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Deir Al-Ahmar, santuário frágil em meio a bombardeios
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2 anos atrásem
O pátio da escola pública de Deir Al-Ahmar é uma varanda que se abre para a planície de Bekaa, para a cidade de Baalbek, a menos de 15 quilómetros de distância, e para as aldeias vizinhas: uma tortura visual diária para os deslocados que se refugiaram no estabelecimento . Após cada detonação, eles examinam o horizonte, aterrorizados com a ideia de ver uma coluna de fumaça subindo no local de sua aldeia ou bairro.
No dia 6 de novembro, por volta das 14h, o barulho dos reatores interrompeu uma animada discussão entre Haïder, um tatuador de 30 anos, e um pequeno grupo de adolescentes a quem ele mostrava suas criações em seu smartphone. Quatro explosões soam. Todos olham para o céu em direção aos aviões. Ou para baixo, para medir o dano. “Volte, eles estão batendo!” “, diz Haider ao telefone. Seu irmão, um refugiado como ele na escola, tinha ido à cidade lavar roupa. No dia 6 de Novembro, os ataques israelitas mataram 59 pessoas na planície.
Desde 23 de Setembro, início da intensificação dos ataques israelitas no Líbano, milhares de residentes de Bekaa encontraram refúgio em Deir Al-Ahmar. Mas a aldeia cristã está prestes a ser esmagada pela escala do desastre. Em 30 de outubro, a defesa civil libanesa apelou através de altifalantes à evacuação da antiga cidade de Baalbek, um reduto histórico do Hezbollah, habitado por 80 mil habitantes. Pela manhã, foi o exército israelita que ordenou a saída da população, dois terços xiita, com significativas minorias cristãs e sunitas.

“Durante a noite, entre 15 mil e 20 mil pessoas afluíram a Deir Al-Ahmar. A maioria dormia em seus carros. Deir Al-Ahmar é segura e é a cidade mais próxima de Baalbek. De qualquer forma, muitos não tinham meios para ir mais longe. As condições de vida no Líbano significam que, em caso de emergência, você deve ir para a área segura mais próxima”, explica Jean Fakhri, presidente da União dos Municípios de Deir Al-Ahmar, que inclui, além da aldeia e dos seus 4.500 habitantes, pequenas comunidades vizinhas.
As necessidades aumentam, as reservas diminuem e o inverno chega. “Faz quarenta dias que estou cansado de comer lentilhas… O Estado nos abandonou, praga Haider, cujo negócio foi destruído. Mas não vou mais para Baalbek. É muito perigoso. Um drone matou uma mulher e os seus dois filhos há alguns dias, não muito longe da minha casa. » A estrada, que liga as duas localidades, está quase deserta e só é utilizada por pessoas que fogem de Baalbek. Nas aldeias, apenas alguns soldados libaneses ainda circulam, para se abastecerem nas poucas mercearias abertas.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.
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