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Davos: Guerra entre Estados é principal risco de 2025 – 15/01/2025 – Mundo
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Guilherme Botacini
Conflitos armados envolvendo Estados são o principal risco global de 2025, de acordo com relatório produzido pelo Fórum Econômico Mundial a partir de entrevistas com 900 especialistas.
A possibilidade de guerras entre países fica à frente de fatores de risco como eventos climáticos extremos (14%), confrontos geoeconômicos (8%) e desinformação (7%), e se mantém como o terceiro principal foco de preocupação no curto prazo (dois anos).
De acordo com o relatório, a expansão das consequências de conflitos como o da Ucrânia e do Sudão pode estar influenciando essa percepção —além do aumento do receio com medidas unilaterais em um cenário de fragmentação global, que aumenta o risco de erros de cálculo e reduz a força de mecanismos multilaterais.
A pesquisa anual indica ainda forte deterioração das expectativas para os próximos dez anos. O percentual de entrevistados que esperam riscos catastróficos no curto prazo é de 5%, fatia que salta para 17% no longo prazo (dez anos). Os que enxergam um mundo turbulento —um nível abaixo do catastrófico— salta de 31% no curto prazo para 45% no longo prazo.
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No curto prazo, o principal fator de risco é a desinformação, de acordo com os entrevistados.
“Há muitas formas pelas quais a proliferação de conteúdos falsos ou enganosos complica o ambiente geopolítico. É o principal mecanismo para que entidades externas afetem intenções de voto; pode semear dúvida no mundo sobre o que ocorre em zonas de conflito; ou pode ser usada para manchar a imagem de produtos ou serviços de outros países”, aponta o Fórum Econômico Mundial.
A desigualdade também é um fator importante da pesquisa. Nem tanto pela percepção de risco criado pelo problema —é apenas o 7º na lista tanto de curto quanto de longo prazo—, mas pelo fato de que ele pontua como o fator de risco que mais influencia e é influenciado por todos os outros.
“[A desigualdade] tem um papel significativo tanto como gatilho para outros riscos, como para ser influenciado por eles. Ela contribui para enfraquecer a confiança e reduzir nosso senso coletivo de valores compartilhados”, diz o texto.
Já os riscos ambientais, que envolvem eventos climáticos extremos, perda de biodiversidade e colapso de ecossistemas, entre outros, dominam as expectativas de risco do futuro.
Eventos climáticos extremos são o segundo principal risco tanto em 2025 quanto no curto prazo, de acordo com os entrevistados. O fator pula para o primeiro lugar da lista no longo prazo.
Além disso, todos os quatro principais fatores de risco relacionados ao ambiente encabeçam a lista de preocupações no longo prazo.
“A perspectiva para riscos ambientais pela próxima década é alarmante. Enquanto espera-se que a severidade de todos os 33 fatores de risco no relatório piore do horizonte de dois anos para o de dez anos, os riscos ambientais apresentam a deterioração mais significativa”, indica o relatório. A percepção é ainda mais aguda entre especialistas mais jovens, de acordo com o texto.
A inteligência artificial é outro fator que reflete mudança drástica na expectativa de risco entre especialistas a depender da perspectiva temporal.
A preocupação com resultados adversos relativos à IA é apenas o 31º fator de risco entre os 33 analisados, se considerado o cenário de curto prazo, ou seja, 2027. No longo prazo, no entanto, ele ocupa a 6ª posição, acima da desigualdade, indicando a perspectiva de que a tecnologia é vista como fonte de riscos profundos após ganhos de desenvolvimento e adoção esperados.
“A próxima década será fundamental porque líderes serão confrontados com riscos globais crescentemente complexos. Mas para evitar uma espiral descendente na qual cidadãos pelo mundo estarão piores do que antes, em última análise não há outra opção além de encontrar caminhos para o diálogo e a colaboração”, afirma o relatório.
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Ufac lança projeto voltado à educação na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
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6 de fevereiro de 2026A Ufac lançou o projeto de extensão “Tecendo Teias de Aprendizagem: Cazumbá-Iracema”, em solenidade realizada nesta sexta-feira, 6, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas. A ação é desenvolvida em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Associação dos Seringueiros da Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema.
Viabilizado por meio de emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), o projeto tem como foco promover uma educação contextualizada e inclusiva, com ações voltadas para docentes e estudantes da reserva, como formação em metodologias inovadoras, implantação de hortas escolares, práticas agroecológicas sustentáveis e produção de um documentário com registros da memória cultural da comunidade.
A reitora Guida Aquino destacou a importância da iniciativa. “É um momento ímpar da universidade, que cumpre de fato seu papel social. O projeto nasce a partir da escuta da comunidade, com apoio fundamental do senador Petecão, que tem investido fortemente na educação.” Ela também agradeceu o apoio financeiro para funcionamento da instituição. “Se não fossem as emendas, não teríamos fechado o ano passado com energia, segurança e limpeza garantidas.”
Petecão frisou que o investimento em educação é o melhor caminho para transformar a realidade da juventude e manter as comunidades nas reservas. “Não tem sentido incentivar as pessoas a deixarem a floresta. O mundo todo quer conhecer a Amazônia e o nosso povo quer sair de lá. Está errado. A reserva Cazumbá-Iracema é um exemplo de paz e organização, e esse projeto pode virar referência nacional.”

Ele reafirmou seu apoio à universidade. “A Ufac é um patrimônio do Acre. Já destinamos mais de R$ 40 milhões em emendas para a instituição. Vamos continuar apoiando. Educação não tem partido.”
O pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes, explicou que a proposta foi construída a partir de escutas com lideranças da reserva. “O projeto mostra que a universidade pública é espaço de formulação de políticas. Educação é direito, não mercadoria.” Ele também defendeu a atualização da legislação que rege as fundações de apoio, para permitir a inclusão de moradores de comunidades extrativistas como bolsistas em projetos de extensão.
Durante o evento, foram entregues placas de agradecimento à reitora Guida Aquino, ao senador Sérgio Petecão e ao pró-reitor Carlos Paula de Moraes, além de cestas com produtos da comunidade.
A reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema possui cerca de 750 mil hectares nos municípios acreanos de Sena Madureira e Manoel Urbano, com 18 escolas, 400 estudantes e aproximadamente 350 famílias.
Também participaram da mesa de honra o coordenador do projeto, Rodrigo Perea; o diretor do Parque Zoobotânico, Harley Araújo; o chefe do ICMBio em Sena Madureira, Aécio dos Santos; a subcoordenadora do projeto, Maria Socorro Moura; e o estudante Keven Maia, representante dos alunos da Resex.
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Grupo de pesquisa da Ufac realiza minicurso sobre escrita científica — Universidade Federal do Acre
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6 de fevereiro de 2026O grupo de pesquisa Elos: Estudos em Economia, Finanças, Política e Segurança Alimentar e Nutricional, da Ufac, realiza o minicurso Escrita Científica em 12 de fevereiro, em local ainda a ser definido. A ação visa proporcionar uma introdução aos fundamentos da produção acadêmica. A carga horária do minicurso é de duas horas e os participantes receberão certificado. As inscrições estão disponíveis online.
Serão ofertadas duas turmas no mesmo dia: turma A, às 13h30, e turma B, às 17h20. A atividade é coordenada pela professora Graziela Gomes, do Centro de Ciências Jurídicas e Sociais Aplicadas.
A metodologia inclui exposição teórica e atividades práticas orientadas. A atividade abordará técnicas de citação, paráfrase, organização textual e ética na escrita científica, contribuindo para a redução de dificuldades recorrentes na elaboração de trabalhos acadêmicos e para a prevenção do plágio não intencional.
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Ufac realiza formatura de alunos do CAp pela 1ª vez no campus-sede — Universidade Federal do Acre
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30 de janeiro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de certificação dos estudantes concluintes do ensino médio do Colégio de Aplicação (CAp), referente ao ano letivo de 2025. Pela primeira vez, a solenidade ocorreu no campus-sede, na noite dessa quinta-feira, 29, no Teatro Universitário, e marcou o encerramento de uma etapa da formação educacional de jovens que agora seguem rumo a novos desafios acadêmicos e profissionais.
A entrada da turma Nexus, formada pelos concluintes do 3º ano, foi acompanhada pela reitora Guida Aquino; pelo diretor do CAp, Cleilton França dos Santos; pela vice-diretora e patronesse da turma, Alessandra Lima Peres de Oliveira; pelo paraninfo, Gilberto Francisco Alves de Melo; pelos homenageados: professores Floripes Silva Rebouças e Dionatas Ulises de Oliveira Meneguetti; além da inspetora homenageada Suzana dos Santos Cabral.

Guida destacou a importância do momento para os estudantes, suas famílias e toda a comunidade escolar. Ela parabenizou os formandos pela conquista e reconheceu o papel essencial dos professores, da equipe pedagógica e dos familiares ao longo da caminhada. “Tenho certeza de que esses jovens seguem preparados para os próximos desafios, levando consigo os valores da educação pública, do conhecimento e da cidadania. Que este seja apenas o início de uma trajetória repleta de conquistas. A Ufac continua de portas abertas e aguarda vocês.”

Durante o ato simbólico da colocação do capelo, os concluintes reafirmaram os valores que orientaram sua trajetória escolar. Em nome da turma, a estudante Isabelly Bevilaqua Rodrigues fez o discurso de oradora.
A cerimônia seguiu com a entrega dos diplomas e as homenagens aos professores e profissionais da escola indicados pelos concluintes, encerrando a noite com o registro da foto oficial da turma.
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