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Cremesp abre processo contra médicos após denúncia – 06/01/2025 – Mônica Bergamo

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O Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) abriu um processo ético-profissional para apurar supostas infrações de dois obstetras durante o parto de uma mulher cujo filho ficou com danos neurológicos permanentes.

A acusação contra os médicos Sérgio Conti Ribeiro e Camila Miyahara foi feita pela paciente Sarah Grossman Putersznyt, que deu à luz em outubro de 2023. Um inquérito policial foi aberto após ela ingressar com uma queixa-crime.

Sérgio, que é doutor pela USP (Universidade de São Paulo), acompanhou o pré-natal de Sarah, e Camila atuou como assistente dele no parto. Ao Cremesp, Sarah diz que os profissionais foram omissos e prestaram assistência inadequada. Ela afirma que a falta de monitoramento adequado do seu filho durante o parto e após o parto teria causado os danos neurológicos.

A abertura da sindicância, que pode inocentar ou resultar na cassação do registro profissional dos obstetras, foi votada em setembro do ano passado. A apuração confirmou a existência de indícios de que os dois cometeram infrações éticas e agiram de maneira negligente.

À Polícia Sarah acusa os médicos de violência obstétrica e psicológica, além de lesão corporal grave. Procurados, os profissionais negam qualquer irregularidade.

O filho de Sarah nasceu com asfixia, sem chorar, e teve que passar por procedimentos de reanimação. Ele foi encaminhado para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e intubado. Posteriormente, recebeu o diagnóstico de encefalopatia hipóxico-isquêmica, uma lesão no sistema nervoso central devido à falta de oxigenação.

O bebê recebeu alta após dois meses internado para seguir em atendimento domiciliar. Até hoje se alimenta por meio de uma sonda, tem problemas motores e necessita de cuidados constantes.

De acordo com o relatório preliminar do Cremesp, há indícios de que Sérgio induziu o parto de maneira precoce, além de não ter monitorado adequadamente o bem-estar do bebê.

“A falta da realização e da avaliação das cardiotocografias [exame que avalia o bem-estar do feto] durante o trabalho de parto e a falta do acompanhamento dos batimentos cardíacos, sugerem indícios de que o dr. Sérgio e a dra. Camila possam não ter avaliado adequadamente o bem-estar fetal e que eles podem ter agido de maneira negligente, deixando de utilizar os melhores meios de diagnóstico e tratamento”, afirma o documento.

A análise preliminar do Cremesp é a de que os médicos podem ter agido de maneira imprudente ao realizar um procedimento chamado amniotomia, que rompe a bolsa amniótica.

“A dra. Camila, ao realizar, e o dr. Sérgio, ao indicar a amniotomia precocemente e nesse momento desnecessariamente conjuntamente com a falta de outras cardiotocografias realizadas conforme preconiza a literatura médica, podem ter agido de maneira imprudente, deixando de se utilizar a melhor opção terapêutica em favor da paciente e seu concepto”, diz a autarquia.

Segundo o relatório, eles podem ter violado ao menos cinco artigos do Código Médico.

Na queixa-crime enviada à polícia, Sarah questiona o fato de Sérgio, após o parto, ter colocado o recém-nascido em seu colo para ser fotografado e filmado com a família. Segundo a versão dada no inquérito policial, Sérgio chamou os avós do bebê para fazer o registro na sala do parto. Os advogados que representam Sarah questionam se havia condições para que o filho tivesse sido entregue à mãe.

A defesa de Sérgio diz, em nota enviada à coluna, que ele “atuou em total consonância com as normas técnicas e ético-médicas indicadas à condição da paciente e lamenta que um caso médico, ainda em apuração preliminar pelas instâncias competentes, seja discutido na imprensa”.

“É de total interesse do dr. Sérgio, médico ginecologista e obstetra com mais de 30 anos de experiência, que os fatos sejam esclarecidos, por isso, ele tem colaborado de forma irrestrita com as autoridades envolvidas.”

A advogada de Camila diz que a médica atuou como assistente de Sérgio e que todas as condutas adotadas por ele “seguiram as normas em vigor e as melhores práticas médicas para garantir a segurança da paciente e do bebê”.

com IVAN FINOTTI (Interino), KARINA MATIAS, LAURA INTRIERI e MANOELLA SMITH


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critérios e avaliação em 2025

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critérios e avaliação em 2025

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As melhores seguradoras do Brasil se destacam pela capacidade de cumprir obrigações, atender aos clientes e oferecer soluções adequadas aos riscos das empresas. No entanto, não existe uma única resposta universal. A escolha depende de critérios técnicos, regulatórios e operacionais que variam conforme a necessidade do contratante.

Como identificar as melhores seguradoras do Brasil

As melhores seguradoras devem atender a requisitos objetivos. Primeiro, precisam estar autorizadas pela Superintendência de Seguros Privados (SUSEP). Em seguida, devem demonstrar capacidade financeira para cumprir as indenizações.

Além disso, indicadores como o volume de prêmios, o índice de sinistralidade e o nível de reclamações ajudam a avaliar o desempenho.

Critérios técnicos de avaliação

Para selecionar uma seguradora, a empresa deve considerar critérios específicos:

  • Solidez financeira: capacidade de pagamento de sinistros;
  • Especialização: atuação em ramos como garantia ou engenharia;
  • Estrutura operacional: atendimento e gestão de sinistros;
  • Conformidade regulatória: adequação às normas da SUSEP.

Além disso, a aderência ao tipo de risco é determinante. Por exemplo, empresas que contratam seguro empresarial precisam avaliar se a seguradora compreende o setor em que atuam.

Segmentos relevantes no mercado brasileiro

O mercado de seguros no Brasil se divide em diferentes segmentos. Cada um atende necessidades específicas:

  • Seguros patrimoniais e operacionais;
  • Seguros de responsabilidade civil;
  • Seguros de garantia;
  • Seguros de engenharia.

Nesse contexto, o seguro-garantia se destaca em contratos públicos e privados. Ele assegura o cumprimento de obrigações contratuais.

Por outro lado, o seguro de risco de engenharia cobre danos ocorridos durante a execução das obras. Assim, ele atende empresas que atuam em construção e infraestrutura.

Ranking e indicadores do setor

Os rankings variam conforme o critério utilizado. Alguns consideram o volume de prêmios, enquanto outros analisam a satisfação do cliente ou a solvência.

Por isso, a empresa deve evitar decisões baseadas apenas no posicionamento no ranking. Em vez disso, deve analisar dados consistentes e compatíveis com sua necessidade.

Além disso, relatórios da SUSEP e de entidades do setor oferecem informações confiáveis sobre desempenho e participação de mercado.

Como escolher a seguradora adequada

Para escolher entre as melhores seguradoras do Brasil, a empresa deve seguir um processo estruturado.

Primeiro, identificar os riscos que se deseja cobrir. Em seguida, comparar coberturas disponíveis. Depois, avaliar as condições contratuais, os limites e as exclusões.

Além disso, a análise deve incluir suporte técnico e capacidade de atendimento. Isso garante que a seguradora responda adequadamente em caso de sinistro.

Portanto, a escolha não depende apenas do custo, mas da capacidade de resposta e da aderência ao risco.

Papel das seguradoras na gestão de riscos empresariais

As melhores seguradoras do Brasil atuam como parte da estratégia de gestão de riscos das empresas. Elas oferecem cobertura e transferem os impactos financeiros decorrentes de eventos inesperados.

Além disso, ao contratar seguros adequados, a empresa reduz a exposição a perdas que podem afetar sua operação. Por isso, a escolha da seguradora influencia diretamente a continuidade do negócio.

Consequentemente, avaliar a capacidade técnica e financeira da seguradora torna-se um passo necessário para garantir proteção efetiva e previsibilidade operacional.

Como escolher entre as melhores seguradoras com foco em risco e cobertura

As melhores seguradoras do Brasil se definem pela capacidade de atender às necessidades específicas de cada empresa. Ao considerar critérios técnicos e regulatórios, é possível estruturar uma proteção alinhada aos riscos e garantir maior estabilidade operacional.




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