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‘Israel continuará invadindo – com mais facilidade’: Gaza teme a presidência de Trump | Recursos Notícias
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Nos últimos 13 meses, Ahmed Jarad tem vivido com a vaga esperança de um dia poder regressar à sua casa em Beit Lahiya, uma aldeia no norte da Faixa de Gaza.
Mas na quarta-feira, como o ex-presidente dos EUA, Donald Trump declarou seu retorno triunfante à Casa Branca após uma disputa acirrada contra a vice-presidente Kamala Harris, Jarad disse que seu sonho de retornar à sua cidade natal, atualmente atacada por Israel e sua população isolada do sul, foi destruído.
O homem de 43 anos saiu de casa há exactamente um ano – em Novembro de 2023 – fugindo para al-Mawasi, a oeste de Khan Younis, no sul de Gaza. Um mês antes, Israel lançou sua guerra em Gaza depois Hamaso grupo político e militar que governa a Faixa, liderou um ataque a postos avançados do exército e aldeias no sul de Israel, deixando 1.139 mortos e levando mais de 250 cativos.
Desde então, Israel tem submetido Gaza a bombardeamentos e invasões terrestres quase implacáveis. Mais de 43 mil palestinos foram mortos – com milhares de desaparecidos e presumivelmente mortos sob os escombros – enquanto quase todos os 2,3 milhões de habitantes do enclave foram deslocados.
As autoridades israelitas sustentam que a guerra é necessária para eliminar o Hamas, que tem sido classificado como um “grupo terrorista” pela maioria dos países ocidentais. Mas os palestinianos, as Nações Unidas e os defensores dos direitos humanos apontam para o facto de que a maioria das vítimas da guerra são mulheres e crianças.
Jarad disse estar certo de que a brutalidade de Israel só piorará quando Trump, que desfrutou de uma relacionamento próximo com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu durante sua primeira presidência, é mais uma vez empossado como líder da superpotência mais forte do mundo.
“Trump e Netanyahu são uma aliança maligna contra os palestinos e o nosso destino será muito difícil, não apenas nas questões fatídicas, mas também nas nossas preocupações diárias”, disse Jarad à Al Jazeera a partir da sua tenda esfarrapada em al-Mawasi, onde vive agora. com sua esposa e seus cinco filhos.
Netanyahu, que enfrenta pressão tanto a nível nacional como internacional para pôr fim à guerra que se estendeu ao Líbano e ameaça se transformar num conflito total entre Israel e o Irão, foi rápido a felicitar Trump depois de este ter reivindicado a sua vitória na quarta-feira.
Chamando a eleição de Trump de “o maior regresso da história”, Netanyahu descreveu o regresso de Trump como um “novo começo para a América” e um “poderoso novo compromisso com a grande aliança entre Israel e a América”.
Durante o primeiro mandato de quatro anos de Trump como presidente, de 2016 a 2020, a embaixada dos EUA em Israel foi transferida de Tel Aviv para Jerusalém – um movimento significativo aos olhos do governo israelita. A ajuda aos palestinianos foi cortada – particularmente aos UNRWAa agência da ONU de ajuda aos refugiados palestinos, que Israel designou como grupo terrorista poucos dias antes das eleições nos EUA.
A administração de Trump também esquecido a construção de assentamentos israelenses ilegais na Cisjordânia, apesar da condenação internacional, e negociou os “Acordos de Abraão”, que permitiram a vários países árabes normalizarem os laços com Israel.
Desde que a guerra em Gaza começou, em Outubro do ano passado, o presidente democrata Joe Biden tem sido inabalável no seu apoio a Israel, continuando a enviar ajuda militar e reafirmando o “direito de Israel de se proteger”.
Mas as relações entre Netanyahu e Biden azedaram um pouco devido ao agravamento das tensões regionais e ao fracasso em alcançar qualquer um dos acordos de cessar-fogoque os americanos estiveram envolvidos nas negociações. Netanyahu diz agora que uma presidência de Trump poderia sinalizar uma nova página nas relações israelo-americanas.
Tal como muitos palestinianos, especialmente os que estão encurralados em Gaza, Jarad diz temer que isto aconteça às suas custas.
“Este é um dia triste para os palestinos”, disse ele, desesperado. “Trump apoiará a liberdade de Netanyahu relativamente à possibilidade do regresso dos colonatos à Faixa de Gaza e até mesmo ao deslocamento de um grande número de palestinianos para fora dela.”
“Esperávamos voltar ao norte e agora todas as nossas esperanças foram destruídas”, disse ele.

Trump e Netanyahu: ‘Ervilhas numa vagem’
Zakia Hilal, uma médica de 70 anos, recorreu ao humor para superar a devastação da guerra em Gaza. Ela ouvia notícias das eleições nos EUA na rádio com o marido, os filhos e os netos – todos reunidos na sua tenda em al-Mawasi.
Assim que ouviram a notícia de que Trump tinha vencido, ela gritou: “Duas ervilhas numa vagem”, referindo-se a Netanyahu e Trump. “Nossa situação não era ruim o suficiente? Trump teve que vir para completá-lo”, disse ela sarcasticamente.
Hilal, que é originária de Rafah, no sul de Gaza, foi forçada a abandonar a sua casa em Maio, quando as tropas israelitas iniciaram uma operação terrestre em 6 de Maio na parte mais meridional do enclave, onde a maior parte da população se tinha refugiado.
Desde então, a passagem fronteiriça de Rafah para o Egipto, a principal porta de entrada através da qual normalmente passa a ajuda humanitária, foi fechada. A ajuda humanitária que dá acesso ao enclave sitiado através de outras travessias mais pequenas caiu para os níveis mais baixos desde o início da guerra.
“Certamente caminhamos para um período muito difícil. O que está por vir pode ser ainda pior do que o que vivemos até agora”, disse Hilal à Al Jazeera. “É verdade que as administrações americanas não diferem no apoio a Israel, mas algumas são mais severas e intensas do que outras, como Trump.”
No seu discurso de vitória na Florida, Trump disse que “vai acabar com as guerras”, algo que muitos árabes americanos criticaram a administração de Biden por não ter conseguido fazer. De acordo com relatórios do The Times of Israel, Trump expressou preocupação sobre o potencial de um conflito prolongado em Gaza. Em julho, ele teria dito a Netanyahu em uma reunião que o ideal seria que a disputa fosse resolvida quando ele tomasse posse, em janeiro de 2025.
“Eu disse a Bibi (Netanyahu), não queremos guerras sem fim, especialmente aquelas que arrastam a América para elas”, disse Trump, referindo-se à conversa privada. Como ele planeja “acabar” com isso não está claro e enche de medo os palestinos que falaram com a Al Jazeera na quarta-feira.

Jehad Malaka, investigador em relações internacionais na organização de investigação com sede em Gaza, o Centro de Planeamento Palestiniano, não espera que a próxima administração de Trump seja muito diferente da de Biden em termos de apoio a Israel.
Falando à Al Jazeera a partir da tenda que partilha com a sua família em al-Mawasi, para onde fugiram do norte de Gaza, Malaka disse que a administração Biden não fez nada pelos palestinianos durante a guerra, nem reverteu nenhuma das decisões tomadas durante o primeiro mandato de Trump. presidência.
“Trump usa ferramentas brutais e Biden e os democratas recorrem a ferramentas suaves, mas a política é a mesma”, disse ele.
Ele acrescentou: “Biden não tomou nenhuma decisão a favor dos palestinos e não conseguiu chegar a um cessar-fogo. Ele não mudou em nada a realidade das decisões do seu antecessor Trump. As posições das duas administrações em relação a Israel são as mesmas e idênticas, e colocam os seus interesses acima de todas as outras considerações.”
Malaka, no entanto, disse que não acredita que Trump apoie a remoção forçada dos palestinianos de Gaza de todo o enclave e espera que talvez o novo presidente possa trazer um fim mais rápido, embora extremamente doloroso, à guerra.
“Dado o poder de pressão e influência de Trump sobre Netanyahu, ele pode ser capaz de abrir um horizonte para uma solução parcial para a questão palestina, e é capaz de pressionar Netanyahu, enquanto Biden não conseguiu pressionar por um único dia de calma, ” ele disse.
Ahmed Fayyad, 45 anos, um investigador independente em assuntos israelitas que se refugiou em Deir el-Balah, no centro de Gaza, está menos optimista. Ele disse acreditar que a influência de Trump será totalmente prejudicial para os palestinos como um todo, e para os palestinos de Gaza, em particular.
“A eleição de Trump significa apenas que Netanyahu continuará os seus planos de invadir Gaza e expulsar o seu povo, mas com menos pressão e mais facilidade”, disse Fayyed, que fugiu para Deir el-Balah para escapar aos intensos bombardeamentos no leste de Khan Younis há quase um ano. disse.
Trump é “uma figura mais dominante” cuja “influência em todas as partes significaria que Netanyahu conseguiria fazer o que sempre quis, que é conquistar Gaza”, disse ele.
“Em meio à enfraquecida frente palestina e à ausência de qualquer unidade e solidariedade árabe, toda a causa palestina enfrenta a sua pior ameaça até agora.”
Esta peça foi publicada em colaboração com por exemplo.
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NAI da Ufac realiza evento cultural sobre arte, corpo e inclusão — Universidade Federal do Acre
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25 de setembro de 2026O Núcleo de Apoio à Inclusão (NAI), da Ufac, realizou a abertura do 1º Evento Cultural Entresentidos: Arte, Corpo e Inclusão, nessa quinta-feira, 24, na modalidade online. Nesta sexta-feira, 25, o evento teve sua etapa presencial no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede. A iniciativa faz alusão ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado em 21 de setembro.
A Ufac conta com mais de 700 estudantes com deficiência matriculados nos campi sede e Floresta, em Cruzeiro do Sul. O evento marca a transição institucional do NAI, que, a partir da recente reestruturação administrativa da universidade, passou a integrar a Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), criada há pouco mais de um mês, tendo como pró-reitora a professora Letícia Mamed.
“A intenção da Proafe é justamente considerar esse público como o centro da nossa política institucional, que estamos organizando, consolidando e ampliando na Ufac”, disse Letícia. “Queremos garantir que esses estudantes não apenas ingressem na universidade, mas tenham uma trajetória de qualidade no ensino, na pesquisa e na extensão até a sua diplomação.”
Professora da rede estadual e mestranda de Matemática da Ufac, Sthefhanie Vidal tem deficiência visual. “Quando você vai a um show sem acessibilidade, você só ouve a multidão e o cantor. Mas quando há audiodescrição e você compreende as expressões faciais, o figurino e a movimentação no palco, você se sente parte real do evento”, pontuou. “Ver o NAI e a Proafe incentivando a cultura acessível é extremamente satisfatório e nos motiva a colaborar para que essa inclusão seja efetiva.”
Assistente social da Ufac, Carla Peres enfatizou o caráter reflexivo da programação. “Este é um momento único e significativo para compreendermos a diversidade que atravessa a nossa universidade. O espaço acadêmico é um aprendizado diário entre diferentes sujeitos e culturas.” Ela agradeceu o trabalho dos intérpretes de língua brasileira de sinais e a parceria com o projeto “Mão em Cenas”, que contribuiu com exposições e apresentações teatrais sobre a expressividade e a identidade dos corpos.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Curso de Música divulga chamada para Jornada Acadêmica — Universidade Federal do Acre
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24 de setembro de 2026X JORNADA ACADÊMICA DE MÚSICA DA UFAC
A Música como Realidade no Currículo Escolar: Mudanças de Paradigma e Práticas Integrativas no Desenvolvimento Humano
Período do evento: 09 a 15 de outubro de 2026
Período para submissão: 01 a 30 de setembro de 2026
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PPG em Letras promove seminário para discutir internacionalização — Universidade Federal do Acre
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21 de setembro de 2026O programa de pós-graduação em Letras: Linguagem e Identidade (PPGLI), da Ufac, realizou seminário para compartilhamento de experiências de internacionalização de seu curso de doutorado e apresentação dos relatórios de estágio e relatos de vivência de cinco doutorandas que retornaram de universidades no exterior. O evento ocorreu na sexta-feira, 18, no auditório do Bloco dos Mestrados, campus-sede.
Professores e estudantes discutiram a consolidação da política de internacionalização do PPGLI, visando à busca pela nota de excelência acadêmica junto à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A avaliação da pós-graduação no país varia em uma escala de 1 a 7, na qual os extratos 6 e 7 representam programas de nível internacional.
As cinco doutorandas realizaram intercâmbios de pesquisa em instituições de referência na Europa e na América Latina, abrangendo universidades de Portugal, da França, do México e do Chile. O coordenador do PPGLI, Gerson Albuquerque, disse que isso consolida a produção bibliográfica e técnica em esfera global, incentivando outros alunos a perseguirem o estágio no exterior.
“Para alcançar a excelência, exige-se maturidade temporal, que completaremos em 2027 com oito anos de formação de doutores e uma inserção internacional consolidada”, acrescentou. “O doutorado sanduíche é fundamental para o amadurecimento intelectual dos pesquisadores e para a celebração de convênios que promovam a mobilidade docente e discente.”
A professora e pesquisadora Raquel Ishii ressaltou que a internacionalização do PPGLI dialoga diretamente com as características territoriais e culturais da Amazônia Sul-Ocidental. “Nosso programa atua fortemente com literatura, oralidade e a pluralidade linguística da região, que abriga 16 povos indígenas. Internacionalizar e nacionalizar a produção acadêmica feita no Acre fortalece a agenda científica nacional sobre a diversidade cultural e linguística amazônica.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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