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Delhi fecha escolas e proíbe construções enquanto os níveis de poluição atingem novos máximos | Notícias sobre a crise climática

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As escolas ficam online até novo aviso devido ao agravamento da poluição tóxica, a mais recente tentativa para aliviar a crise de saúde da capital indiana.

As autoridades da capital da Índia fecharam escolas, suspenderam a construção e proibiram a entrada de camiões não essenciais na cidade, depois de a poluição atmosférica ter atingido o seu pior nível nesta temporada.

Um cobertor grosso de poluição tóxica engolfou a maior parte do norte da Índia na segunda-feira, após denso nevoeiro durante a noite, com a qualidade do ar “perigosa” em algumas áreas do Território da Capital Nacional (NCT) de Delhi atingindo um novo máximo de 1.081, de acordo com as classificações ao vivo do grupo suíço IQAir.

A autoridade de controle de poluição da Índia disse que a leitura do índice de qualidade do ar (AQI) de 24 horas do território da capital nacional foi de 484, classificado como “grave positivo”, o mais alto deste ano.

Os especialistas dizem que as pontuações variam devido a uma diferença na escala que os países adoptam para converter as concentrações de poluentes em AQI e, portanto, a mesma quantidade de um poluente específico pode ser traduzida como diferentes pontuações de AQI em diferentes países.

Passageiros passam por uma espessa camada de poluição atmosférica em Nova Delhi, 18 de novembro de 2024 (Manish Swarup/AP)

Entretanto, a concentração de PM2,5 – partículas com 2,5 mícrones ou menos de diâmetro que podem ser transportadas para os pulmões, causando doenças mortais e problemas cardíacos – foi 39 vezes superior aos níveis recomendados pela Organização Mundial de Saúde.

A poluição atmosférica, uma mistura tóxica de fumaça e neblina, acontece todo ano no inverno, pois o ar frio retém poeira, emissões e fumaça de incêndios agrícolas ilegais em alguns estados vizinhos.

As autoridades instruíram todas as escolas em Deli a transferirem aulas online e reforçaram as restrições às atividades de construção e movimentos de veículos, citando esforços para “prevenir uma maior deterioração” da qualidade do ar. As autoridades esperam que, ao manter as crianças em casa, o trânsito seja significativamente reduzido.

“As aulas físicas serão interrompidas para todos os alunos, exceto as classes 10 e 12”, disse o ministro-chefe Atishi, que usa apenas um nome, em comunicado na noite de domingo. Restrições semelhantes foram adoptadas na semana passada também.

Muitas pessoas na cidade não têm condições de comprar filtros de ar, nem têm casas que possam isolar eficazmente da miséria do ar fétido, responsável por milhares de mortes prematuras todos os anos. Deli e a área metropolitana circundante, onde vivem mais de 30 milhões de pessoas, ocupam consistentemente o primeiro lugar no ranking mundial de poluição atmosférica no inverno.

“Meus olhos estão ardendo nos últimos dias”, disse o puxador de riquixá Subodh Kumar, 30 anos. “Poluição ou não, tenho que estar na estrada, para onde mais irei?” ele disse, parando de tomar café da manhã em uma barraca à beira da estrada.

“Não temos a opção de ficar em casa… nosso sustento, alimentação e vida – tudo está aberto.”

Os incêndios agrícolas – onde o restolho deixado após a colheita do arroz é queimado para limpar os campos – contribuíram com até 40% da poluição em Deli, afirmou a SAFAR, uma agência de previsão meteorológica subordinada ao Ministério das Ciências da Terra. Os satélites detectaram 1.334 eventos desse tipo em seis estados indianos no domingo, o maior número nos últimos quatro dias, de acordo com o Consórcio Indiano para Pesquisa em Monitoramento e Modelagem de Agroecossistemas a partir do Espaço (CREAMS).

Poluição de Delhi na Índia
Alunos retornam das escolas em Nova Delhi (Manish Swarup/AP)

Apesar do ar poluído, muitos moradores continuaram com suas rotinas diárias. Muitas estruturas eram pouco visíveis, incluindo o icónico Portão da Índia de Nova Deli, já que a visibilidade caiu para 100 metros (109 jardas). As autoridades disseram que os voos e comboios continuaram a operar com alguns atrasos.

O departamento meteorológico da Índia também previu “nevoeiro denso a muito denso” para os estados de Uttar Pradesh, Haryana e Rajasthan, no norte, para segunda-feira.

As temperaturas mais frias e os ventos lentos agravam a situação ao reter poluentes mortais todos os invernos, desde meados de outubro até pelo menos janeiro.

O Supremo Tribunal da Índia decidiu no mês passado que o ar limpo era um direito humano fundamental, ordenando ao governo central e às autoridades estatais que tomassem medidas.



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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