: Yonhap/aliança de imagens

Tentativas de reaproximação

Desde que assumiu o cargo em 2022, Yoon tem focado em melhorar os laços com o Japão diante do Norte-coreano ameaça nuclear após anos de tensões relacionadas, em parte, com questões históricas.

A polémica em torno do acontecimento do Sado é, portanto, uma ocorrência rara nos últimos tempos.

Os dois países há muito que têm divergências sobre questões relacionadas com a ocupação japonesa, o que trouxe consigo casos de escravidão sexualentre outras coisas.

Os dois vizinhos do Leste Asiático também estão em desacordo sobre o questão da propriedade de algumas pequenas ilhas ao largo da costa oriental da Coreia do Sulconhecido como Dokdo em coreano e Takeshima em japonês.

A Ilha Sado está situada perto da cidade de Niigata, a noroeste de Tóquio.

tj/sms (AP, AFP)



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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