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De olho na Presidência, Caiado quer começar romari…

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Marcela Mattos

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), é o único candidato já colocado para disputar a Presidência da República em 2026.

Se mantiver a candidatura até o fim, será a segunda corrida presidencial do político goiano – a primeira aconteceu em 1989, quando houve uma proliferação de nada menos do que 22 postulantes ao posto. Desde então, Caiado se elegeu deputado federal, senador e governador.

Adversários do presidenciável veem a candidatura com poucas chances de prosperar e apontam para o baixo conhecimento do político no Brasil.

Além disso, afirmam que, apesar de bem avaliado, o governador está à frente de apenas sete milhões de pessoas – pouco mais de 3% de toda a população nacional.

A VEJA, Caiado tenta rebater essas críticas e afirma que, num primeiro passo para a campanha, já começou a “caminhar” pelo país. Segundo ele, esse movimento será intensificado a partir do ano que vem, quando o governador pretende dedicar os finais de semana para cruzar a fronteira de Goiás, visitar outras regiões e ampliar a sua popularidade a nível nacional.

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“Eu tenho humildade de reconhecer que aqui eu só tenho quatro milhões de eleitores. Agora, eu acho que se um cirurgião é bom, ele pode estar em qualquer lugar que vai ser uma referência. Se eu sou um bom gestor, não é porque Goiás tem sete milhões de habitantes que eu não tenha liderança para desenvolver essa mesma prática no cenário nacional”, afirmou o governador.

O governador exalta confiança na sua gestão, apontando para avanços na área da educação e no combate à criminalidade, dizendo que Goiás é uma “ilha da segurança” no país. É essa a vitrine que será colocada numa campanha.

“Goiás é um estado pequeno, mas, num passado recente, seis das cidades mais violentas eram daqui. Não quer dizer que, porque é pequeno, não tem problemas. Hoje é possível circular tranquilamente”, afirma o governador.



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Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Charge do JCaesar: 05 de maio

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Felipe Barbosa

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A articulação para mudar quem define o teto de jur…

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A articulação para mudar quem define o teto de jur...

Nicholas Shores

O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN). 

A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica. 

Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.

A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira. 

Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.

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Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios. 

Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.

A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.

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Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.

Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.

Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.

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Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.

Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.



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