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Corrida de iates de Sydney a Hobart: LawConnect lidera após duas mortes em mau tempo que deixam a frota abalada | Corrida de iates de Sydney a Hobart

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Australian Associated Press

O Corrida de iates de Sydney a Hobart ficou cambaleando após a morte de dois marinheiros em condições climáticas adversas que forçaram um quinto da frota a se aposentar.

Supermaxi LawConnect estava no camarote na noite de sexta-feira para receber honras de linha pelo segundo ano consecutivo, depois que o rival Master Lock Comanche puxou o pino com danos na vela grande.

Sul-australiano Nick Smith, 65, e oeste australiano Roy Quaden, 55 anos foram mortos em incidentes separados na primeira noite de corrida de quinta-feira na costa de Nova Gales do Sul.

Smith, competindo em Bowline em seu quinto Sydney a Hobart, bateu a cabeça em um guincho depois de ser jogado através do iate ao ser atingido pela proa principal do barco.

Quaden foi atingido pela retranca – o grande mastro horizontal na parte inferior da vela grande – enquanto estava a bordo do Flying Fish Arctos.

Ambas as tripulações, que posteriormente se retiraram do evento e mancaram de volta à costa, realizaram RCP nos homens, mas não conseguiram salvá-los.

“É trágico. Você está esperando uma aventura… fazer algo realmente especial e algo assim acontecer”, disse David Jacobs, vice-comodoro do organizador da corrida, o Cruising Yacht Club da Austrália, em entrevista coletiva.

As mortes foram as primeiras na corrida de 628 milhas náuticas desde o evento de 1998, em que seis marinheiros perderam a vida em tempestades, o que levou a reformas em massa do protocolo de segurança.

Às 17h30 de sexta-feira, 22 iates da frota inicial de 104 pessoas haviam se retirado, citando uma série de problemas, incluindo ferimentos na tripulação, danos e problemas elétricos.

A Porco Rosso teve que recuperar um tripulante que foi lançado ao mar nas primeiras horas da manhã, na escuridão.

Jacobs disse que não houve consideração em cancelar a corrida.

“É um princípio fundamental das corridas de iates que, uma vez iniciada a regata, o capitão tem o direito e a obrigação de decidir se é seguro continuar”, disse ele.

“Temos uma estrutura complexa em torno da corrida para ajudar na segurança, se cancelarmos a corrida essa estrutura cai”.

Jacobs disse que Bowline e Flying Fish Arctos estavam lidando com ventos de 30-38 nós e mares de 2-3m.

Ele foi inflexível que os meteorologistas não alertaram os organizadores sobre o clima fatal, mas admitiu que as condições desempenharam um papel nos incidentes, que serão investigados.

“A previsão era de ventos fortes a ventos fortes”, disse Jacobs.

“O clima… esses barcos e essas tripulações estão acostumados, eles treinam, os barcos estão preparados, mas eram condições desafiadoras.”

Em uma entrevista pré-corrida, o capitão do LawConnect, Christian Beck, disse que o clima provavelmente traria as piores condições de Sydney a Hobart que ele já viu.

“Havia muita água no convés e abaixo”, disse Tony Mutter, membro da tripulação do LawConnect, em uma postagem nas redes sociais feita no mar.

Na noite de sexta-feira, parecia provável que LawConnect cruzasse a linha nas primeiras horas da manhã de sábado, bem abaixo do recorde da corrida de um dia, nove horas, 15 minutos e 24 segundos.

Estava cerca de 10 milhas náuticas à frente do Celestial V70 às 18h de sexta-feira.

Flying Fish Arctos, um barco de 50 pés com sede em NSW projetado para velejar ao redor do mundo, havia disputado 17 eventos anteriores de Sydney a Hobart.

Chegou a Jervis Bay na manhã de sexta-feira, enquanto Bowline era escoltado pela polícia até Batemans Bay.

Master Lock Comanche retirou-se da corrida de 63 nm ao largo de Green Cape na madrugada de sexta-feira enquanto liderava a frota.

Foi a primeira vez que o campeão de honras de linha quádrupla, um dos iates monocascos mais impressionantes do mundo, se aposentou em suas nove edições da regata.

Comanche estava perseguindo a expiação no ano passado, quando LawConnect conquistou honras de linha por 51 segundos em uma batalha olho por olho no rio Derwent.



Leia Mais: The Guardian

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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2026.09.30 Reunião Consu-Ufac (2).JPG

O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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