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Desastre de inundações na Espanha: mais 5.000 soldados convocados para lidar com as consequências | Espanha
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2 anos atrásem
Sam Jones in Madrid
O primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, ordenou o maior destacamento militar do país em tempo de paz, anunciando que mais 5.000 soldados serão convocados para ajudar a lidar com as consequências do as inundações devastadoras desta semanaque mataram pelo menos 211 pessoas nas regiões leste, sul e centro.
Falando depois de presidir uma reunião do comité de crise das inundações, Sánchez disse que o governo estava a mobilizar todos os recursos à sua disposição para lidar com a “terrível tragédia”, que atingiu mais duramente a região oriental de Valência. Ele também reconheceu que grande parte da ajuda ainda não estava sendo recebida e apelou à unidade e ao fim das disputas políticas e dos jogos de culpa.
“Ainda há dezenas de pessoas à procura dos seus entes queridos e centenas de famílias que lamentam a perda de um familiar, amigo ou vizinho”, disse ele num discurso transmitido pela televisão na manhã de sábado. “Quero expressar-lhes o nosso mais profundo amor e assegurar-lhes que o governo de Espanha e todo o estado, em todos os seus diferentes níveis administrativos, está com todos eles.”
Descrevendo as chuvas torrenciais e as inundações como “o pior desastre natural na história recente do nosso país” e as segundas inundações europeias mais mortíferas do século, o primeiro-ministro anunciou um enorme aumento no número de militares e policiais que participam no esforço de socorro.
Nas primeiras 48 horas da crise, disse ele, a Espanha testemunhou “o maior destacamento de forças armadas e de pessoal policial alguma vez visto no nosso país em tempos de paz. Até agora, realizou 4.800 resgates e ajudou mais de 30.000 pessoas em suas casas, nas estradas e em áreas industriais inundadas.”
Infelizmente, disse ele, grande parte da ajuda estava demorando muito para chegar às casas e garagens bloqueadas e inundadas e às aldeias isoladas.
“É por isso que o governo espanhol envia hoje mais 4.000 funcionários da unidade militar de emergências para a província de Valência”, disse Sánchez. “Amanhã chegarão mais 1.000 militares… Também ordenei o envio de um barco anfíbio da marinha que possui salas de operações, helicópteros e uma frota de veículos que chegará ao porto de Valência nas próximas horas”.
O primeiro-ministro também disse que mais 5.000 policiais nacionais e guardas civis seriam enviados para a região, elevando o número total de policiais para 10.000.
“A nossa segunda prioridade é identificar e recuperar os corpos dos mortos e precisamos de o fazer rapidamente, mas com toda a dignidade e garantias que as vítimas e as suas famílias merecem”, disse. “Nas últimas 48 horas, militares e seguranças inspecionaram milhares de garagens, leitos de rios e estradas e recuperaram os corpos de 211 vítimas mortais.”
Pessoal forense especializado e necrotérios móveis já estavam na zona do desastre, acrescentou, e trabalhariam “dia e noite; noite e dia, pelo tempo que for necessário até que todas as vítimas sejam localizadas”.
O discurso de Sanchez ocorreu no momento em que milhares de voluntários se dirigiram ao centro da Cidade das Artes e das Ciências de Valência, que foi transformado no centro nevrálgico da operação de limpeza. Na sexta-feira, a chegada espontânea em massa de voluntários complicou o acesso dos trabalhadores de emergência a algumas áreas, levando as autoridades a elaborar um plano de mobilização.
O primeiro-ministro disse que a energia foi restaurada em 94% das casas afetadas, enquanto as linhas telefônicas estavam programadas para serem reparadas no fim de semana.
após a promoção do boletim informativo
Sánchez também reconheceu a profunda indignação pública sobre a forma como a emergência foi tratada – muitos questionaram porque é que o governo valenciano só enviou um alerta de emergência depois das 20h00 de terça-feira – mas apelou à unidade.
“A situação que vivemos é trágica e dramática”, disse ele. “É quase certo que estamos a falar da pior inundação que o nosso continente já viu neste século. Estou ciente de que a resposta que estamos montando não é suficiente. Eu sei que. E sei que há graves problemas e carências e que ainda há serviços em colapso e cidades soterradas pela lama onde as pessoas procuram desesperadamente os seus familiares, e pessoas que não conseguem entrar nas suas casas, e casas que foram enterradas ou destruídas pela lama. Sei que temos que fazer melhor e dar tudo de nós.”
Ele disse que haveria tempo mais tarde para analisar o que correu mal e aprender lições “sobre a importância dos nossos serviços públicos e como reforçá-los nas situações que estamos a viver como consequência das alterações climáticas… Mas agora precisamos concentrar todos os nossos esforços na tarefa colossal que enfrentamos e esquecer as nossas diferenças e colocar ideologias e divergências de lado e agir em conjunto.”
As inundações repentinas desta semana, causadas por chuvas torrenciais que os cientistas associaram à emergência climática, inundaram cidades, vilas e aldeias, destruindo pontes, carros, árvores e postes de iluminação pública. O número de pessoas desaparecidas permanece desconhecido. Outros milhares não têm acesso a água ou alimentos fiáveis, enquanto partes das áreas mais atingidas permanecem inacessíveis. As pilhas de veículos e destroços prenderam alguns moradores em suas casas, enquanto outros estão sem eletricidade ou serviço telefônico estável.
Um alerta meteorológico laranja permaneceu em vigor no sábado para Castellón, uma província de Valência, e para um trecho da costa em Tarragona, uma província da Catalunha.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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