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Defensores questionam ‘ameaça’ dos EUA a Israel por causa da ajuda a Gaza: O que saber | Notícias do conflito Israel-Palestina

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Altos funcionários dos Estados Unidos alertaram Israel que se não tomar “ações urgentes e sustentadas” para permitir mais assistência humanitária a Faixa de Gazao governo dos EUA poderá ser forçado a reduzir o seu apoio ao principal aliado.

O alerta, apresentado numa carta assinada pelo secretário de Estado, Antony Blinken, e pelo chefe do Pentágono, Lloyd Austin, que foi tornada pública esta semana, ocorreu num momento em que a guerra de um ano de Israel em Gaza alimentava fome e doenças em todo o enclave costeiro palestino.

“A quantidade de assistência que entrou em Gaza em Setembro foi a mais baixa de qualquer mês do ano passado”, afirmaram as autoridades norte-americanas na carta, dando a Israel 30 dias para agir numa série de exigências para “reverter a trajectória humanitária descendente”.

Quase imediatamente, advogados, defensores dos direitos humanos e outros especialistas questionaram a aparente ameaça da administração dos EUA de cortar Assistência militar americana para Israel.

“Mais uma vez, a administração Biden está a fazer uma ginástica burocrática para evitar a aplicação da lei dos EUA e acabar com as transferências de armas para Israel”, disse Annie Shiel, diretora de defesa dos EUA no Centro para Civis em Conflito, numa publicação nas redes sociais.

“Enquanto isso, milhares de civis palestinos serão mortos, mutilados e passarão fome durante estes 30 dias.”

Embora os EUA sejam obrigados, pelas suas próprias leis, a suspender a assistência militar a um país se esse país restringir a entrega de ajuda humanitária apoiada pelos EUA, a administração do presidente dos EUA, Joe Biden, até agora recusou-se a aplicar essa regra a Israel, nota de especialistas.

Então, do que se trata a carta desta semana, como responderam as partes interessadas e os especialistas e o que poderá vir a seguir? Aqui está o que você precisa saber.

O que a carta dizia?

Blinken e Austin reconheceram a terrível crise humanitária em Gaza, incluindo os riscos enfrentados por 1,7 milhões de pessoas que foram forçadas, através de múltiplas ordens de evacuação, a uma estreita área costeira no território bombardeado.

Eles disseram que estavam “particularmente preocupados” com o fato de recentes ações israelenses “estão contribuindo para uma deterioração acelerada” das condições. Essas ações incluem o bloqueio de Israel às importações comerciais para Gaza e a “negação ou impedimento de quase 90% dos movimentos humanitários entre o norte e o sul de Gaza em setembro”.

A carta pedia ao governo israelense que instituísse uma série de medidas durante os próximos 30 dias, incluindo:

  • Permitir a entrada de um mínimo de 350 camiões em Gaza por dia
  • Fornecer “pausas humanitárias adequadas” que permitirão a realização de entregas e distribuição humanitária, pelo menos durante os próximos quatro meses
  • Rescindir ordens de evacuação “quando não há necessidade operacional”

Os líderes dos EUA também pediram a Israel que “acabasse com o isolamento do norte de Gaza” – onde as forças israelitas lançaram recentemente um ataque intensificado – ao permitir o acesso de grupos humanitários à área e ao afirmar que não existe nenhum plano do governo israelita para expulsar os civis palestinianos.

Que lei dos EUA Israel é acusado de violar?

Na sua carta, Blinken e Austin citaram a Secção 620I da Lei de Assistência Externa dos EUA, uma lei que supervisiona a prestação de ajuda externa pelo país.

“Nenhuma assistência será fornecida sob esta Lei ou a Lei de Controle de Exportação de Armas a qualquer país quando for dado conhecimento ao Presidente que o governo de tal país proíbe ou de outra forma restringe, direta ou indiretamente, o transporte ou entrega de assistência humanitária dos Estados Unidos ”, a seção diz.

A lei oferece uma excepção à regra, permitindo que a assistência continue a fluir para um país se um presidente dos EUA determinar que fazê-lo é do interesse da segurança nacional dos Estados Unidos. Mas o presidente deve notificar as comissões do Congresso de que tal decisão foi tomada e por quê.

Biden não invocou essa renúncia no caso da guerra de Israel em Gaza.

Os EUA fornecem a Israel pelo menos 3,8 mil milhões de dólares em assistência militar anualmente, e Biden aprovou mais 14 mil milhões de dólares em ajuda desde o início da guerra em Gaza, no início de Outubro de 2023.

Uma menina palestina carrega pão em um campo improvisado para famílias deslocadas em Deir al-Balah, no centro de Gaza, 17 de outubro de 2024 (Eyad Baba/AFP)

O que está acontecendo no terreno em Gaza?

Israel negou bloqueio humanitário ajuda a Gazacom a sua agência COGAT – que supervisiona as entregas – afirmando que continuará a expandir “os esforços para facilitar a ajuda humanitária em Gaza”.

No entanto, as Nações Unidas e outros grupos de ajuda humanitária acusam há meses o país de impedir os seus esforços para fornecer alimentos, água, medicamentos e outra assistência crítica aos palestinianos.

As preocupações com o agravamento da crise humanitária aumentaram recentemente depois de os militares israelitas emitirem mais ordens de evacuação e reforçarem o seu cerco ao norte de Gaza ao lançarem uma renovada ofensiva terrestre na área.

Na quinta-feira, o sistema de monitorização da fome da ONU, conhecido como Classificação Integrada da Fase de Segurança Alimentar (IPC), disse 1,84 milhões de palestinianos em Gaza enfrentaram elevados níveis de insegurança alimentar aguda. Desse total, 133 mil viviam uma situação de insegurança “catastrófica”.

Heba Morayef, diretora da Amnistia Internacional para o Médio Oriente e Norte de África, avisado que Israel estava “forçando os civis a escolher entre a fome ou o deslocamento, enquanto as suas casas e ruas são implacavelmente bombardeadas por bombas e granadas”.

Joyce Msuya, chefe humanitária interina da ONU, disse ao Conselho de Segurança esta semana que em Gaza, “menos de um terço das 286 missões humanitárias coordenadas com as autoridades israelitas nas primeiras duas semanas de Outubro foram facilitadas sem grandes incidentes ou atrasos”.

“Cada vez que uma missão é impedida, as vidas das pessoas necessitadas e dos humanitários no terreno correm um risco ainda maior”, disse Msuya.

No mês passado, 15 grupos de ajuda – incluindo Save the Children, Oxfam e o Conselho Norueguês para os Refugiados – também relataram que “a obstrução sistemática da ajuda de Israel” significou que 83 por cento da ajuda alimentar necessária não chega a Gaza.

“Uma média recorde de 69 camiões de ajuda por dia entrou em Gaza em Agosto de 2024, em comparação com 500 por dia útil no ano passado; o que já não era suficiente para satisfazer as necessidades das pessoas. Em Agosto, mais de 1 milhão de pessoas não receberam quaisquer rações alimentares no sul e centro de Gaza”, eles disseram.

O que os especialistas disseram sobre a carta dos EUA desta semana?

Annelle Shelineum ex-funcionário do Departamento de Estado dos EUA que renunciou devido à política do governo para Gaza, disse que a carta desta semana é um “reconhecimento claro de que o governo sabe que o 620i está sendo violado”.

“De acordo com a lei dos EUA, isso torna Israel inelegível para receber armas americanas ou assistência de segurança”, ela escreveu nas redes sociais.

Outros questionaram por que Washington deu a Israel 30 dias para permitir mais assistência humanitária a Gaza antes de interromper a assistência militar, apesar das evidências mostrarem que as entregas estão a ser dificultadas.

“Se (Biden) estivesse falando sério, ele já teria feito isso, conforme exigido por lei”, disse Matt Duss, vice-presidente executivo do Centro de Política Internacional, um think tank em Washington, DC.

“Depois de 30 dias, eles agradecerão a Israel por aliviar algumas restrições (que ainda não atendem aos requisitos legais) e manterão o fluxo de munição”, ele adicionou em uma postagem no X.

Sarah Leah Whitson, advogada e diretora executiva do think tank DAWN, com sede nos EUA, também disse que embora a carta representasse “um sinal importante e sem precedentes de que Israel cruzou até mesmo as linhas vermelhas permissivas da administração Biden”, ações concretas são críticas.

“Precisamos agora que a administração Biden mostre ações, e não apenas palavras, na aplicação das leis dos EUA, que proíbem a ajuda a Israel, dada não apenas a sua obstrução implacável à ajuda humanitária, mas também a fome deliberada e o bombardeamento incessante de civis de Gaza”, disse ela num comunicado. .

Por que a carta foi emitida agora?

As terríveis condições no norte de Gaza – e os receios de que o cerco de Israel à área pudesse colocar em risco centenas de milhares de palestinianos – colocaram um novo foco nas restrições à ajuda humanitária.

Falando no Conselho de Segurança da ONU esta semana, o embaixador dos EUA Linda Thomas Greenfield disse “um a “política de fome” no norte de Gaza seria horrível e inaceitável e teria implicações ao abrigo do direito internacional e do direito dos EUA”.

“O Governo de Israel disse que esta não é a sua política, que os alimentos e outros fornecimentos essenciais não serão cortados, e estaremos atentos para ver se as ações de Israel no terreno correspondem a esta declaração”, disse ela.

Os críticos acusaram Israel de aplicar um plano, elaborado por antigos generais, que apela à população faminta no norte de Gaza, a fim de forçar os residentes a evacuar a área e declará-la como uma zona militar fechada.

A agência de notícias Associated Press informou no início desta semana que o primeiro-ministro israelense, Netanyahu, estava “examinando” o esquema, apelidado de “Plano Geral”.

A carta da administração Biden também chega poucas semanas antes a eleição presidencial dos EUAque verá a vice-presidente democrata Kamala Harris enfrentar o ex-presidente republicano Donald Trump.

O apoio firme da administração Biden a Israel tem sido uma importante fonte de críticas antes da votação do próximo mês, com Harris enfrentando apelos para aumentar a pressão sobre Israel para acabar com a guerra, inclusive suspendendo as transferências de armas para o aliado dos EUA.

Mas Harris rejeitou essa exigência e continuou a expressar forte apoio a Israel, apesar dos avisos de que a sua posição poderia custar-lhe os tão necessários votos dos progressistas, bem como dos Americanos árabes e muçulmanos.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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