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POLÍTICA

Deputado do PSB recuou sobre anistia, mas defende…

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Deputado do PSB recuou sobre anistia, mas defende...

Marcela Mattos

O deputado federal Paulo Folletto (PSB-ES) foi o único representante da esquerda que assinou o requerimento de urgência ao projeto que propõe uma anistia aos participantes dos ataques na Praça dos Três Poderes no dia 8 de janeiro de 2023. Em meio à repercussão, o capixaba recuou e disse que deu aval à matéria por engano, retirando seu nome da lista dos favoráveis a que o tema ganhe uma tramitação célere na Câmara.

Segundo Folletto, não houve pressão do governo. A mudança, garante, deve-se ao fato de que ele pensava se tratar de um texto que modularia as penas, como o deputado do PSOL Chico Alencar havia defendido dias antes, e não uma anistia total aos manifestantes que invadiram e depredaram o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF).

O deputado, porém, diz considerar que as punições para as pessoas que foram “massa de manobra estão muito pesadas” e que “botar aquele povo todo na cadeia não resolve nada”.

“Teve gente que até falou assim: ‘Ô, que vontade de assinar também’. Eu mesmo tenho eleitores que não entendem a profundidade da coisa e pedem para assinar. Se for pela turma da massa de manobra, eu assinaria, porque eu acho que acabaram se envolvendo, se apaixonando e sendo levados”, diz Folletto a VEJA.

Ele pondera que também há investigações sobre um plano de tomada de poder e até de assassinato – essas sim que merecem punição mais dura – e que cada caso deve ser diferenciado.

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Por isso, Folletto se diz favorável a uma dosimetria. “Dá uma pena alternativa, manda limpar escola. Quem tiver dinheiro para pagar cesta básica, que pague. Faz aí um inventário econômico de cada um. Tem gente que tem muito dinheiro nesse pacote e que poderia ter uma alternativa até saudável. Mas eu acho que são situações completamente diferentes que precisam ser avaliadas”, afirma.

Ele ainda afirma que a esquerda nunca “tentou tomar o poder”, mas já promoveu diversos “quebra-quebras”.

“Eu me lembro de uma situação que o pessoal do MST invadiu a Embrapa, quebrou todinho o laboratório de pesquisa, um negócio absurdo. Acho que as coisas são diferentes, têm que ser tratadas de forma diferente e uma saída tem que ser achada. O bom senso precisa começar a nascer, essa briga extremista não está trazendo lucro nenhum”, diz.

Hoje, a orientação do PSB é para que não se vote favorável à anistia. O projeto que a oposição conseguiu coletar o número mínimo de assinaturas prevê um perdão irrestrito para todos aqueles que participaram de manifestações depois das eleições de 2022 – inclusive os que financiaram ou que apoiaram os atos. Já há, porém, articulações para que se vote um texto alternativo, a fim de se angariar um apoio maior no Congresso.



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OPINIÃO

Opinião: A ciranda troca de partidos e a busca por cargos públicos

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Foto de capa [arquivo pessoal]
Os parlamentares que mudam de partido – como macacos puladores de galho – ou se candidatam a outros cargos no Legislativo e no Executivo apenas para preservar privilégios demonstram desrespeito à República e deveriam sentir vergonha de tal conduta. Essa prática evidencia a ausência de compromisso ideológico e a busca incessante por posições de poder, transmitindo à sociedade a imagem de oportunistas movidos por conveniências pessoais. A política deveria ser encarada como missão cívica, exercício de cidadania e serviço transitório à nação. Encerrado o mandato, o retorno às profissões de origem seria saudável para a oxigenação da vida pública.  
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Infelizmente, o sistema político brasileiro está povoado por aqueles que veem na política não um espaço de serviço público, mas um negócio lucrativo. Como já destacou o jornal El País, ser político no Brasil é um grande negócio, dadas as vantagens conferidas e auferidas — e a constante movimentação de troca de partidos confirma essa percepção.  
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A cada eleição, o jogo se repete: alianças improváveis, trocas de legenda na janela partidária e negociações de bastidores que pouco têm a ver com as necessidades reais da população. Em vez de missão cívica, vemos aventureiros transformando a política em palco de interesses pessoais e cabide de empregos. A busca incessante pela reeleição e por cargos demonstra que, para muitos, a política deixou de ser a casa do povo e tornou-se um negócio.  
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Convém lembrar aos que se consideram úteis  e insubstituíveis à política que o cemitério guarda uma legião de ex-políticos esquecidos, cuja ausência jamais fez falta ao país.  
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As próximas eleições são a oportunidade para os eleitores moralizarem o Legislativo, elegendo apenas candidatos novos, sem os vícios da velha política, que tenham conduta ilibada e boa formação cultural. Por outro lado, diga não à reeleição política, aos trocadores de partidos, aos que interromperam o mandato para exercer cargos nos governos, e àqueles que já sofreram condenação na Justiça ou punição no Conselho de Ética do Legislativo. 
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Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC

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POLÍTICA

Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Felipe Barbosa

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