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Cúpula do G20 no Brasil: o que está na agenda e por que é importante | Notícias de negócios e economia

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Líderes das maiores economias do mundo estão se reunindo no Brasil para a cúpula do G20 que começou na segunda-feira.

O presidente chinês, Xi Jinping, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, são alguns dos líderes mundiais proeminentes que deverão comparecer. O presidente russo, Vladimir Putin, não comparecerá ao encontro no Rio de Janeiro.

À medida que os países debatem estratégias políticas globais, terão de ter em conta desafios como a chegada da administração de Donald Trump nos Estados Unidos, a guerra de Israel em Gaza e a guerra na Ucrânia.

Aqui está tudo o que você precisa saber sobre o evento:

O que é a cimeira do G20?

O Grupo dos 20 (G20) é um bloco de 19 das maiores economias do mundo e da União Europeia. A União Africana também aderiu em 2023.

Os países membros são Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul, Coreia do Sul, Turquia, Reino Unido e EUA. A Espanha faz parte do G20 como convidado permanente.

O G20 foi formado em 1999, na sequência de múltiplas crises económicas, incluindo a crise financeira asiática de 1997. Foi formado para discutir questões políticas. Desde a sua criação, o grupo reúne-se todos os anos para uma cimeira anual. Em 2023, Índia hospedada a cimeira enquanto a cimeira de 2022 foi realizada em Indonésia.

(Al Jazeera)

Quando e onde será a cúpula?

A cúpula acontecerá na segunda e terça-feira na cidade costeira do Rio de Janeiro, no Brasil.

Quem está participando?

Líderes dos 19 países membros, da UE e da União Africana participam na cimeira.

O presidente cessante dos EUA, Joe Biden, fará sua última aparição antes de deixar o cargo em 20 de janeiro.

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, e o chinês Xi Jinping chegaram ao Rio de Janeiro na segunda-feira para participar da cúpula, segundo relatos da mídia.

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, chegou ao Brasil na tarde de domingo e teve uma reunião com o presidente de esquerda do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.

Para a presidente mexicana, Gloria Sheinbaum, esta será a sua primeira cimeira internacional desde que assumiu o cargo, em outubro. Sheinbaum defende iniciativas para reduzir os gastos com armas e aumentar a auto-suficiência alimentar.

Em 18 de outubro, Putin disse que iria não comparecer porque a sua presença “destruiria” a cimeira com “conversas” que provavelmente girariam em torno de um Mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI) contra ele por alegados crimes de guerra na Ucrânia. Seu anúncio ocorreu depois que a Ucrânia instou o Brasil, membro do TPI, a prender Putin se ele viajasse para lá para a cúpula, uma ameaça que Putin rejeitou.

O que está na agenda do G20 este ano?

Além de amplas discussões sobre a evolução macroeconómica, os especialistas previram que a cimeira deste ano se concentraria na erradicação da fome, que é uma prioridade para o Brasil, informou a agência de notícias Associated Press.

O Brasil pretende lançar uma Aliança Global Contra a Fome, com programas sociais e mecanismos de financiamento destinados a resolver a escassez e o abastecimento global de alimentos.

Starmer terá uma reunião com Xi à margem da cimeira, de acordo com um comunicado divulgado pelo seu gabinete no domingo.

As relações entre Londres e Pequim tornaram-se tensas ao longo da última década devido às preocupações britânicas sobre os riscos para a segurança nacional decorrentes dos investimentos chineses e à crescente assertividade militar e económica da China.

No entanto, Starmer parece agora estar concentrado no fortalecimento dos laços comerciais para impulsionar a economia do Reino Unido em meio a complexidades adicionais decorrentes de potenciais tarifas dos EUA sob o mandato do presidente eleito. Trunfo e ajustes pós-Brexit.

As discussões também deverão ser complicadas pelas fortes mudanças políticas de Washington sob Trump, que assumirá o cargo dentro de nove semanas. A posição de Trump sobre o aumento das tarifas e a eliminação progressiva do apoio dos EUA à guerra na Ucrânia irá provavelmente desafiar os acordos internacionais sobre estas questões.

A agenda da China irá provavelmente centrar-se na sua Iniciativa Cinturão e Rota, um projecto de infra-estruturas global que é central para a sua estratégia económica. No entanto, as relações de Pequim com o Brasil ficaram tensas depois que este optou por não aderir à iniciativa. Apesar disso, colaborações industriais ainda podem estar no horizonte, especialmente com Xi agendada para uma visita de Estado a Brasília.

A China, que estabeleceu laços económicos estreitos com a Rússia, apelou a conversações diplomáticas para pôr fim à guerra na Ucrânia. Isto está de acordo com o apelo de Trump para negociações para acabar com a guerra.

Por que o G20 é importante?

Os estados membros do G20 são responsáveis ​​por 85 por cento da produção económica global, de acordo com dados do Banco Mundial.

A importância do grupo reside na sua ampla representação, ao contrário o Grupo dos Sete (G7)que se limita às nações mais ricas. Embora a recente inclusão da União Africana no G20 tenha facilitado esta representação mais ampla, tem sido difícil chegar a um consenso entre um grupo tão diverso.

Os especialistas também afirmaram que a capacidade do G20 para conduzir uma acção coordenada enfraqueceu nos últimos anos, especialmente durante a pandemia da COVID-19, quando houve uma resposta mais fragmentada.

Um dos seus maiores sucessos antes disso foi a gestão da crise financeira de 2008, ao chegar a acordo sobre 4 biliões de dólares em medidas de estímulo, rejeitando barreiras comerciais e promulgando reformas dos sistemas financeiros.

Além disso, reuniões bilaterais à margem da cimeira conduziram ocasionalmente a importantes acordos internacionais.

Na cimeira de 2023, foi lançado o Corredor Económico Índia-Médio Oriente-Europa, uma rede ferroviária e portuária que liga a Índia à Europa através do Médio Oriente. Esta iniciativa é vista por alguns como um desafio significativo para a Iniciativa Cinturão e Rota da China.



Leia Mais: Aljazeera

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Nota da Andifes sobre os cortes no orçamento aprovado pelo Congresso Nacional para as Universidades Federais — Universidade Federal do Acre

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publicado:
23/12/2025 07h31,


última modificação:
23/12/2025 07h32

Confira a nota na integra no link: Nota Andifes



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Ufac entrega equipamentos ao Centro de Referência Paralímpico — Universidade Federal do Acre

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Ufac entrega equipamentos ao Centro de Referência Paralímpico — Universidade Federal do Acre

A Ufac, a Associação Paradesportiva Acreana (APA) e a Secretaria Extraordinária de Esporte e Lazer realizaram, nessa quarta-feira, 17, a entrega dos equipamentos de halterofilismo e musculação no Centro de Referência Paralímpico, localizado no bloco de Educação Física, campus-sede. A iniciativa fortalece as ações voltadas ao esporte paraolímpico e amplia as condições de treinamento e preparação dos atletas atendidos pelo centro, contribuindo para o desenvolvimento esportivo e a inclusão de pessoas com deficiência.

Os equipamentos foram adquiridos por meio de emenda parlamentar do deputado estadual Eduardo Ribeiro (PSD), em parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro, com o objetivo de fortalecer a preparação esportiva e garantir melhores condições de treino aos atletas do Centro de Referência Paralímpico da Ufac.

Durante a solenidade, a reitora da Ufac, Guida Aquino, destacou a importância da atuação conjunta entre as instituições. “Sozinho não fazemos nada, mas juntos somos mais fortes. É por isso que esse centro está dando certo.”

A presidente da APA, Rakel Thompson Abud, relembrou a trajetória de construção do projeto. “Estamos dentro da Ufac realizando esse trabalho há muitos anos e hoje vemos esse resultado, que é o Centro de Referência Paralímpico.”

O coordenador do centro e do curso de Educação Física, Jader Bezerra, ressaltou o compromisso das instituições envolvidas. “Este momento é de agradecimento. Tudo o que fizemos é em prol dessa comunidade. Agradeço a todas as instituições envolvidas e reforço que estaremos sempre aqui para receber os atletas com a melhor estrutura possível.”

O atleta paralímpico Mazinho Silva, representando os demais atletas, agradeceu o apoio recebido. “Hoje é um momento de gratidão a todos os envolvidos. Precisamos avançar cada vez mais e somos muito gratos por tudo o que está sendo feito.”

A vice-governadora do Estado do Acre, Mailza Assis da Silva, também destacou o trabalho desenvolvido no centro e o talento dos atletas. “Estou reconhecendo o excelente trabalho de toda a equipe, mas, acima de tudo, o talento de cada um de nossos atletas.”

Já o assessor do deputado estadual Eduardo Ribeiro, Jeferson Barroso, enfatizou a finalidade social da emenda. “O deputado Eduardo fica muito feliz em ver que o recurso está sendo bem gerenciado, garantindo direitos, igualdade e representatividade.”

Também compuseram o dispositivo de honra a pró-reitora de Inovação, Almecina Balbino, e um dos coordenadores do Centro de Referência Paralímpico, Antônio Clodoaldo Melo de Castro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)



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Orquestra de Câmara da Ufac apresenta-se no campus-sede — Universidade Federal do Acre

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Orquestra de Câmara da Ufac apresenta-se no campus-sede — Universidade Federal do Acre

A Orquestra de Câmara da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 17, uma apresentação musical no auditório do E-Amazônia, no campus-sede. Sob a coordenação e regência do professor Romualdo Medeiros, o concerto integrou a programação cultural da instituição e evidenciou a importância da música instrumental na formação artística, cultural e acadêmica da comunidade universitária.

 

A reitora Guida Aquino ressaltou a relevância da iniciativa. “Fico encantada. A cultura e a arte são fundamentais para a nossa universidade.” Durante o evento, o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes, destacou o papel social da arte. “Sem arte, sem cultura e sem música, a sociedade sofre mais. A arte, a cultura e a música são direitos humanos.” 

Também compôs o dispositivo de honra a professora Lya Januária Vasconcelos.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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