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Crítica Os Elementos de Marie Curie de Dava Sobel – a grande cientista que criou sua própria escola | Livros de biografia
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2 anos atrásem
Laura Spinney
MArie Curie realizou alguns de seus trabalhos mais inovadores sob um teto de vidro real e as partículas tóxicas que giravam sob ele acabaram por matá-la. O que Dava Sobel quer transmitir-nos neste relato descaradamente feminista da vida da grande mulher é que o metafórico tecto de vidro era igualmente tóxico para a sociedade sobre a qual estava preso.
Cada vez que a duas vezes ganhadora do Nobel tinha um novo adiantamento para anunciar ao mundo, ela tinha que implorar a um colega do sexo masculino para apresentá-lo à academia científica da França, que proibia as mulheres de entrar em suas fileiras. Esta regra rígida sobreviveu a Curie, prejudicando a sua filha Irène – outra ganhadora do Nobel – por sua vez, e quando uma mulher foi finalmente concedida como membro pleno, em 1979, Marie e Irène não só eram mais famosas do que a maioria dos homens. que os havia bloqueado, mas aquela primeira mulher deu-lhe afiliação como “Universidade Pierre e Marie Curie”, Paris.
A academia não podia sequer alegar que Marie estava na cola do marido, uma vez que Pierre tinha morrido tragicamente no início do casamento e ela conquistou grandes feitos – incluindo um segundo prémio Nobel – sozinha. Uma verdadeira cientista, ela nunca esteve realmente sozinha. Houve homens individuais – Pierre em primeiro lugar entre eles – que reconheceram o seu brilhantismo e cujo apoio a ela nunca vacilou. O físico Paul Langevin, seu amante por um breve período depois que ela ficou viúva, permaneceu leal muito depois de o caso e o escândalo que o acompanhou terem fracassado. Isso nós sabíamos. O que não era tão conhecido, e que Sobel traz à tona em sua nova biografia, é que Curie criou sua própria escola e que muitas das pessoas que ela orientou e colocou no caminho da proeminência eram mulheres. Cada uma dessas mulheres inspirou muitas outras, numa cascata radioativa que teria iluminado uma das queridas câmaras de nuvens de Irène.
Estas foram, necessariamente, carreiras pouco convencionais – e ainda mais inspiradoras por isso. É difícil imaginar uma jovem chegando hoje à França ou a qualquer país ocidental, como fez Marie Skłodowska em 1891, sem um tostão, sem diploma universitário, mal falando a linguagem local e ganhando um prêmio Nobel pouco mais de uma década depois – e o crédito deve ir para as instituições e indivíduos que tornaram isso possível. Houve mulheres que passaram pelo laboratório Curie cujas descobertas foram festejadas em todo o mundo antes de terem obtido o bacharelado, e muito menos o doutorado. Estas “filhas de laboratório” eram ferozmente leais a Curie, e quando a sua verdadeira filha mostrou uma promessa intelectual, ela montou uma versão da “universidade voadora” da qual tinha beneficiado na sua juventude na Varsóvia ocupada pela Rússia para ajudar a concretizar essa promessa. Irène foi educada em casa por alguns dos pensadores mais respeitados da sua geração. É assim que nascem as dinastias científicas.
Havia lacunas suficientes na tabela periódica no início do século XX para manter Curie no laboratório durante várias vidas, mas ela não hesitou em sair dela quando o mundo chamou. Tendo a Primeira Guerra Mundial criado uma demanda por unidades móveis de raios X, ela construiu as unidades e aprendeu a dirigir, depois recrutou a sempre disposta Irène como sua ajudante de campo. Se o livro tem um defeito, é que o mundo não recebe a mesma atenção aos detalhes que a brilhante ordenação dos elementos de Dmitri Mendeleev. Na primavera de 1919, a segunda filha saudável dos Curie, Ève, contraiu pneumonia dupla, aos 14 anos. Sobel não menciona que isso aconteceu no contexto de uma pandemia de gripe – um desastre que ceifou muito mais vidas do que o guerra.
No geral, porém, seu livro curto e bem ritmado consegue dissipar a poeira que gruda em alguns relatos desta mais famosa das vidas e torná-los frescos novamente. Suas explicações sobre a ciência permitem ao leitor compreender como um experimento levou logicamente ao próximo na busca por elementos e partículas radioativas, e confundir ou alegrar-se com os cientistas à medida que os resultados chegam. um vício, porque mesmo depois de saberem o quão tóxico era o seu espaço de trabalho, foram inevitavelmente atraídos de volta para ele.
Eles pagaram o preço. Também sabíamos disso, mas talvez não até que ponto. Num apêndice intitulado The Radioactivists, Sobel fornece biografias resumidas dos dramatis personae. É chocante a quantidade de pessoas que morreram devido aos efeitos da exposição à radiação – efeitos que por vezes foram reconhecidos na altura, por vezes apenas mais tarde – e é claro que não foram os únicos. Mas também houve inúmeras outras pessoas cujas vidas foram salvas ou prolongadas graças às descobertas de Curie – bem como as descobertas de muitas mulheres (e alguns homens) que, se não fosse por ela, nunca teriam visto o interior de um laboratório.
após a promoção do boletim informativo
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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre
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20 de outubro de 2026Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).
Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.
A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.
Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.
As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.
Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.
Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.
Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.
O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.
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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre
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19 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.
A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.
O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.
O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.
A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.
A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre
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17 de outubro de 2026A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.
A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.
A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.
Conscientização e prevenção
Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.
A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.
A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.
A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.
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