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POLÍTICA

Deputado protocola PEC que dá à Câmara poderes sob…

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Pedro Pupulim

O deputado federal Danilo Forte (União Brasil-CE) protocolou, nesta segunda-feira, uma PEC que amplia os poderes de fiscalização do Congresso sobre as agências reguladoras, concedendo à Câmara competência para interferir na atuação dessas organizações. O projeto foi assinado por 209 parlamentares.

Atualmente, apenas o Senado monitoriza a atuação das agências. Contudo, caso aprovado, o novo texto possibilita que a atividade dessas organizações possa ser analisada pelas comissões temáticas da Câmara, o que, segundo o autor, vai equilibrar a atuação do Congresso.

“É preciso estabelecer mecanismos de transparência e conformidade mais eficientes sobre a atuação dessas autarquias. A PEC faz justamente isso: oficializa o papel das comissões temáticas na prestação de contas por parte desses órgãos, evitando a cooptação das agências por interesses privados e preservando o interesse dos consumidores”, afirmou Danilo Forte.

Em trecho do projeto, o deputado também ressaltou que o objetivo não é a sobreposição da atuação legislativa sobre as atividades das agências reguladoras porque, segundo ele, essas autarquias dispõem de “relevância técnica inestimável e insubstituível”.

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Articulação

A proposta foi costurada em um contexto de pressão sobre a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que entrou na mira das autoridades por uma suposta leniência em relação à atuação da Enel, concessionária de energia, em São Paulo.

O último apagão que atingiu a capital paulista, no início de outubro deste ano, deixou, inicialmente, 3,1 milhões de residências sem luz e colocou a Enel, empresa responsável pelo serviço, na mira das autoridades. Políticos como o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e o governador do estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defenderam publicamente a rescisão do acordo com a empresa de origem italiana.



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Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Charge do JCaesar: 05 de maio

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Felipe Barbosa

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A articulação para mudar quem define o teto de jur…

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A articulação para mudar quem define o teto de jur...

Nicholas Shores

O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN). 

A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica. 

Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.

A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira. 

Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.

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Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios. 

Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.

A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.

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Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.

Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.

Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.

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Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.

Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.



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