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Crédito é chave para crescimento da energia solar no país – 10/11/2024 – Seminários Folha

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Condição climática favorável, geografia privilegiada e busca de economia na conta mensal são alguns dos fatores que vêm contribuindo para que a energia solar viva um momento de enorme crescimento no Brasil.

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), mais da metade da capacidade elétrica adicionada à matriz do país até agosto veio de fontes solares. Além disso, superou-se a marca de 2 milhões de sistemas fotovoltaicos instalados em telhados, fachadas e pequenos terrenos.

Apesar das diferentes motivações, posso afirmar que existe um fator essencial que contribui para o aumento no número de aparelhos instalados: a possibilidade de financiamento para geração de energia solar.

Mesmo com o recente barateamento das tecnologias e equipamentos, o custo médio de um sistema fotovoltaico ainda é alto para a maioria dos consumidores.

O financiamento, portanto, surge como solução fundamental. Ele amplia o poder de compra do consumidor, permitindo que a aquisição do sistema seja acessível, sem comprometer o orçamento familiar ou empresarial.

O impacto pode ser medido em números. Em 2022, o volume de financiamentos cresceu 79%, alcançando R$ 35,1 bilhões, de acordo com a consultoria Clean Energy Latin America (Cela).

Além de permitir a aquisição de sistemas fotovoltaicos sem o endividamento, o modelo traz outras vantagens. Isso porque tende a estruturar as parcelas de forma que sejam equivalentes ao valor economizado mensalmente na fatura.

É quase uma simples substituição da conta de energia elétrica por uma parcela de financiamento. Em outras palavras, permite ao consumidor trocar uma despesa fixa e recorrente por um investimento que trará benefícios ao longo dos anos.

Com o tempo médio de pagamento de cinco anos e uma garantia de 25 anos coberta pelas fábricas dos painéis, estamos falando de pelo menos duas décadas de economia direta no bolso. Na prática, então, a substituição de um custo infinito (a conta de luz) por um finito e previsível (as parcelas) transforma o financiamento em ferramenta estratégica tanto para consumidores quanto para o crescimento do setor.

Há de se destacar ainda que a instalação de sistemas solares agrega valor aos imóveis, uma vez que oferece a redução, ou eliminação, de uma despesa fixa para futuros compradores ou locatários. Além disso, a escolha por esse abastecimento tende a transformar um espaço muitas vezes subutilizado, como o telhado, em uma fonte de retorno financeiro.

Diante de todo o panorama, o financiamento é peça-chave na desburocratização do acesso à energia solar. Em cenário de crescimento contínuo e com políticas de incentivo cada vez mais fortes, as soluções financeiras desempenham um papel essencial para manter o mercado em expansão.

Estamos diante de uma oportunidade única de se consolidar como referência global em energia limpa, e o crédito é o caminho para que mais consumidores possam fazer parte dessa transição.



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Proint realiza atividade sobre trabalho com jovens aprendizes — Universidade Federal do Acre

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Proint realiza atividade sobre trabalho com jovens aprendizes — Universidade Federal do Acre

A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint), da Ufac, promoveu um encontro com jovens aprendizes para formação e troca de experiências sobre carreira, tecnologia e inovação. O evento ocorreu em parceria com o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), em 28 de abril, no espaço de inovação da Ufac, campus-sede.

Os professores Francisco Passos e Marta Adelino conduziram a atividade, compartilhando conhecimentos e experiências com os estudantes, estimulando reflexões sobre o futuro profissional e o papel da inovação na construção de novas oportunidades. A instrutora de aprendizagem do CIEE, Mariza da Silva Santos, também acompanhou os participantes na ação, destacando a relação entre formação acadêmica e experiências no mundo do trabalho.

 



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Professora da Ufac faz visita técnica e conduz conferência em Paris — Universidade Federal do Acre

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Professora da Ufac faz visita técnica e conduz conferência em Paris — Universidade Federal do Acre

A professora do campus Floresta, Maria Cristina de Souza, que também é curadora do Herbário em Cruzeiro do Sul, esteve, de 9 a 15 de abril, no Museu de História Natural de Paris, representando a Ufac. Ela conduziu, em francês, conferência sobre a diversidade e a riqueza da região do Alto Juruá e realizou visita técnica, atualizando amostras das coleções de palmeiras (Arecaceae) do gênero Geonoma. As atividades tiveram apoio dos pesquisadores Marc Jeanson, Florent Martos e Marc Pignal.

 



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Artigo aborda previsão de incêndios florestais na Mata Atlântica — Universidade Federal do Acre

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Artigo aborda previsão de incêndios florestais na Mata Atlântica — Universidade Federal do Acre

O professor Rafael Coll Delgado, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza, da Ufac, participou como coautor do artigo “Interações Clima-Vegetação-Solo na Predição do Risco de Incêndios Florestais: Evidências de Duas Unidades de Conservação da Mata Atlântica, Brasil”, o qual foi publicado, em inglês, na revista “Forests” (vol. 15, n.º 5), cuja dição temática foi voltada aos desafios contemporâneos dos incêndios florestais no contexto das mudanças climáticas.

O estudo também contou com a parceria das Universidades Federais de Viçosa (UFV) e Rural do Rio de Janeiro e foi desenvolvido no âmbito do Centro Integrado de Meteorologia Agrícola e Florestal, da Ufac, como resultado da dissertação da pesquisadora e geógrafa Ana Luisa Ribeiro de Faria, da UFV.

A pesquisa analisa a interação entre clima, solo e vegetação em unidades de conservação da Mata Atlântica, propondo dois novos modelos de índice de incêndio e avaliando sua capacidade preditiva sob diferentes cenários do fenômeno El Niño-Oscilação do Sul. Para tanto, foram integrados dados climáticos diários (2001-2023), índices de vegetação e seca, registros de focos de incêndio e estimativas de umidade do solo, permitindo uma análise dos fatores que influenciam a ocorrência de incêndios.

“O trabalho é fruto de cooperação entre três universidade públicas brasileiras, reforçando o papel estratégico dessas instituições na produção científica e no desenvolvimento de soluções aplicadas à gestão ambiental”, destacou Rafael Coll Delgado.

 



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