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POLÍTICA

Democracia: Governo mantém na gaveta projeto contr…

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Democracia: Governo mantém na gaveta projeto contr...

José Casado

Lula pediu e os comandos militares mantiveram silêncio sobre os 61 anos do golpe de estado de 1964. Melhor assim, senão em respeito aos presos, torturados, mortos e desaparecidos, ao menos porque representa injustiça histórica a homenagem a um entre tantos golpes que marcaram a história republicana.

Há o golpe de 1930, por exemplo, que encerrou a República Velha para reconstruí-la em novo arranjo oligárquico sob comando do civil Getúlio Vargas, mais tarde autoproclamado ditador. Tem-se, também, tentativas como a dos comunistas em 1935, dos integralistas em 1938, as conspirações de generais contra generais, no final dos anos 1960 e 1970.

Mais recentemente, o plano de um antigo capitão eleito presidente que pretendia continuar no poder, mesmo derrotado na reeleição. Por ele, Jair Bolsonaro e  aliados militares e civis estão sendo julgados.

Vale lembrar que num golpe foi imposto ao país, em 1969, um texto constitucional que começava assim: “Os ministros da Marinha de Guerra, do Exército e da Aeronáutica Militar (…) PROMULGAM a seguinte Emenda à Constituição (…)”

Esse período ditatorial durou 21 anos, terminou em março de 1985 com a posse de José Sarney, o vice de Tancredo Neves, que foi internado na véspera, agonizou por 38 dias e morreu. Aconteceu foi há 40 anos e, desde então, o país avança no mais longo ciclo de democracia da história republicana.

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Lula lembrou a data do último golpe num texto ruim difundido nas redes. Menciona “ameaças autoritárias que, infelizmente, ainda insistem em sobreviver”.

Faria melhor se empenhasse o governo na aprovação de um projeto de lei sugerido pelos atuais comandantes das Forças Armadas para fechar a porta de acesso dos militares à política.

A fórmula pode ser resumida assim: se é candidato a cargo eletivo automaticamente deixa o serviço público militar, sem chance de retorno aos quartéis; e, fica proibido o uso de patente, símbolos e uniforme em campanha e, em caso de eleição, no Executivo ou no Legislativo. Vale para integrantes das forças militares, de Defesa e de Segurança Pública.

O projeto vai completar três anos parado numa das gavetas da Casa Civil da Presidência da República.



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OPINIÃO

Opinião: A ciranda troca de partidos e a busca por cargos públicos

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Foto de capa [arquivo pessoal]
Os parlamentares que mudam de partido – como macacos puladores de galho – ou se candidatam a outros cargos no Legislativo e no Executivo apenas para preservar privilégios demonstram desrespeito à República e deveriam sentir vergonha de tal conduta. Essa prática evidencia a ausência de compromisso ideológico e a busca incessante por posições de poder, transmitindo à sociedade a imagem de oportunistas movidos por conveniências pessoais. A política deveria ser encarada como missão cívica, exercício de cidadania e serviço transitório à nação. Encerrado o mandato, o retorno às profissões de origem seria saudável para a oxigenação da vida pública.  
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Infelizmente, o sistema político brasileiro está povoado por aqueles que veem na política não um espaço de serviço público, mas um negócio lucrativo. Como já destacou o jornal El País, ser político no Brasil é um grande negócio, dadas as vantagens conferidas e auferidas — e a constante movimentação de troca de partidos confirma essa percepção.  
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A cada eleição, o jogo se repete: alianças improváveis, trocas de legenda na janela partidária e negociações de bastidores que pouco têm a ver com as necessidades reais da população. Em vez de missão cívica, vemos aventureiros transformando a política em palco de interesses pessoais e cabide de empregos. A busca incessante pela reeleição e por cargos demonstra que, para muitos, a política deixou de ser a casa do povo e tornou-se um negócio.  
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Convém lembrar aos que se consideram úteis  e insubstituíveis à política que o cemitério guarda uma legião de ex-políticos esquecidos, cuja ausência jamais fez falta ao país.  
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As próximas eleições são a oportunidade para os eleitores moralizarem o Legislativo, elegendo apenas candidatos novos, sem os vícios da velha política, que tenham conduta ilibada e boa formação cultural. Por outro lado, diga não à reeleição política, aos trocadores de partidos, aos que interromperam o mandato para exercer cargos nos governos, e àqueles que já sofreram condenação na Justiça ou punição no Conselho de Ética do Legislativo. 
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Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC

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POLÍTICA

Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Felipe Barbosa

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