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‘Deportações em massa perturbariam a cadeia alimentar’: californianos alertam sobre o efeito cascata da ameaça de Trump | Agricultura
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Cecilia Nowell
Tfaça um passeio pelas Salinas ou Vales Centrais em Califórnia e você passará de cidade em cidade anunciando suas frutas ou vegetais especiais: morangos em Watsonville, alho em Gilroy, pistache em Avenal e amêndoas em Ripon. Mais de 400 tipos de produtos são cultivados no Golden State – incluindo um terço dos vegetais e três quartos das frutas e nozes produzidos nos Estados Unidos.
Grande parte desses alimentos é cultivada por trabalhadores agrícolas imigrantes – muitos dos quais não têm documentos. De acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), cerca de metade dos 2,4 milhões de trabalhadores agrícolas do país não têm estatuto legal nos EUA. Mas os defensores dos trabalhadores agrícolas dizem que o número é muito maior em lugares como a Califórnia, onde pode chegar a “70% em algumas áreas”, de acordo com Alexis Guild, vice-presidente de estratégia e programas da Farmworker Justice, uma organização não-governamental. lucro com sede em Washington DC.
A promessa de campanha de Donald Trump de “lançar o maior programa de deportação da história americana”, visando milhões de imigrantes indocumentados, poderia mudar a vida da maioria destes trabalhadores agrícolas que cultivam e colhem os nossos alimentos – o que teria um impacto dramático nas comunidades e na economia da Califórnia, com repercussões efeitos que afetariam todas as mesas do país.
“Sem mão-de-obra imigrante sem documentos, não seríamos capazes de sustentar um abastecimento alimentar com a capacidade que temos neste momento”, disse Ana Padilla, diretora executiva do Centro Comunitário e de Trabalho da Universidade da Califórnia, em Merced.
Os trabalhadores agrícolas já realizam trabalhos perigosos e muitas vezes mal remunerados. Nos campos, eles são vulneráveis à exposição a pesticidas e a lesões no local de trabalho, realizando trabalhos isentos das leis federais de horas extras. Trump e seus aliados disseram repetidamente que os imigrantes indocumentados “tiraram” empregos de negros e hispano-americanos, mas os defensores dos trabalhadores agrícolas dizem estes não são empregos Cidadãos dos EUA estão ansiosos para segurar.
“Em vez de pensar em como os imigrantes ‘assumiram’ os empregos que existiam, a onda histórica de migração do México que começou na década de 1970 é na verdade uma história de crescimento de uma indústria muito grande e lucrativa”, disse Edward Flores. , sociólogo e diretor docente do Centro Comunitário e Trabalhista, que compara o tamanho da indústria agrícola da Califórnia com o de Hollywood.
“O facto de haver tantas pessoas a trabalhar na agricultura significou que a nação exportou muito mais produtos do que de outra forma teria – que abriu oportunidades para as pessoas ao longo de toda a cadeia de abastecimento.”
Em 2023, as exportações agrícolas da Califórnia totalizaram mais de US$ 24,7 bilhõesde acordo com o USDA. O estado era o único produtor do país de muitas culturas especiais – incluindo amêndoas, alcachofras, figos, azeitonas, romãs, passas e nozes – e o principal produtor de outros alimentos básicos, como alface e aipo.
“As deportações propostas seriam absolutamente devastadoras não apenas para as famílias imigrantes, mas para a maioria das famílias americanas”, disse Flores. “As deportações em massa perturbariam a cadeia alimentar numa altura em que a inflação é uma das preocupações mais prementes dos trabalhadores.” Ele acrescentou que tais deportações retardariam a produção e aumentariam os preços de muitos produtos básicos de mercearia, incluindo leite, trigo e ovos.
Sem a força de trabalho imigrante sem documentos, os Estados Unidos importariam provavelmente mais do seu abastecimento alimentar – tornando os preços dos alimentos vulneráveis às flutuações e às tarifas propostas por Trump. (Os Estados Unidos atualmente importam cerca de 15% do seu abastecimento alimentar – incluindo cerca de um terço dos vegetais, metade das suas frutas e 94% dos frutos do mar.)
Uma operação de deportação massiva enfrentaria obstáculos logísticos e financeiros: um recente relatório do Conselho Americano de Imigração estima que uma única deportação em massa custaria pelo menos 315 mil milhões de dólares – portanto, a verdadeira razão para ameaçar deportar trabalhadores agrícolas indocumentados, dizem os defensores e académicos, é desencorajar os trabalhadores imigrantes de se organizarem por melhores condições de trabalho.
“Há uma contradição nos empresários que empregam imigrantes indocumentados e, ao mesmo tempo, apoiam Trump e a sua proposta para a maior iniciativa de deportação da história dos EUA”, disse Flores. “A menos que seu objetivo seja ter maior controle sobre o trabalho do que nunca. Porque sob tal proposta, um empregador poderia recrutar uma força de trabalho vulnerável e então o governo forneceria os meios para se livrar dela à vontade.”
Durante a sua administração anterior e a pandemia de Covid-19, Trump acelerou os vistos H-2A para trabalhadores agrícolas – mas os seus aliados manifestaram desaprovação até mesmo das opções de imigração legal para trabalhadores agrícolas. O agora infame Projecto 2025, da autoria de antigos funcionários da administração Trump, propõe limitar e reduzir gradualmente o programa de vistos H-2A, a fim de “colocar os trabalhadores americanos em primeiro lugar”.
Os defensores dos trabalhadores agrícolas temem que outras proteções trabalhistas e de imigração para os trabalhadores agrícolas, especialmente as recentemente introduzidas pela administração Biden, estejam em risco. Os estados liderados pelos republicanos processaram a administração Biden por causa de uma regra que permite a sindicalização dos trabalhadores H-2A. E Padilla teme que a próxima administração Trump também possa desafiar uma política de Biden chamada Acção Diferida para a Aplicação do Trabalho, que protege os imigrantes indocumentados da deportação quando denunciam violações laborais.
“Esses tipos de programas são essenciais – especialmente em certos setores como frigoríficos, agricultura, construção, serviços de alimentação – para denunciar o descumprimento dos empregadores e as condições inseguras, para que (os trabalhadores agrícolas) possam se sentir protegidos ao fazer isso”, disse ela.
“A maioria dos trabalhadores agrícolas indocumentados na Califórnia e em todo o país está aqui há pelo menos 10 anos”, disse Antonio De Loera-Brus, diretor de comunicações da United Farm Workers of America. Isto significa que “eles já viveram uma presidência Trump antes”, acrescentou.
Embora muitos trabalhadores agrícolas estejam ansiosos com outra administração Trump, disse ele, “o que precisamos fazer é tranquilizar as comunidades de que não serão deixadas sozinhas, que não serão abandonadas” e que “este sindicato é o seu sindicato, e o seu sindicato irá sempre te defender”.
Na semana passada, o governador da Califórnia, Gavin Newsom, convocou uma sessão especial da legislatura do estado “para proteger os valores da Califórnia”, incluindo “direitos civis, liberdade reprodutiva, ação climática e famílias imigrantes”. Em 2018, a Califórnia tornou-se o primeiro “estado santuário” do país quando a sua legislatura promulgou uma lei que limitava as autoridades locais e estaduais de cooperar com as autoridades federais de imigração.
“Os trabalhadores agrícolas de todos os status de imigração continuarão a alimentar a América como fazem todos os dias”, disse De Loera-Brus. “E eles não se importam se a comida que escolhem vai acabar na mesa dos democratas ou dos republicanos. Eles só querem ser pagos de forma justa e tratados com dignidade pelo seu trabalho literalmente essencial. E então eles querem voltar para casa em segurança, para suas famílias.”
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.
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