POLÍTICA
Debate sobre impacto das bets na população brasile…
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1 ano atrásem
Pedro Pupulim
Teve início na última segunda-feira, no STF, uma audiência pública sobre o impacto das apostas online no público brasileiro. Convocado pelo ministro da Corte Luiz Fux, o debate abordou aspectos ligados à economia, saúde mental, entre outros temas relacionados ao setor de apostas, e contou com a participação de acadêmicos, representantes do governo federal e da sociedade civil. O evento terá continuidade na manhã desta terça.
O evento foi pensado em decorrência de uma ação proposta pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, pedindo que a lei que garantiu o funcionamento legal das apostas online no Brasil seja declarada inconstitucional, por conta do que classificou como “resultados sociais negativos para o público nacional”. O ministro, contudo, informou que esse julgamente deve ficar para o primeiro semestre de 2025.
De acordo com Fux, o evento possui o objetivo de elucidar sobre os impactos das bets no público brasileiro, exemplo do impacto econômico no comércio e nas rendas familiares.
Sócio-fundador da Betlaw, escritório de advocacia especializado no ramo das apostas esportivas, Bernardo Cavalcanti Freire destacou a importância do evento para desmistificar o que ele chamou de “factoides” que são usados para prejudicar o mercado de apostas.
“Poderá ser demonstrado que a regulamentação já atende todas as preocupações trazidas nas ADIs, além do segmento apresentar players sérios e totalmente comprometidos com as demandas de interesse nacional”, comentou.
Sobre o tema, a Associação Nacional de Jogos e Loterias afirmou, nesta segunda, que uma eventual declaração de inconstitucionalidade do funcionamento das bets irá apenas assegurar a existência do mercado ilegal no Brasil.
“Se a ADI for acolhida, acaba, contrariamente ao seu próprio objetivo, fazendo aquilo que ela busca proibir ou evitar, que é o incentivo ao jogo patológico, ao jogo ilegal”, disse o advogado Pietro Cardia Lorenzoni, diretor jurídico da ANJL.
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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9 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.
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