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Cresce presença de carteis de México e Colômbia no Brasil – 18/11/2024 – Cotidiano

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Sylvia Colombo

Um novo relatório que será divulgado nesta semana sobre as ações de segurança pública no Brasil aponta um intercâmbio cada vez maior das facções criminosas nacionais com grupos do exterior —principalmente de outros países da América Latina.

Feito em parceira entre o Diálogo Interamericano, a Fundação Fernando Henrique Cardoso e a Escola de Segurança Multidimensional do Instituto de Relações Internacionais da USP (Universidade de São Paulo) o estudo analisou as políticas públicas implementadas no país para a área, principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro. Também defende soluções para o problema que respeitem o Estado democrático de Direito.

O documento aponta o aumento da presença de carteis mexicanos, albaneses, colombianos e de outros países em território nacional. Apesar disso, faz uma ressalva que a situação da América do Sul é diferente daquela de México e América Central, que tem índices de violência mais altos e que sofrem há anos com essa presença de grupos de fora.

Segundo o estudo, que contou com o aporte de profissionais de diversas áreas, há uma mudança da presença dos grupos organizados na realidade brasileira.

Isso porque já existe no país zonas do território controladas por facções criminosas, com a prática da extorsão e presença do grupo na administração municipal. Essas táticas são tradicionalmente usadas pelos “maras” (gangues) da América Central e por cartéis e milícias do México.

Superintendente-executivo do Instituto Fernando Henrique Cardoso, o cientista político Sérgio Fausto cita como exemplo o caso do PCC (Primeiro Comando da Capital). Segundo ele, a facção tem passado por uma transformação de sua estrutura, adquirindo semelhanças com grupos criminosos transnacionais, que atuam para dominar territórios sem a presença do Estado.

Isso não era uma ação frequente do PCC até pouco tempo atrás, afirma Fausto.

Para o cientista político, “o discurso politicamente correto, em detrimento do debate sobre os recursos sobre como vencer essa situação, apenas favorece o crime”.

Ele defende que é necessária uma colaboração entre polícias, Forças Armadas e serviços de inteligência, com apoio de forças internacionais, para evitar que o Brasil não vire a Colômbia dos anos 1990 —quando o país era dominado por cartéis e guerrilhas de esquerda vinculadas ao narcotráfico. “Existe um amplo espectro em que o Estado Nacional de Direito pode e deve atuar para evitar o agravamento da situação.”

Apesar de ressaltar que as realidades dos dois países são distintas, Fausto destaca que a situação mostrava a fraqueza do Estado colombiano, que não tinha controle sobre determinadas regiões. O temor é que isso se repita no Brasil.

De acordo com levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e da Esfera Brasil citados no estudo, existem pelo menos 72 facções criminosas vinculadas ao narcotráfico atuando no país, especialmente no Rio e em São Paulo.

O relatório também cita preocupação com a região amazônica e com suas porosas fronteiras, que facilita a interação de facções criminosas brasileiras, colombianas, venezuelanas e até de outros continentes.

Em meio a isso, o relatório também aponta para o risco de grupos armados —ou seja, milícias— para um suposto combate ao crime organizado.

“Não dá para ter uma força com autoridade de lei que não pertença ao Estado”, diz à Folha Leandro Piquet Carneiro, coordenador da Escola de Segurança Multidimensional da USP. “Já vimos como isso fracassa em outros países”.

“A saída é trabalhar junto à Bolívia e ao Paraguai, aos países que abrigam essas facções, também ao norte, para incrementar os aparatos de controle deles, e de preparar nossas equipes para enfrentar um crime transnacional que se renova, e que hoje em dia vai, por exemplo, desde a cocaína até o streaming.”



Leia Mais: Folha

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V SIMECO — Universidade Federal do Acre

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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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