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Crítica The Shetland Way de Marianne Brown – a jornada de uma filha ao coração da crise climática | Livros de ciência e natureza
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2 anos atrásem
Stephanie Merritt
UMs com muitas memórias centradas na natureza dos últimos anos, a estreia de Marianne Brown, O jeito das Shetlandcomeça com perda pessoal. Começa no funeral de seu pai, Bill, em sua ilha natal, Shetland, um lugar que ela conhece apenas de relance; seus pais se separaram quando ela tinha dois anos e sua relação com o pai era caracterizada pela ausência, “sempre prometendo algo que nunca cumpriria”. Mas a sua ligação com as ilhas e com o seu falecido pai é forçada a uma intimidade acelerada; o funeral ocorre em fevereiro de 2020, à medida que a pandemia se espalha, e Brown se vê inesperadamente passando os meses de confinamento com seu parceiro e sua filha nas Shetland: “Confinamento em uma terra que reivindicou metade da minha genealogia, uma história e cultura que eu conhecia quase nada sobre.
Eles ficam na casa que Bill, um oleiro, construiu ao lado das ruínas da fazenda de seus avós, uma lembrança imediata e constante das complexas camadas de história escritas na própria paisagem das ilhas. Na década de 1970, a riqueza do petróleo mudou a sorte das Shetland, mas é impossível esquecer que a própria família de Brown, tal como a maioria dos seus vizinhos, está apenas a algumas gerações da vida precária dos arrendatários, à mercê do clima imprevisível, da deterioração das colheitas e lairds inescrupulosos, uma história relativamente recente de emigração e fome. Existe entre os ilhéus a consciência de que, apesar da presença de Sullom Voe, um dos maiores terminais petrolíferos da Europa, o “ouro negro” é um recurso finito; os mais progressistas voltaram a sua atenção para a única coisa que dificilmente faltará às Shetland: o vento.
Durante a sua estadia em confinamento, Brown toma conhecimento dos planos para construir um parque eólico onshore em grande escala com 103 turbinas, cada uma com 145 metros de altura, ao longo da espinha dorsal da ilha – um projecto que enfrentou desafios legais e oposição vocal da comunidade. Como jornalista ambiental, ela vê os argumentos conflitantes a favor e contra o parque eólico como um microcosmo do debate mais amplo sobre energia renovável, e se um impacto negativo na paisagem e na vida selvagem é justificado pelos ganhos a longo prazo de uma transição longe dos combustíveis fósseis . Dois anos depois, ela retorna às Shetland para investigar com mais profundidade a divisão comunitária.
após a promoção do boletim informativo
Brown enquadra explicitamente a primeira parte do livro em termos da “jornada do herói” do mitólogo Joseph Campbell (o arco narrativo de busca, transformação e retorno característico dos mitos e contos de fadas clássicos): “A notícia da morte de papai rompeu meu mundo familiar e me enviou me na direção de uma terra que, embora não desconhecida, me parecia incognoscível.” O seu relato desta viagem inicial ao mundo do seu pai para o seu funeral tem um tom pessoal, embora seja frequentemente interrompido por digressões sobre a literatura das Shetland, a vida selvagem, a geologia e o folclore, como se ela estivesse a manter a sua dor à distância. No entanto, há momentos comoventes e íntimos: encontrar o velho cachimbo do pai numa gaveta provoca uma onda de memórias de infância que ressoam de forma diferente desde a sua morte por cancro do pulmão. “Tantas coisas existiam neste pequeno cachimbo marrom, tão agradável em sua forma arredondada, tão mortal em seu efeito.”
Você sente que ela está em terreno mais seguro na segunda parte do livro, que é uma reportagem mais direta. Aqui, ela examina pesquisas em arquivos da imprensa local e artigos científicos, juntamente com entrevistas em primeira mão com atores-chave de ambos os lados da discussão – aqueles que afirmam que as turbinas destruirão habitats preciosos e aqueles que vêem isso como uma oportunidade para as ilhas compartilharem recursos sustentáveis. riqueza para o futuro. Ela é imparcial ao permitir que seus entrevistados apresentem seus argumentos e eventualmente conclui que a analogia da jornada de seu herói sempre foi o modelo errado: “Esta não era uma história sobre mim. Eu não era um herói imperfeito, um aventureiro enfrentando provações e testes, sozinho contra a adversidade.” Através de tudo isto está tecida a longa história dos recursos das ilhas e a sua vulnerabilidade à exploração; só um novo paradigma que coloque a comunidade acima do lucro pode quebrar esse ciclo.
O jeito das Shetland oferece uma visão fascinante de um lugar único que mantém o passado e o futuro numa tensão inquietante, escrito com clareza e enraizado num profundo afeto – não apenas pelas ilhas, mas pela terra mais ampla e pelos elementos dos quais todos dependemos.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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