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Debate em BH:sem Fuad,Engler diz que prefeito é do sistema – 15/10/2024 – Poder

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Artur Búrigo

O debate promovido nesta segunda-feira (14) pela rede Band Minas, que previa a participação do deputado estadual Bruno Engler (PL) e do prefeito Fuad Noman (PSD), se tornou em uma entrevista de 45 minutos com o nome do PL devido à ausência do candidato do PSD.

Fuad justificou sua ausência pela falta de agenda por ser, ao mesmo tempo, prefeito e candidato à prefeitura. Belo Horizonte foi a única capital do país em que não houve debate no segundo turno, de acordo com a Band.

Engler disse que o rival faltou ao debate por não conseguir “justificar o injustificável”.

“Ele diz na TV que tem tolerância zero com empresas de ônibus, mas é financiado pelos empresários do setor. Não consegue explicar por que estamos no quinto secretário de educação em dois anos enquanto nosso Ideb [Índice de Desenvolvimento da Educação Básica] despenca”, afirmou.

Disse também: “Um prefeito que não tem coragem de me enfrentar no debate vai ter coragem de enfrentar o sistema? Nunca, porque ele é a representação do sistema.”

O deputado do PL, apoiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), também comentou sobre sua proposta de aplicar o modelo de escola cívico-militar na cidade. Ele falou que a ideia é partir de um projeto-piloto em uma unidade e depois expandi-lo para outras escolas.

“Não é uma pauta ideológica, é uma pauta que funciona. Escolas que aderiram tiveram uma melhora nos índices educacionais”, afirmou.

Durante a campanha do primeiro turno e agora no segundo turno, Engler tem sido alvo dos rivais por afirmar que não tomou a vacina contra a Covid-19 e por ter feito campanha a favor do uso da cloroquina, medicamento que nunca teve comprovação científica no enfrentamento da doença.

Questionado sobre os dois assuntos nesta segunda, o candidato do PL disse que incentivaria as campanhas de imunização, principalmente em escolas, e evitou falar sobre a cloroquina.

Ele também citou o ex-presidente Bolsonaro em dois momentos, ao elogiar a equipe ministerial que seu apoiador montou quando estava no governo e ao comentar sobre a compra de imunizantes durante a pandemia.

“Assim que as vacinas foram aprovadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), ele comprou. Não é a postura do atual presidente [Lula], que enrola para comprar a vacina da dengue”, disse Engler.

A ausência de Fuad em debates não é inédita nesta campanha. No primeiro turno, ele foi em 3 dos 7 promovidos –um deles foi o da Band, que abriu a série de encontros, em agosto.

No início do segundo turno, a campanha de Fuad procurou a de Engler e as organizadoras dos debates para propor um pool entre os veículos de comunicação e reduzir o número de encontros para dois. A proposta foi rechaçada pelas emissoras e pelo entorno de Engler.

Em nota, a assessoria do candidato afirmou na semana passada que a sugestão da campanha de Fuad seria uma estratégia para “blindar o atual prefeito”.

“Consideramos importante que, além das discussões das ideias e propostas para a capital, as condições físicas e intelectuais dos candidatos não sejam encobertas neste momento decisivo para os eleitores de BH. Recentemente, vimos um candidato à Presidência dos Estados Unidos desistir do pleito porque sua verdadeira condição ficou comprovada em um debate”, disse a nota.

Na mais recente pesquisa do Datafolha, Fuad apareceu com 48% das intenções de voto, ante 41% do adversário.



Leia Mais: Folha

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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose-interna.jpg

A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



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Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.

A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.

Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.

A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.

O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”

O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”

A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.

 



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