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Dengue e Covid-19 explodem no Alto Acre e superlotam hospital
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6 anos atrásem
O panorama do atendimento no Hospital Regional de Brasiléia neste domingo, 10, era de muita apreensão com a elevada quantidade de pacientes que dava entrada a todo instante, tanto com sintomas de dengue quanto de covid-19, segundo informou ao ac24horas a gerente de Assistência à Saúde da unidade, a enfermeira Joelma Pontes.
De acordo com a profissional, muita gente estava chegando ao hospital apresentando complicações da covid-19, a maioria precisando ser internada para estabilizar o quadro de baixa saturação de oxigênio. A situação fez com que as vagas na enfermaria covid-19 ficassem esgotadas, sem a disponibilidade de leitos para novos pacientes.
“Vale ressaltar que essa superlotação é geral – tanto nas enfermarias de covid-19 quanto nos leitos de observação, clínica médica, pronto socorro e de medicação – devido ao surto de dengue que estamos enfrentando. A maioria dos pacientes de dengue chega com baixo nível de plaquetas sanguíneas, que exige um cuidado intenso”, explicou a gerente.
Outro agravante da situação no hospital que recebe pacientes dos quatro municípios da regional é a sobrecarga de serviço sobre a equipe de servidores. Muitos estão desgastados física e emocionalmente em razão dos horários corridos que decorrem do afastamento daqueles que vão sendo contaminados tanto pela dengue quanto pela covid-19.
Em Xapuri, a situação no hospital Epaminondas Jácome não era diferente, com muitos pacientes dando entrada apresentando os sintomas das duas doenças, que em muitos casos apresentam semelhanças, dificultando o começo do tratamento. Pela falta de estrutura na unidade, os casos que necessitam de maior atenção são encaminhados para o hospital de Brasiléia.
No município de Assis Brasil, que é o maior em incidência da covid-19 no estado, a alta nos casos de dengue se tornou mais um motivo de preocupação. De acordo com a assessoria de comunicação da prefeitura, uma campanha denominada “Cidade Limpa” foi iniciada nesta segunda-feira, 11, com o objetivo de reduzir os focos de proliferação do mosquito Aedes aegypti.
Em Epitaciolândia, a nova gestão municipal começou o mandato fazendo mutirão de limpeza na cidade e tomando cuidados contra a proliferação do mosquito transmissor da dengue. Na última sexta-feira, 8, a Secretaria Municipal de Saúde, em conjunto com outros setores, realizou uma caminhada de conscientização sobre as doenças provocadas pelo Aedes.
De acordo com os dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde (Boletim Sesacre) neste domingo, 10, os municípios do Alto Acre acumulam juntos 4.686 casos positivos de covid-19, com 62 óbitos, dos quais 24 foram registrados em Brasiléia, 16 em Epitaciolândia, 13 em Xapuri e 9 em Assis Brasil.
A incidência da covid-19 no Acre é de 4.932,3 casos por 100 mil habitantes, os municípios de Assis Brasil e Xapuri apresentam as maiores incidências do estado com 10.273,7 e 9.796,6/100.000 habitantes, respectivamente. Em números absolutos, o Acre tem 42.127 casos de covid-19 com 825 mortes.
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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre
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4 dias atrásem
23 de outubro de 2026O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.
Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.
A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.
As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

Organização
A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
22 de outubro de 2026A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.
Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.
Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.
Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.
Herbário
O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.
Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.
A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.
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