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Cuba é atingida pelo segundo apagão nacional com a chegada do furacão Rafael | Cuba
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Ruaridh Nicoll in Havana and agencies
Rede elétrica nacional de Cuba sofreu um apagão em todo o país quando o furacão Rafael atingiu a costa sudoeste da ilha como um poderoso furacão de categoria 3.
Num breve comunicado divulgado na quarta-feira, a empresa nacional de energia do país, Union Eléctrica, disse: “Os fortes ventos causados pelo poderoso furacão Rafael causaram a desconexão do sistema eléctrico nacional. Protocolos de contingência foram aplicados.”
O Ministério da Energia e Minas havia dito anteriormente que seria realizada uma “desconexão controlada dos circuitos de energia” para evitar acidentes e cortes de energia.
O corte de energia ocorreu pouco antes de o Centro Nacional de Furacões dos EUA afirmar que a tempestade atingiu a província de Artemisa, no oeste de Cuba, trazendo consigo uma “onda de tempestade com risco de vida, ventos prejudiciais com força de furacão e inundações repentinas”.
O corte de energia e a tempestade de quarta-feira ocorreram três semanas depois que a ilha foi devastado pelo furacão Oscar em meio a um apagão nacional de quatro dias causado pela falha da maior usina de energia da ilha e pela escassez de combustível. Interrupções esporádicas continuaram desde então.
A interrupção gerou expressões de fúria em fóruns online, com muitos apontando que a rede elétrica de Cuba havia sobrevivido a furacões maiores no passado, como a tempestade de categoria 5 de 2017, Irma. Outros reclamaram que a energia já havia faltado em grande parte do país durante grande parte da semana passada.
“Este (anúncio) é obviamente para Havana, porque o resto das províncias não tem energia há dias”, comentou um deles.
Nove províncias do oeste e centro de Cuba, incluindo a capital, Havana, foram colocadas em alerta de ciclone. Mais de 70 mil pessoas foram evacuadas das suas casas, principalmente em Guantánamo, no leste, onde oito pessoas foram mortas pelo furacão Oscar no mês passado.
A tempestade parecia destinada a passar entre Soroa, uma pequena aldeia montanhosa, e Las Terrazas, um assentamento fundado como uma comunidade ideal logo após a revolução e designado como reserva da biosfera da Unesco.
“Acho que ninguém esperava chegar à categoria 3”, disse um agricultor que vive no caminho do furacão. “Não acho que todos estavam realmente prontos.”
Em Havana, a tempestade atingiu uma cidade em estado de abandono, ao som de ventos uivantes, chuvas fortes e queda de alvenarias. Rajadas de 115 km/h (71,6 mph) foram medidas no bairro de Casablanca, na orla da Baía de Havana.
O gabinete do presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, informou nesta terça-feira que estava mobilizando o conselho de defesa nacional, formado por militares, devido ao temporal. “Ativamos o conselho de defesa nacional para prestar a máxima atenção à passagem do furacão Rafael”, disse Díaz-Canel no X.
“Medidas foram tomadas em cada lugar para proteger nosso povo e recursos materiais”, acrescentou. “Como sempre fizemos desde a Revolução, superaremos esta situação.”
Na aldeia de Alquizar, cerca de 48 quilómetros a sudoeste de Havana, Liset Herrera, 57 anos, disse que não conseguiu acompanhar as notícias sobre Rafael “porque não há electricidade”.
O Departamento de Estado dos EUA instou os cidadãos a reconsiderarem qualquer viagem a Cuba.
Na terça-feira, a tempestade cortou a energia em partes da Jamaica e provocou inundações e deslizamentos de terra. Também foram relatados cortes de energia nas Ilhas Cayman após um impacto direto na noite de terça-feira, e as escolas permaneceram fechadas na quarta-feira.
“Embora as condições tenham melhorado em Grand Cayman, os residentes são aconselhados a exercer extrema cautela nas estradas e perto da costa, uma vez que o mar agitado e os riscos residuais de inundações podem persistir”, afirmou o governo num comunicado.
Os meteorologistas esperavam que Rafael enfraquecesse à medida que se deslocava para norte, em direção à costa do Golfo dos EUA, embora ainda se preveja que trará fortes chuvas para a Flórida e áreas próximas do sudeste dos EUA no final da semana.
O Centro Nacional de Furacões previu que tempestades na Flórida poderiam atingir 1-3 pés em Dry Tortugas – e 1-2 pés na parte inferior de Florida Keys.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre
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16 de junho de 2026
A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.
A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.
O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.
O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.
Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.
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Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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16 de junho de 2026A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.
A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.
Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.
A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.
O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”
O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”
A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.
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